sábado, 28 de outubro de 2017

Igreja: Nada a acrecentar(13)

Consta que o perfil sexual dos seminaristas vai passar a ser investigado para evitar a ordenação de padres com tendências homossexuais. Nada tenho contra os pruridos da igreja católica com o sexo, como nada poderei ter contra a castidade e celibato dos padres. Não sou católico nem padre, nada disso, portanto, me diz respeito. Não significa, porém, que, enquanto ser racional que me esforço por ser (embora tantas vezes falhado), não estranhe a discriminação de que são alvo os putativos padres homossexuais. Se a igreja católica proíbe os seus padres de terem relações sexuais ou refrear as pulsões sexuais com que a natureza os dotou, que diferença fará um padre ser homossexual ou heterossexual? O que deve fazer um padre atraído por uma mulher? Refrear, anular ou sublimar a sua pulsão sexual e seguir em frente para cumprir as suas tarefas eclesiásticas. O que deve fazer um padre atraído por um homem? Refrear, anular ou sublimar a sua pulsão sexual e seguir em frente para cumprir as suas tarefas eclesiásticas. Se é suposto castrar o ser sexuado que há em cada padre, o que distingue então um padre homo de um padre hetero? Um padre sexualmente castrado será apenas um padre sexualmente anulado e o que não existe não pode ter graus ou naturezas.”
               
              Jose Ricardo Costa em https://ponteirosparados.blogspot.pt/

Para mim esta análise está correcta e a Igreja deve pensar seriamente antes de tomar uma medida discriminatória de tal natureza. Os casos de pedofilia que têm abalado recentemente a instituição, não se devem à opção sexual dos padres, mas sim à forma como vivem a opção de vida que fizeram.

HSC

1 comentário:

Sei lá disse...

"Os casos de pedofilia que têm abalado recentemente a instituição, não se devem à opção sexual dos padres..."

Talvez não seja assim tão linear.
Por um lado, a maioria da pedofilia na igreja é de cariz homo e, numa boa parte dos casos, os seus autores assumem-se, posteriormente, como homos.
Por outro lado, quer a agenda homo, quer o lobbie homo, começam a criar graves problemas na estrutura da Igreja, mesmo ao nível do Vaticano.

Daí que a Igreja tenha que se prevenir.

Caímos numa onda de concordar com tudo o que seja "fracturante" e ver mal em tudo o que não seja abertamente despudorado. Eu prefiro o meio-termo e reservar a todos os direito de concordar ou não, gostar ou não e apenas meter em sua casa quem lhes convém ou quem querem.
Não vejo mal nenhum nisso.
Também não gosto de gays, tal como não gosto de drogados, al como não gosto de fumadores, tal como não gosto de alcoólicos, tal como não gosto de radicais de qualquer tipo (política, desporto, religião, filosofia...). Não são as pessoas que estão em causa, são os seus comportamentos.
E, tanto quanto a ciência hoje sabe, tudo isto são questões comportamentais e nada têm de genético.
mas isto é o que penso...