sexta-feira, 15 de maio de 2015

As bofetadas

Se os pais das adolescentes que deram as bofetadas num rapaz lhes tivessem, a tempo, dado uns oportunos açoites, hoje estariam a contas com a Justiça. Não deram. Cumpriram a lei. Foi pena, porque talvez as meninas não tivessem feito o que fizeram!

HSC

27 comentários:

Anónimo disse...

Coisas dos tempos modernos...
A liberdade do 25 de abril deu nisto.Ou muito me engano ou cada vez há-de ser pior.

Anónimo disse...

Não replicarão elas, o que viram em casa?

Terapia das palavras... disse...

Helena,

Infelizmente a nossa sociedade evoluiu para a falta de respeito e para se inverterem os valores...

Nao se consegue estabelecer essa ponte hoje em dia..Eu sou da geração da "reguada" , nao estou aqui a defende-la,,mas na escola por exemplo para mim a professora era simbolo de respeito e tinhamos que cumprir a nossa obrigaçao que era tao somente estudar...Hoje,,hoje,,os professores têm medo dos alunos...a minha irmã ha uns anos a porta da escola ,,riscam-lhe o carro todo..! Palavras para que?? nao e?? Tristeza e revolta sim!
Beijinhos Helena

Silenciosamente ouvindo... disse...

Concordo com as suas palavras. Mas este caso é um bocado estranho! O rapaz nunca reagiu porquê? E quando paravam de bater ele não tinha qualquer atitude?!...
E só depois de o vídeo ter sido publicado e ter uma imensidade de visualizações é que a família do jovem
que apanhou os estalos foram participar à polícia?
E foi enviado uma psicóloga?
O efeito das televisões, do youtube
é que comanda a vida?
Mas que mundo é este?
Tudo muito estranho!!!
Cumprimentos.
Irene Alves

Anónimo disse...


Bom dia Helena!
Já, tinha ouvido falar do caso, mas só hoje vi as imagens.
Fiquei chocada, tendo uma filha com 8 anos, preocupa-me imenso este tipo de violência
( bullying ).Hoje ouvi, que um adolescente de 14 anos foi brutalmente espacando até à morte,
e encontrado numa arrecadação de um prédio.
Nem sei, o que dizer...
Será, justo culparmos os pais pelas atitudes dos filhos?
Conheço, um caso próximo são 3 irmãos, 2 muito trabalhadores, educados, respeitados, 1 delinquente, inclusivé fez assaltos ( pequenos furtos ), esteve em prisão domiciliária com pulseira eléctrónica. Os pais, meus tios pessoas sérias, deram-lhe os tais açoites no momento certo, mas nada lhe valeu.
É totalmente, o oposto dos pais, irmãos, onde está o erro aqui?
Onde erraram os pais?
Nem sabe, os que os pais sofrem, o que o meu tio já passou, para pagar os estragos que ele causou.
Seria, um bom debate no Prós e Contras, com psicólogos, professores entre outros, para conseguirem chegar ao cerne da questão.
De onde vem toda esta violência?
Os adultos, estão no mesmo caminho, confesso que me dá medo.
Incuto na minha filha, os bons princípios, mas quem me diz que ela mais tarde, não vai fazer o revés?

Carla

Anónimo disse...

Não se pense que a culpa é sempre dos pais, ou que os pais não fizeram bem o seu papel. Em casa somos 5 irmãos, somos uma família tradicional e todos educados da mesma forma. Somos todos absolutamente diferentes uns dos outros. Nem todos os cinco agem de acordo com a educação recebida. somos todos tão diferentes como a água do vinho. Ou seja, nem sempre a boa educação chega. Diria que há pessoas que já nascem com maus 'fígados'.... vá-se lá saber porquê ...

Mãe Sabichona disse...

Sim, porque as crianças que praticam bullying são as mesmas que nunca levaram açoites na infância... a correlação é certamente essa. Desculpe a ironia mas acho incrível que um dos principais argumentos contra jovens que batem noutros é que deveriam precisamente ter sido...batidos!

Helena Sacadura Cabral disse...

