sábado, 27 de setembro de 2014

Ser homem e ter 40 anos



"...Felizmente já tenho 50 - mas calculo que ter 40 anos nos dias de hoje deva ser um caos e uma tortura: tem de se ser másculo mas sensível, sem pêlos mas com barba, ginasticado mas nem sempre musculado. E o pior não é isso - o pior é que somos todos, mais velhos e mais novos, uns cobardolas, não nos chegamos à frente e não dizemos realmente o que pensamos e sentimos.
Sofremos com as exigências, as queixas, a mania absurda da saúde, e ainda temos de levar com pessoas, como uma das minhas amigas mais expansivas, numa vaga desconfiança de que todos os homens são gays."
            
             Pedro Rolo Duarte, in http://pedroroloduarte.blogs.sapo.pt

Hoje, ao ler esta frase do meu amigo Pedro, não pude deixar de lhe dar toda a razão. Desde que apareceram os metrosexuais, a vida do sexo oposto tornou-se um inferno. No príncípio fomos nós que, para nos afirmarmos, copiámos o modelo masculino. Agora, são eles que parecem precisar dos nossos hábitos, para se afirmarem num mundo que já não é, afinal, só seu. Valerá, mesmo, a pena?!

HSC

8 comentários:

Anónimo disse...

O ser humano parece gostar de se adornar e aprumar, apenas mudam as modas.
Usar certo tipo de chapeus, perucas,bigoditos farfalhudos deve ter sido ainda mais incomodo do que os trajes e as manias na Europa deste seculo.
L.L.

Fatyly disse...

Dou toda a razão a Pedro Rolo Duarte!

Um bom domingo

Marta Veloso disse...

A
Helena é incrivel. Parece que me lê os pensamentos. Tenho um blog tambem.Direcionado a maquilhagem e divulgação mas escrevo imensos textos em jeito de desabafo. E esta é uma das temáticas que mais tenho abordado.
E confunde-me. Lido com milhares de mulheres que me dizem (algumas) que saem com homens a pensar que terão torridas noites de (sexo) amor .E que eles se negam a tal. Porque querem ir devagar. Querem ter a certeza do que sentem.
Confesso que me faz MUITA confusão. Tenho 37 anos sou casada, e a ter -me acontecido algo assim duvidaria da macheza do sr em questão. No fundo é preconceito.
Ainda bem que estão mais cuidadosos e selectivos.
Mas que as vezes me confunde... confunde...

http://essenciaispormartav.blogspot.com

Beijinho

Anónimo disse...

Marta, se você lida com "milhares" de mulheres nessas condições, por favor dê-lhes os meus contactos para conversarmos. Mas mande apenas a cem de cada vez, está bem?
Beijo desinibido.
Eu.

Anónimo disse...

Continuo a ser primitivo e a pensar que a masculinidade começa e acaba na cama. O resto é romantismo de que felizmente todos e todas precisamos.

Anónimo disse...

Queridos homens, ainda por cima agora exigem-lhes corpos definidos, pele e cabelos cuidados, sentido de humor, sensibilidade, sem perder a masculinidade, estilos que cruzam o selvagem e o desportivo com uma inteligência e uma cultura informadas e apuradas, além de terem de saber ser bons amantes, bons pais, bons companheiros, de terem uma capacidade empática desenvolvida, relativamente às mulheres. Uffa...

Oh coitadinhos! mas não tenho pena não, porque às mulheres se exigiu sempre, e continua a exigir-se, muito mais!

Secularmente, temos exemplos de torturas inacreditáveis, de acordo com uma ideia de mulher, 'esculpida' pelas normas sociais.
A deformação do corpo feminino, desde os pés das chinesas aos saltos agulha que prejudicam o útero e ovários, até aos espartilhos!
E há mais muito mais!
Se conhecem a história de Sissi, uma anorética, as torturas que infligia a si mesma para manter o peso e a cintura muito abaixo daquilo que hoje é considerado normal.

Para não falar da violência doméstica, maioritariamente levada a cabo por homens!

Ora não se queixem e cheguem-se à frente, libertem-se, libertemo-nos, homens e mulheres!

bea disse...

Espero que lhes passe porque só na depilação sofrem horrores (os pelos deles são muito mais fortes). E por acaso ficam queridos com aquele ligeiro ar de chimpanzé. E não estou a apoucá-los não. Nós também o temos - umas pessoas mais que outras - é universal. Afinal viemos dali. Quem sai aos seus...

É uma grande de uma chatice tanta obediência a modas palermas. Não temos de ser burros e carregar modas inteirinhas, compridas, compridas, como comboio de mercadorias. Ou deixamos de saber quem somos. O que não convém nada.



Marta Veloso disse...

Adorei...prefiro assim

À antiga!!!
Perdoe Helena