Aproveitando os efeitos
da sentença do caso Gürtel, o bonitão Pedro Sánchez, que vinha perdendo terreno
nas sondagens, lançou mão de uma moção de censura que lhe permitiu, com alguma
facilidade, chegar a Primeiro-Ministro de Espanha.
Apesar de apenas ter 84
dos 350 deputados do parlamento espanhol, os socialistas conseguiram reunir o
apoio de um total de 180 votos, que incluem os representantes do Unidos Podemos
(Extrema-esquerda, 67), a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC, separatistas,
nove), o Partido Democrático e Europeu da Catalunha (PDeCAT, separatistas,
oito), o Partido Nacionalista Basco (PNV, cinco),o Compromís (nacionalistas
valencianos, quatro), o EH Bildu (separatista basco, dois), e a Nueva Canarias
(nacionalista, um).
Albert Rivera, por seu
lado, desesperou por não ter havido eleições, já que todas as sondagens lhe
davam o primeiro lugar. Mas, na política como na guerra, há o velho ditado de
que quem com ferros mata com ferros morre.
Sanchez e a difícil solução
que forjou estão longe, creio, de revelarem gabarito e unidade suficientes para
enfrentar os melindrosos problemas que têm pela frente. Veremos, por isso, até
onde conseguirão chegar. Porque, convém lembrar, esta espécie de geringonça
espanhola nada tem, felizmente, a ver com a nossa...
HSC