Caros comentadores
Ora vamos lá esclarecer uma coisa: não sou, como se calcula, adepta do uso do "açoite" como norma educativa. Mas estou longe de considerar que um açoite paterno deva ser punido pela Justiça como um crime, porque julgo que uma palmada dada no rabete de uma criança mal educada é mais eficaz que o silêncio ou o discurso moralista de certos pais. Aliás, a criança quando nasce leva logo uns açoites do médico para "espevitar"...
O que penso é que muitos pais se demitiram de educar os filhos. De facto quem passar em Santos no fim de semana vê grupos de adolescentes dos 13 aos 16 anos a beberem cerveja que nem cachos.
E reentram em casa pelas 7 da manhã, quando os pais ainda dormem. Será isto normal?!
Fui, muitas vezes, buscar os meus filhos a discotecas e tinham horas para entrar na "nossa" casa. Creio ter feito bem, porque eles não sabiam nunca se eu apareceria ou não. E tentei sempre saber onde estavam, num tempo sem telemóveis...

Anónimo disse...

Concordo com a Dra. Helena.
Ser educador é um trabalho árduo que implica regras, horas e horas de conversa, muito acompanhamento, exigência controle, amor e o açoite na hora certa, porque não? Os pais não podem só porque têm mil e uma preocupações negligenciar o seu papel de educadores. Sempre impus horas de chegada aos meus dois rapazes e sempre exigi que respeitassem todos mas sobretudo que não fizessem nada que os fizesse perder o respeito por si próprios.
Incutir confiança aos filhos é também um passo importantíssimo na educação, saber que quem ralha também está lá sempre para apoiar e ouvir.
Que tristes notícias nos últimos dias relacionadas com jovens........
Bjs
FL

Anónimo disse...


Helena
A minha filha também leva açoites, por vezes só as palavras não chegam, e não me arrependo de os dar. O pediatra dela é da mesma opinião.
Sempre ouvi dizer " é de pequenino que se torce o pepino"
A meu ver, existe agora um desleixo por parte de certos pais.
Ainda me lembro, do meu pai marcar a hora de chegada, e quando não cumpria, entrava com algum medo. Sentia respeito, coisa que hoje em dia há cada vez menos.
Conheço Santos, trabalhei em S.Bento, não na assembleia :-), vi coisas de arrepiar, aliás conheci uma senhora que já tinha perdido filha e filho toxicodependentes. Vi jovens morrendo aos poucos, cada dia mais esqueléticos. Vidas que se cruzam nas nossas,e nos dão outra vertente do nosso mundo. Já, passaram 18 anos numca mais lá voltei, só espero que tenha melhorado num todo. Não fiquei, com saudades.

Carla

Anónimo disse...

ah Dra Helena, muito sofre uma colega de trabalho que também vai buscar os filhos à discoteca e lhe impõe horas para chegar a casa. Um deles é um comportadíssimo, o outro é um cabo dos trabalhos. Não se generalize. Nunca dei um tabefe num filho e eles nunca me deram problemas. E também nunca tiveram hora de chegar a casa. Estudaram, trabalham, são bons maridos e pais. Um tem 35 anos e outro 37. O que funciona para uns não funciona para outros

Isabel Mouzinho disse...

Tem toda a razão, Helena, não resisto a intervir também. A maior parte dos pais demitiram-se de educar os filhos sim, vê-se isso diariamente na escola, justificando-se com o "muito trabalho que têm". Preocupam-se em dar-lhes as consolas última geração, o iphone último modelo, a roupa de marca, a televisão para o quarto para ver séries noite dentro, o dinheiro para ir comer hambúrgueres e pizzas todos os dias. Depois falta o resto...
Os professores não têm medo dos alunos (em bora nalguns casos até possa ser caso para isso...) mas são tratados com enorme desrespeito e falta de educação, porque é assim que falam com os pais também. De igual para igual E nem sequer entendem que não o devam fazer. Porque é ao que estão habituados. Hoje noventa por cento dos alunos das escolas públicas e privadas são extremamente mal educados (a situação não é exclusiva de determinadas classes sociais) e isso vê-se logo no modo como entram e se sentam nas salas de aula. Eles são na escola, claramente, o reflexo, do que têm em casa. Vê-se à distância os que são educados (hoje, uma minoria) e os que não são.
Mas há mais: os livros que lêem, os filmes que vêem, e os videojogos com que ocupam a maior parte do tempo livre. Que ninguém controla nem se preocupa. Os adolescentes com que lido todos os dias (e são mais de cem) só gostam do que tem mortos e sangue, porque senão "não tem piada". V~eem cenas violentíssimas e exclamam "Lindo!" ou "brutal!" e quando se lhes mostra de outras coisas (livros e filmes diferentes, por exemplo), como faço regularmente, dizem que eu sou "uma romântica". E que se não há mortes e sangue é "secante".
Talvez isto, de que poucos falam, explique também em parte as cenas dos últimos dias, as quais serão provavelmente bem mais frequentes do que todos julgamos.

