quinta-feira, 5 de março de 2015

A importância do que desconhecemos

Muitas das coisas e das pessoas de quem mais gosto, devem-se a acasos. Entrar num museu e descobrir não só um quadro, mas alguém que nos sabe explicar “o que está escondido nele”, ir a um cinema e deparar com um filme que jamais esqueceremos, emprestarem-nos um livro que nos toca fundo e passa a estar na nossa cabeceira, ouvir um disco e ter a sensação de que ele foi composto para nós, enfim, estabelecer amizades virtuais que se tornam fortes e reais, tudo faz parte de um mundo que parece paralelo. Mas não é. E sem o qual possivelmente não seriamos o que somos. 
É neste infinito labirinto de inesperados, nesta conjugação de acasos, que, muitas vezes, descobrimos em nós próprios, aspectos dos quais nem sequer suspeitávamos.
E não deixa de ser algo assustador pensar, depois de conhecer o que mais gostamos, que tenhamos vivido tanto tempo sem conhecer o que depois conhecermos.

HSC

15 comentários:

Isabel Mouzinho disse...

Lindíssimo texto, que subscrevo sem tirar nem pôr sequer uma vírgula. :)

Beijinho

Anónimo disse...

Não penso assim. As coisas e as pessoas surgem-nos quando surgem e antes houve outras coisas e outras pessoas. Além disso, o facto de irmos descobrindo novos gostos e afinidades faz parte do encanto da vida. E até encontrarmos em nós aspectos novos - nem todos conseguimos tal proeza - é no mínimo interessante. Não me parece assustador. Tem um lado muito bonito.

Virginia disse...



Tão bonita esta entrada. Todos os dias descubro coisas novas, às vezes até já as vi muitas vezes, mas nunca me tocaram como nesse momento.

TERESA PERALTA disse...

Nada acontece por acaso, nem mesmo aquilo que deixa de acontecer. Tudo vai ao encontro daquilo que, lá bem no intimo, estamos abertos a conhecer…
E é também por isso que daqui envio um montão de reconhecidos abraços para si.

Anónimo disse...

🌷

Anónimo disse...

🌷🌷🌷

Anónimo disse...


Bom dia Helena!
Passa-se o mesmo comigo, hoje creio que nada é casual.
Muito boa, a sua interpretação sobre este, tema!!
Gosto, de a ver assumir publicamente " pessoas de que gosto".
Viu, ontem a reportagem na Sic sobre a violência doméstica?
Nem sei o que dizer...

Mulher

A mulher não é só casa

mulher-loiça, mulher – cama

ela é também mulher-asa,

mulher-força, mulher-chama

E é preciso dizer

dessa antiga condição

a mulher soube trazer

a cabeça e o coração

Trouxe a fábrica ao seu lar

e ordenado à cozinha

e impôs a trabalhar

a razão que sempre tinha

Trabalho não só de parto

mas também de construção

para um filho crescer farto

para um filho crescer são

A posse vai-se acabar

no tempo da liberdade

o que importa é saber estar

juntos em pé de igualdade

Desde que as coisas se tornem

naquilo que a gente quer

é igual dizer meu homem

ou dizer minha mulher

José Carlos Ary dos Santos

Carla






ERA UMA VEZ disse...

...e o que desconhecemos onde julgamos conhecer?

Dói
dói tanto
o desencanto das palavras escondidas em sorrisos brandos

Dói
a descoberta da nossa ingenuidade
mal gerida
e depois avaliada criticada destruída

cada gesto nosso
cada palavra
cada olhar terão sempre a força de um sinal talvez errado


e sobrar depois sei lá que vida...



disse...

é delicioso lê-la. Obrigado

Anónimo disse...

⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️

Anónimo disse...

...ler um Blog e ficarmos rendidos...

Ghost Casper

Anónimo disse...


http://youtu.be/1qb8xDfPmFo

Ninguém

Carmem Grinheiro disse...

Olá Helena,
às vezes gosto de vir até aqui passar os olhos nas "suas novidades", e aí, conforme os temas e conforme o meu espírito, vai de fio a pavio. Às vezes sorrio, noutras me emociono, há as vezes em que concordo e também as há em que nem por isso, mas permanece o encanto.
Já não é de hoje que me pego a fazer a mim mesma essa questão, e mais: como vivemos sem conhecer o que não conhecemos ainda. Aliás, isso sim, sempre me assustou, e hoje, constato que com razão: o que ainda estaria por vir, por se mostrar - claro que já se trata de assunto um pouco fora do tema que você propõe, mas foi o que me ocorreu ao ler o texto.

um abraço

Anónimo disse...

Este texto é do blog ponteiros parados. O seu a seu dono.

Helena Sacadura Cabral disse...

Anónimo das 18:02
Este texto foi inspirado nos Ponteiros Parados. Não é o dos Ponteiros Parados.
O seu a seu dono.