sexta-feira, 10 de agosto de 2018

No Sporting


“No Sporting, o clube mais fácil de comentar mas mais complexo de entender, oito listas entregaram os respetivos pressupostos para entrarem na corrida eleitoral.
De Frederico Varandas a João Benedito, de José Maria Ricciardi a Dias Ferreira, passando por Pedro Madeira RodriguesFernando Tavares Pereira e Rui Jorge Rego, existe escolha múltipla em mais um teste por antecipação (neste caso, devido à primeira destituição de sempre de um presidente em 112 anos de história) às vontade dos sócios leoninos. Depois, há Bruno de Carvalho. Que foi “retirado” do cargo mas avançou na mesma, que está suspenso mas tem pelo menos quatro providências cautelares interpostas, que não sabe se pode ser candidato, mas é o que mais faz campanha.
Esta foi a semana em que o Observador passou mais de metade do tempo em Alvalade a seguir todo o processo de formalização de candidaturas para perceber uma coisa tão simples como esta: até 8 de setembro, o choque de “realidades alternativas” está à distância de uma decisão favorável do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, como já aconteceu esta semana. Verdade seja dita, nem as contradições que passaram de exceção a regra, nem o primeiro debate ajudaram a acalmar os ânimos.”

                            In Observador Desporto

Para mim, que sou sportinguista desde que me conheço, nada mais tenho a acrescentar que não seja uma enorme tristeza por ver que nem agora os sportinguistas conseguem redimir-se. Oito candidatos para um clube que passou pelo que este passou? Não chega já de lutas intestinas?!

HSC

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Como?!

"O primeiro-ministro afirmou esta quarta-feira que o incêndio de Monchique, que dura há seis dias, é “a exceção que confirmou a regra do sucesso da operação [de combate aos incêndios] ao longo de todos os outros dias”. António Costa, que presidiu esta manhã à reunião da Proteção Civil, fez uma analogia para explicar a complexidade de Monchique: “A vela de um bolo de aniversário todos nós o apagamos com um sopro, mas quando a chama se alarga e os incêndios ganham uma escala com esta dimensão, não basta os sopros nem alguns dias de trabalho”. E avisou: “Ainda temos vários dias pela frente até o incêndio ser extinto.”

                                                 in Observador

Como disse Senhor Primeiro Ministro? Será que ouvi bem as suas palavras na televisão hoje? Será que alguém com um mínimo de bom senso ouve estas palavras e não pergunta se estão a brincar connosco? Há limites, Dr António Costa!

HSC

A sujidade inexplicável

Lisboa era um oásis em Agosto, antes desta horda de turistas virem minimizar as dívidas que temos. Hoje tive a triste ideia de renovar passaporte e bilhete de identidade - que, infelizmente, passou a ser cartão de cidadão - o que me obrigou a deslocar ao Chiado e à Av. da Liberdade. 
Má decisão, a minha, está de ver.
No Chiado andei verdadeiramente aos encontrões com a "turba" militante. que parava em todo o lado para fotografar nem se sabe bem o quê, desde pessoas a lojas. O chão era um nojo de pastilhas elásticas, copos de plástico e latas de bebidas. Felizmente a aragem sempre ajudava a afastar o cheiro a suor dos corpos que transportavam pela mão, maletas de rodas como se fossem crianças. Enfim, um espectáculo só complementado pelos indigentes de mão estendida, sentados na calçada.
Esbaforida saí dali, a pé, para a Avenida da Liberdade. Esta não devia ser limpa há muito tempo, a avaliar pelo monte de folhas mortas que cobriam inteiramente os passeios, levantando imenso pó e provocando quedas que podem ser graves, sobretudo para crianças e idosos.
Quando cheguei a casa, enfiei-me num duche, tal a noção de sujidade que tinha agarrada a mim. E nem quero pensar que terei de voltar a este périplo para levantar os documentos solicitados.
A Lisboa tranquila de Agosto, pela qual tanto ansiava, não existe mais. Tenho dela uma saudade imensa. E até quase adivinho que quando tiver partido, a língua oficial, muito possivelmente, já não será o português...