Um beijinho

Anónimo disse...

Tempos modernos (...) Os pais das meninas que, sadicamente, dão estaladas no jovem, não cumpriram, ao longo da vida das suas filhas, a sua missão. Disso eu tenho a certeza! Os pormenores do dia a dia, durante os 16/17 anos das meninas não foi o que deveria ter sido...E não venham dizer-me que, tal como os 5 dedos da mão, nenhum é igual...

Anónimo disse...

O ser humano nasce com uma violência primordial, uma violência de viver.

Isso é muito diferente da agressividade, a violência dos nossos dias.

O nosso país oscila entre os falsos bonzinhos (com todas as emoções negativas reprimidas; são aqueles que acham o mal está sempre nos outros) e os agressivos que passam ao acto, como afirmação de que se tem carácter e poder, ou como descontrole e explosão.

Às crianças e jovens não são dados meios para aprenderem a conhecer-se e a lidar com a sua violência, os seus medos, as suas emoções negativas. Exige-se-lhes que não tenham sentimentos negativos, o que é falso para toda a gente.

Vão reprimindo, mas chega a um momento em que rebenta pelas costuras, porque não têm meios para se exprimir.
O teatro, por exemplo, permitiria exprimir a fúria, a raiva, etc.- é libertador.

As crianças aprendem com os exemplos, mas o que a que é que assistem diariamente nos media e até em casa?

Muitos pais estão baralhados, para ser pai é preciso aprender, ninguém nasce pai, e quem é que os ensina a ser pais, quem os ajuda, onde está o momento e o tempo necessários para a reflexão?

A confusão é geral, e todos mandam bitates, sem fundamentação.

A ideia de que a maternidade (e a paternidade) são sentimentos 'naturais', incondicionais, é totalmente falsa.

Anónimo disse...

"foi pena porque talvez as meninas não tivessem feito o que fizeram". Qual é a parte em que foi pena? Fizeram o que qualquer menina deve fazer a um perseguidor que só é macho a difamar e a agredir cada menina sozinha. Foram duas meninas com "guarda-costas" porque senão o machão (perdão, a vítima) que se fartou de as vilipendiar, fugia (claro). Sabe que mais? Só se perderam as que elas não deram (eram pouco experientes, no meu tempo ele teria ido ao chão, no mínimo).

Não sei o que ele fez! Mas sei que não foi coisa boa (só que por acaso não ficou gravada em vídeo).

Anónimo disse...

E eu que pensava que só no futebol é que havia violência...
Um caso para pensar.
André

diogo disse...

posso ser socialmente incorrecto ?

malta das barracas é assim !

Anónimo disse...

Anónima (o) das 16:26:

Não sabes o que ele fez mas, mesmo assim, és rápida (o) a condenar...

Virginia disse...

Já vi muitos programas e debates sobre este caso, mas não vi ninguém dizer o óbvio: muitos destes pais estão separados ou mesmo ausentes, as crianças são educadas pelos avós já velhotes ou andam ao deus dará, sem que ninguém se preocupe verdadeiramente com eles.
O meu filho que é juiz relata-me em off casos terríveis que passam pelas suas mãos todos os dias, pais que emigram e deixam filhos menores à sua mercê, pais que vendem filhos a estranhos, adolescentes que faltam à escola sem que nada lhes aconteça, professores que se estão nas tintas para os jovens mais carenciados, desconhecendo o que se passa nos bastidores da escola.
Penso que seria importante criar associações culturais e sociais para estes adolescentes como havia dantes, locais de encontro, de partilha, de integração. As autarquias também deviam promover mais educação e ser responsáveis pelas escolas e locais de encontro.
Os açoites dos pais não adiantariam muito, neste caso, até seriam contraproducentes, na minha opinião.

