sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Deliciosamente invulgar!


Não sei se acontece com todos ou se é só comigo, mas a realidade é que, pela primeira vez,  ao abrir a televisão não me dou conta de que estejamos em pré campanha eleitoral.
Nada de nada. Tirando o Prof Marcelo a aparecer a dizer que é candidato, a que já nos habituámos, face a sua forte presença televisiva passada, a única entrevista com pés e cabeça de que me lembro - porque a ouvi com toda a atenção - foi a da Dra Maria de Belém Roseira, que considerei excelente. É verdade que eu aprecio a candidata como Mulher, como pessoa e como profissional. Mas a entrevista foi bastante mais do que isso, e eu congratulo-me pelo facto.
Dos restantes - uma, coitada, ficou sem papeis levados pelo vento dos Açores - ou nada ouvi ou nada me ficou na cabeça. Também na minha idade já só conservo o importante e pelos vistos não terá sido o caso destes.
Na verdade há muito tempo que Portugal não atravessava um período pré-eleitoral tão morno. A continuarmos assim, não sei se iremos dar pela saída do Prof. Cavaco Silva. Por mim, estou como gosto, sem muito ruído. Tirando as séries político - televisivas que decorrem na Assembleia da República, pode dizer-se que atravessamos um período deliciosamente invulgar!

HSC

5 comentários:

Anónimo disse...

É o espírito natalício da quadra que atravessamos.Agora é tudo muito bonzinho.Aguardem...
José

Anónimo disse...

Nobless oblige.
Jean Paul

Observador disse...

Ora aqui estou eu com um saco de dúvidas às costas. Muitas delas serão, não duvido, esclarecidas pelo tempo. Apenas uma merece destaque no imediato porque seria bom eu perceber.
A campanha eleitoral para a presidência da República já começou ou ainda não acabou, Professor Marcelo?
Quanto aos outros candidatos, destacando os que terão, com toda a certeza, mais que 10 votos, gostaria de lhes perguntar se já acordaram ou se ainda dormem, eventualmente sedados por um genérico manhoso com efeitos secundários?
E o que perguntar a Sampaio da Nóvoa e a Maria de Belém? Raio de memória que me atraiçoa sempre que me confronto com situações faz de conta!?

Uma certeza eu tenho, Helena. A de que lhe desejo um feliz e santo Natal.
Aceite os meus cordiais cumprimentos.

Anónimo disse...

ai, eu ligo a televisão e só vejo debates em que pessoas tidas como educadas desataram agora a usar um vocabulário tremendo e horrendo e de baixo nível. Não encontrando outra forma, desataram a ser uns grandes malcriadões, afinal.
Nem por ser natal, caramba. É geringonça para lá, a sério, já estou enjoado de tanta má educação. Ufa, assim cavam cada vez mais a sepultura. e, não me apetece ver televisão. Que também está cheia de comentadores da treta. Agora qualquer cão e gato vai à televisão comentar a situação política. Na verdade não vão comentar, vão berrar, mostrar que afinal passam-se dos carretos, e por aí fora. Uma verdadeira miséria.
Tenha um feliz Natal, e se tiver oportunidade, diga ao seu infante que aquele palavreado não lhe assenta nada bem. Não bate a bota com a perdigota, de facto.
Pedro

Helena Sacadura Cabral disse...

Pedro
Não sei o que me aconteceria se passasse 8h na Assembleia da República entre gente que se comporta da forma que diz. Mas duvido muito que ficasse calada se fosse insultada. Talvez, também comigo, a bota não batesse com a perdigota.
Mas eu, felizmente, não frequento a "casa da democracia" e, por norma, escolho as minhas companhias.
Lá diz o ditado, diz-me com quem andas...