quarta-feira, 12 de julho de 2017

O governo luz


Já aqui o disse. Sigo sempre que posso o Governo Sombra. Hoje, num intervalo deste imenso calor que me mata, resolvi fazer uma pausa e ouvir o programa de sábado à noite. No meio de assuntos tão sérios não pude deixar de me rir com a argumentação usada pelo Pedro Mexia que queria ser Ministro das Forças Desarmadas. E como ele costuma ser o mais comportadinho de todos, foi completamente inesperado o seu desejo.
Ricardo Araujo Pereira, com quem me vou reconciliando muito devagarinho - é impossível negar-lhe a inteligência e o humor - também esteve no seu melhor quando falou de comunismo primário, ao referir-se à manifestação feita pelo PCP relativamente a Maduro e à banda que tocou no dia da Venezuela. Dali à Coreia do Norte foi um palmo e a galhofa foi incontrolável quando ele  acabou a contar a história do taxi em que viajou.
Enfim, João Miguel Tavares acabou por se considerar um anti comunista secundário porque gostava do Jerónimo de Sousa, arrastando-me consigo, que, como ele, sou fã da sua forma de genuinidade.
Enfim, quando retomei a escrita estava menos preocupada com Tancos e as armas roubadas, já que, na última versão, à hora do almoço, se avançava  que parte das armas até eram para ser abatidas. Assim, já se compreende melhor os buracos na vedação e os vidros partidos no paiol. Aquilo era mesmo tudo para abater, desculpem, desaparecer...quando se remodelasse o governo luz!

HSC

6 comentários:

Maria Isabel Mesquita disse...

Imagine-se o prejuízo que era se as armas fossem boas.
Ai valha- me Deus que se julga que estão a falar para crianças.
Abraços DOutora Helena
Maria Isabel

Margarida Monteiro disse...

O grave da questão é mesmo o valor económico das armas...
O problema é que se quantifica tudo.Ou é vale dinheiro ou não vale, tudo o resto parece não ter qualquer importância para os nossos governantes.
Um abraço

Margarida Monteiro disse...

"ou vale dinheiro ou não vale" - erro corrigido.

Virginia disse...

Também vejo o Governo Sombra e gosto de todos. Por vezes enrodilham-se nos assunto, mas duma maneira geral são breves e espirituosos. Gosto muito do Pedro Mexia, é mesmo o tipo de "rapaz" com quem apetece gozar, mas ele encaixa sempre com um sorriso de gentleman todos os ataques exteriores. O RAP é um pouco cabotino, mas tem graça quase sem querer e descobre cada uma que não lembra ao careca, como diria o nosso P. Espero que eles continuem, pois já deixei de ver o Eixo do Mal há muito, não suporto o arzinho de superioridade daquela gente. Falta-lhes graça e sobra-lhes peneiras....

Anónimo disse...

Governo sombra faz-me lembrar a geringonça.
Pedro

Anónimo disse...

Já somos duas. Belo texto e belo programa