Anónimo disse...


http://youtu.be/15_QbxDJ4lc

:-)

Teresa disse...

"Pessoal das barracas"?? Eu ouvi num canal tv que a principal agressora era filha dum funcionário da Câmara da F.Foz!!

Anónimo disse...

Virginia, a sra parece-me a mais sensata que aqui comentou o tema.

Fatyly disse...

Arranjam-se desculpas esfarrapas para tudo. Há pais e pais e eu que fui pai e mãe não me arrependo dos açoites que lhes dei, das regras impostas e sobretudo de saber com quem andavam, nem que para isso fosse espreitar à sua revelia. Mesmo assim poderia ter ocorrido alguma coisa porque ninguém pode dizer que "juntos" não aprontem a manta.

Li ontem algo ainda mais estranho neste caso: o chip da gravação foi encontrado por um jovem adulto numa casa de banho pública. Viu e resolveu divulgar para alertar sobre o assunto. Como? Se eu encontrasse e visse iria direitinha às autoridades!

Agora estou na geração dos netos e se açoite é crime, venham buscar-me porque já preguei alguns no momento e hora certa e não me arrependo.

Anónimo disse...

Tanta gente contra pais q nem conhecem. Sabem la se as miudas se fartaram de apanhar bofetadas. Voces conhecem os pais? Sabem o que estao a passar? Estao sempre a atirar pedras, que diabo. Desde quando é que os filhos seguem o que nos queremos q facam? Os vossos sao exemplares? Sorte a vossa. Foi porque voces é q sabem educar? Só voces? Entao como explicam q decfois irmaos gemeos com a mesma educacao, um se tenhs transformado em quase delinquente? Sejam mais sensatos e nao falem do que nao sabem. Ainda bis pode calhar a voce. Fatima

Maria do Porto disse...

Anónimo das 16,26h, então um "perseguidor armado em macho" fica quieto? Não se mexeu, nem se defendeu? Por amor de Deus... Quem se acredita nisso?

Anónimo disse...

Ao contrário de Nuno Crato para quem a aprendizagem parece resumir-se a contar, ler e escrever (mas o que é que isto nos lembra?!) as crianças e jovens, desde cedo, para além das matérias básicas, aprenderiam a saber viver consigo mesmos e com os outros, com uma grande diversidade de outros (indispensável no séc.XXI)
Para isso, o currículo escolar incluiria disciplinas (teórico-práticas) como gestão de conflitos, inteligência emocional, etc., ajustadas às várias idades.
O conflito é indispensável à vida, ao crescimento, se for bem gerido é uma mais-valia. O conflito, como dizem os psis, é para crescer, ou para afundar.
Neste caso mediático (porque existem e existirão, muitos outros casos desconhecidos)infelizmente, o conflito caiu na humilhação, no recurso à violência, perdeu-se todo o seu potencial de crescimento. Na ignorância e no embrutecimento que proliferam no nosso país, a autenticidade do conflito afundou-se a pique.
Ter sido divulgado, é um preço muito elevado, para ter alguma chance de debate.
O que é feito em Portugal para a PREVENÇÃO da violência?

Anónimo disse...

A famosa palmada pedagógica que o país tanto cultiva, tão aceite socialmente, tão geradora de consenso nacional. Absolutamente necessária, porque quem não a tomou na dose certa padece de todos os males.
Crucifiquem-se os pais que não a aplicam devidamente, porque estão a criar futuros monstros, a privar as crianças de algo que lhes é absolutamente necessário na sua educação.
Um país que recorre à palmada para educar, não tem muito para dar... o que aliás é um facto evidente. Tantas gerações criadas com a virtuosa palmada, deveriam corresponder a um país bem melhor