domingo, 11 de novembro de 2018

Mais um "caso"

Os "casos" em Portugal são o pão de cada dia. Agora surge mais um que vai voltar a fazer correr muita tinta. Trata-se da prisão de Bruno de Carvalho ex presidente do Sporting. Lá vamos ter Tancos e fogos, mantidos em banho maria, já que futebol pode muito nesta terra...

HSC

sábado, 10 de novembro de 2018

Irrevogavelmente errado!

O país anda atoleimado com os seus casos originais. Agora foi a password de um ausente deputado que foi usada para uma colega procurar um documento e de passagem, por lapso, dá-lo por presente. Dias a fio ninguém percebia o que se teria passado. E as televisões e os jornais não falavam de outra coisa.
Finalmente apresenta-se ao público a deputada que terá irrevogavelmente cometido o erro. Tudo esclarecido. Mas por que motivo terá demorado tanto tempo a esclarecer esta “estória de  virgens” para utilizar a expressão da senhora deputada?

HSC

SAMS: 24 anos de excelente serviço!

Sou uma utilizadora dos SAMS, um velho sonho dos bancários, transformado em 1994 numa notável realidade, que cumpre agora 24 anos de existência.
Julgo que a nossa relação se tem estreitado com o passar dos anos, o que não surpreende, porque é na velhice que os estragos se fazem sentir mais. Portanto, de há uns anos para cá, o tratamento e sobretudo a prevenção aproximaram-nos mais ainda.
Assim, desde a medicina interna até á cirurgia, tenho passado por diferentes serviços, dos quais só tenho palavras de enaltecimento para descrever a excelência com que fui tratada.
Passaram 24 anos sobre a sua fundação. Por lá passou muita gente desde bancários e familiares a muitos outros utentes que para lá se dirigiram pela competência que lhe é reconhecida.
Quem faz um Hospital ou um Centro de Saúde são os médicos, os enfermeiros, os terapeutas e os funcionários administrativos. Em todos eles encontrei, sempre, uma palavra amável. E, como não podia deixar de ser, ganhei um bom par de amigos. 
Bem hajam Faustino Ferreira que sabe como eu funciono, Cecília Vaz Pinto, a mais dedicada amiga do meu esqueleto e dos meus músculos, Francisco Salvado, que tem mantido e cuidado dos meus dentes e Pedro Cruz que se ocupa dos meus olhos, aos quais não posso deixar de elogiar especialmente, porque é nas mãos deles que tem repousado uma boa parte da minha serenidade de vida!

HSC

Golpada?!


“É uma golpada com muita classe, e os golpeados somos nós....
Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve.
Mas sabemos que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da eletricidade ainda fossem maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregadora, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios.
Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês durante o máximo de dois 
anos, até encontrar um novo emprego.
Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo: «Mas você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?». 
E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade própria!».
E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais 12 000 por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?».
 Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «
o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».
Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE forem mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.
Dizendo ainda melhor: 
o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, o de ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a benção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.
Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado e abusivo abocanhar do erário público.
Mas, voltemos à nossa história...
O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo.
 Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético.
E você, que não é burro, pergunta: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não.
A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.
Ou seja, a ERSE não serve para grande coisa, ou apenas serve para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma instituição chamada ERSE?
Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? Politicas à parte, estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.”

Fernando Carlos Lopes  - Departamento de Ciências da Terra  -  Centro de Geofísica da Universidade de Coimbra

Recebi há dias, por mail, o texto que acima reproduzo. Ignoro, neste mundo de fake news, se o que aqui se relata é ou não verdadeiro. Mas se o for é de facto uma "boa malha" como dizem os meus netos...

HSC

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

O país dos "casos"

Quando nos afastamos da urbe por uns tempos e, sobretudo se tivermos a sorte de ir parar a um local onde se não vê televisão, tem-se um estranho panorama aqui da terrinha. 
Depois de ter estado em casa de amigos em Santar fui descansar para a casa de outros, no Alvito. Ou seja, passei das Beira para o Alentejo com a côrte de diferenças que existem entre estas duas regiões do país. Felizmente que, em ambas as casas, o apreço pela caixinha preta era pouco ou nenhum. Estava portanto no meu meio: quanto menos tv, melhor.
E foi nestas viagens que me dei conta da pouca importância que as pessoas dão aos nossos "casos", sejam eles Tancos, encrencas de futebol, deputados faltosos ou trincas políticas. Aquilo que, sim, os interessa, são os fogos, as casa que aguardam construção e as greves nos transportes, na saúde e na educação. O resto são "balelas" que só interessam aos politicos e estes, são para tal gente, todos iguais.
Vim a pensar nisto e sorri a esta típica sabedoria popular que ignora os "casos" que entre nós surgem à média de um por semana e que os cansam imenso, porque entendem que em Portugal a culpa morre sempre solteira...
A terrinha tem este luxo semanal. Mas já alguém viu um que fosse resolvido?!

HSC

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Convite


Este não é um post de auto promoção, mas sim um convite para poder gozar da companhia de alguns dos meus leitores. Dar-me-á muito prazer te-los comigo. E se me apreciam apareçam por lá para me dar um abraço. Deixar-me-iam muito contente! 
E ainda vos prometo uma surpresa quando virem quem apresenta o livro....

HSC

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Tancos e tangas


“.... Dito isto, volto ao facto, a notícia sobre Marcelo e Tancos. Relembro o essencial. 1) No quartel de Tancos, roubaram-se armas, e notícias subsequentes revelaram que não foi a primeira vez. É preciso apurar tudo doa a quem doer. 2) As armas foram devolvidas pela PJM, com algumas falhas de material e, por outro lado, com material a mais, o que leva a concluir que o famigerado roubo não foi único. Acresce que, confessadamente, elementos da PJM forjaram a entrega, conluiaram-se pelo menos com um dos assaltantes e esconderam a operação da PJ, legítima responsável pelas investigações. "É preciso apurar tudo doa a quem doer", insistiu o Presidente, e bem.
Esses 1) e 2) envolvem crimes que devem ser resolvidos, explicados e castigados. Feito isso, o essencial fica feito. Sobre um provável 3), chicanas políticas (especialidade nacional), já estamos bem servidos: várias insinuações, misteriosos memorandos, algumas demissões e muito jornalismo tipo barata tonta. Ora, os 1) e 2) é que são o essencial. Resolvidos, fica o provável 3) esclarecido. Mas indo pela especialidade nacional, daqui a um ano (e mais insinuações, memorandos, demissões, achismos...), arriscamo-nos a um terrível espanto: mas que roubo em Tancos?!”
          
                          Ferreira Fernandes no Diário de Noticias

Não me lembro de ver tanta trapalhada junta num mistério desta natureza. Nem Alan Poe conseguiria engendrar algo melhor.
Dar o dito por não dito, disfarçar, assobiar para o lado e aproveitar para mandar para a rua três ministros é obra de mestre, que só António Costa seria capaz de engendrar, político de faro como é. E, vamos lá, com algum “colo” da parte de Marcelo, cuja posição neste caso não consigo compreender, já que sendo ele o chefe supremo das Forças Armadas tem responsabilidades especiais.
É que não basta afirmar que toda a verdade tem de ser apurada. Ela deve ser exigida, E não é com discursos que lá iremos, porque este acontecimento é demasiado grave para ser tratado com paninhos quentes...

HSC