HSC

domingo, 5 de agosto de 2018

Um homem muito especial


Sou uma grande admiradora da pessoa e da obra do Prof. Sobrinho Simões, fundador do IPATIMUP (Instituto de Patologia e Imunologia Molecular e Celular da Universidade do Porto), unidade de investigação que dirige e foi classificada como excelente na última avaliação internacional levada a cabo pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e que constitui um dos três laboratórios europeus acreditados pelo Colégio Americano de Patologistas. Esta unidade realiza anualmente centenas de consultas de diagnóstico para hospitais e institutos de oncologia da Europa e da América.
Ontem, a TVI24 transmitiu uma entrevista sua, cujo tema era "BOM SENSO E RESPEITO PELO OUTRO", que eu tive a sorte de apanhar na íntegra. Foi um deleite ouvir alguém com 70 anos falar da sua carreira e do modo como encara o mundo de hoje. 
Para além de ainda ser um bonito homem - a grande vantagem de ter a idade que tenho, é poder escrever estas avaliações... - é um ser humano como há poucos.
O seu trajecto científico é brilhante, mas a humanidade com que fala daqueles que ele estuda sem, contudo, lhes conhecer o rosto, é impressionante. Como é impressionante a naturalidade com que fala dos nossos e dos seus próprios medos.
Que pena que a televisão  o não traga mais vezes até nós. Mas isso é impossível num país viciado e obcecado por política. 
Só posso aconselhar a que vejam a entrevista e, se tiverem curiosidade, a consultarem o seu currículo. Trata-se, de facto, de um ser humano muito especial!

HSC

Universidades de Verão...


“O Bloco de Esquerda, na sua “universidade” de Verão, defende o “direito à boémia: necessidade de vida noturna para produção e radicalização cultural”. Belo programa! Vamos ser claros sobre aquilo de que se está a falar: copos, música, noitadas, “piquenas” & “piquenos”, talvez com uns charros à mistura. É isso, não é?...” 



                                  In duas-ou-tres.blogspot.com


A mim parece-me que é. Embora pense que há outras matérias, talvez mais importantes para o Bloco apresentar, julgo que estas são bastante paradigmáticas do que eles desejam para a "sua " juventude. Mas, se em democracia o respeito pelos outros e o modo como eles vêem a sociedade é básico, ela também nos permite perceber o mundo que este partido deseja possa ser o nosso! 

HSC

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

A minha dúvida

"O caso Robles é sério. Não só pelo que disse Ricardo Araújo Pereira, que é um fino analista, quando explicou que «um dia, passeando pela Alfama, o camarada Robles deu um pontapé numa pedra e, pouco depois, estava a vender um prédio por mais de 5 milhões de euros sem saber o que se tinha passado». Os casos das centenas de indivíduos ligados à vida política e económica, incluindo o grupo Sócrates, eram simples em comparação: «Recebiam dinheiro por favores, desviavam as verbas dos seus fins, especulavam, em suma, eram corruptos e enriqueciam à nossa custa».
Robles, não. Ele é do «bloco de esquerda» e, portanto, incapaz de tal coisa. E se, por acaso, deu um pontapé na «pedra», a culpa era da irmã… Só faltou explicar como é que, tendo ele declarado um rendimento anual de 20.000 € enquanto vereador da Câmara de Lisboa, um banco lhe emprestou mais de 600 mil € a 16% de juros? Entregando integralmente esse rendimento ao banco e vivendo do ar, conforme o empréstimo exacto, isso levaria mais de 50 anos a liquidar… Será crível? Não me admira que haja quem insista em conhecer todos os pormenores, desde o preço inicial da «pedra», o montante e as condições exactas do empréstimo, e finalmente como é que se chegou ao preço de venda de 5,7 milhões de euros?"
                        Manuel Villaverde Cabral in Observador
Só abordo este tema, porque fiz exactamente o mesmo raciocínio de Villaverde Cabal, ou seja, como é que uma instituição de crédito "empresta a 16% de juro" 600 mil euros a quem declara um rendimento anual de 20 000€? Não consegui encontrar resposta...

HSC