
Sou uma apreciadora do realizador François Ozon. Por isso, fui ver o seu filme Franz que tem, entre outros prémios, o Leão de Ouro.
É uma história muito curiosa - passada no clima do pós guerra e do ódio entre franceses e alemães -, que aborda um tema a que poderemos chamar do "valor da
mentira” e conta as repercussões que a mesma teve sobre a vida das personagens retratadas.
Talvez seja uma película um pouco lenta e longa, talvez até demasiado melancólica. Mas é certamente uma bela obra a branco e preto, que
revela dois novos excelentes atores – Paula Beer e Pierre Ninney -, para mim,
até agora, completamente desconhecidos.
Saí do cinema tocada pela forma hábil como
o autor narra aquilo que muitos de nós sabemos de antemão, isto é, que a
mentira, por norma, arrasta consigo outras tantas. A fita não pretende fazer
juízos morais e talvez esteja aí um dos motivos pelo qual, julgo, ela prende os espectadores.
Para quem gosta da sétima arte, eu diria que
esta vale mesmo a pena!
HSC



