quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Pensar demais!


De vez em quando alguém me diz que penso demais. É bem capaz de ser verdade. Mas para aferir se é ou não, precisaria de saber qual o verdadeiro significado de “demais”. E este conceito, não tenhamos quaisquer dúvidas, varia de pessoa para pessoa. O que significa que aquilo que, no meu caso, poderá constituir um excesso, noutro indivíduo poderá, até, considerar-se  insuficiente. Porque a “medida do pensamento”  não tem parâmetros definidos. Além disto, convém distinguir entre os efeitos nocivos e benéficos do acto de pensar. E a estes acrescentar, naturalmente, o facto de que esse acto de pensar possa – deva, nalguns casos -, também ele, cercear o próprio pensamento.
Ou seja e dito de outro modo, se, para sair da superficialidade do quotidiano, aprofundamos o pensamento, também é este que  permite perceber quando devemos refrear ou travar pensamentos nocivos que nos perturbem e afastem da verdadeira realidade.
Por outro lado, pensar e viver nem sempre são processos compatíveis. Pensar bem pode  ajudar a viver bem, como pensar mal pode ajudar a viver mal. Mas nenhum é condição necessária e suficiente do outro. Algumas vezes, não pensar pode ser mesmo a condição necessária ou a condição suficiente para viver bem. Pensar demasiado pode, afinal, ser tão pernicioso como não pensar. Porque nem tudo o que existe é feito para ser pensado!

HSC

16 comentários:

Virginia disse...


Pensar é inexorável...é difícil meditar porque o nosso pensamento- a corrente - não pára. É como um rio que só pára quando seca.

Hoje fui ver Still Alice, filme sobre a doença de Alzheimer e há momentos em que o pensamento da protagonista parece parar, uma ausência total de imagens , de memórias, de presente...

Mesmo quando sonho estou a pensar e ao acordar lembro-me da situação.
Outra coisa é reflectir, não é igual. É um exercício, que só se faz quando se quer.
Pensar demais é um pouco redundante. Pensamos q.b. nunca demais, na minha opinião.

Ana Patricia de Bastos Lemos tixa disse...

para referencia e ajudar na reflexão :)

http://www.lifehack.org/articles/communication/19-things-only-people-who-overthink-all-the-time-would-understand.html?mid=20150202&ref=mail&uid=151146&feq=daily



UM beijo

CF disse...

Há quem me diga exactamente a mesma coisa... Mas quem o diz tem alguma razão, sei que ultrapasso a minha razoabilidade. O limite é a questão seguinte, bem mais delicada do que a quantidade do pensamento...

Um beijinho para si :)

Helena Sacadura Cabral disse...

CF
Não pude deixar de dar uma gargalhada. De facto, há que tentar pensar demenos...
Bjo

CS disse...


Eu diria (digo).... de menos.

CS [ promovido a Gralhas ll ] :-((

Helena Sacadura Cabral disse...

CS
Pretendi metaforicamente opor "demenos" a "demais"... Portanto, fica!

João Menéres disse...

Eu vi o demenos e compreedi.


Melhores cumprimentos.

Anónimo disse...


Bom dia Helena!
Aprendi, que os pensamentos são os que nos provocam bem/estar ou não. Por tudo isso, tento pensar de menos no maus, os que não me alimentam a alma, mas sim a entoxicam. Creio, no poder dos pensamentos, na lei da atracção, tenho tido provas disso, há que direccionar a nossa mente para o que nos faz crescer, evoluir.
Confesso, que levei algum tempo a mudar, pensava demais em coisas que me cansavam a mente, que me estagnavam.

Carla

KANOKA disse...


Acontece.me tanto ter essa dúvida. Até onde é demais e será que faço bem a mim própria, encher a mente com pensamentos que, por vezes, se tornam meus inimigos? E aí aparece outra dúvida...o que pensar? Quando pensar e como pensar?
xiii...tantas dúvidas , o nosso cérebro é terrível...
Beijinhos.

Carmo Marques disse...

O importante é nunca esquecer que o pensamento "não somos nós", isto é, não nos identificarmos com os pensamentos mas sim observar a nossa mente. Quem é o observado e quem é afinal o observador? Se os olharmos como quem observa as ondas do mar na praia, verificamos que eles apenas vão e voltam num fluxo constante. De qualquer maneira de que serve tentar agarrar uma onda de mar? Isso não a vai impedir de seguir o seu movimento natural, o mesmo se passa com os pensamentos.. Relax let it be :)

Helena Sacadura Cabral disse...

Carmo Marques
Let it be é prático mas pode não ser conveniente.
Quando se está deprimido, por exemplo, a soução não é deixar rolar. É lutar.

Anónimo disse...

Eu entendi perfeitamente o "demenos".E achei genial.

Gralhas

Anónimo disse...

Então lute lá e descubra a soução
{gralhas ||}
CS

Anónimo disse...

Pensar = Sentir

Saudade
Sentimento sofrido
Supera-se sabiamente
Sentindo sofregamente em Silêncio
O Som Soberbo do Sentir
Soluçando Sorrateiramente
A Sorrir.

Para si 🌷

Cristina disse...

Absolutamente de acordo.A vida não é um virar de página inconsequente...mas pensar e repensar e não passar à acção é prejudicial,pensar muito sobre uma altura da vida que nos foi particularmente favorável,corremos o risco de não apreciar o presente.
Pensar muito pode ser nefasto em minha opinião em duas vertentes;espiritual e afectiva mas mal de quem não pensa e se interroga.Eu gosto pensar e não dispenso fazer o balanço do dia!

Carmo Marques disse...

Cara Dra. helena, entendo e concordo. Mas o que queria dizer era que não nos devemos agarrar aos pensamentos pois eles não duram tanto como pensamos :)