quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Os tempos de cada um


Oiço na televião uma convidada comentar os acontecimentos na faixa de Gaza e a propósito, falar dos vários tempos na vida dos dois países que ali perdem a sua gente.
E eu que me tinha acabado de sentar para falar da entrevista de Ana Lourenço a Pedro da Siva Pereira - muito inteligente na abordagem ao caso BES - fiz mudança de ampulheta e agarrei-me à frase, que fez soar em mim algumas campaínhas. Explico-me.
Creio que um dos grandes problemas da Humanidade reside, justamente, nesta questão dos tempos das várias sociedades e, dentro delas, dos tempos de cada um.
Com efeito, oiço imensas vezes as pessoas dizerem que os seus insucessos terão ficado a dever-se ao facto de se terem produzido em ocasiões menos adequadas e que se tivessem ocorrido mais tarde ou mais cedo, as consequências teriam sido diferentes. 
Claro que "à posteriori" é fácil tirar esta conclusão. Posso sempre dizer que se tivesse casado mais tarde, não me teria divorciado. Ou que, se tivesse casado com outra pessoa, teria ficado viúva. São as "imparidades" da vida. Todos as temos. O problema é a forma como as resolvemos.
Ia até servir-me do exemplo da banca, mas arrepiei caminho, porque a altura não é a mais propícia. Ora, ao fazê-lo, dei razão a este texto. É que, afinal, admiti que o meu tempo de abordar este assunto, poderia não ser o mais adequado ao tempo que estamos a viver agora, ou quem sabe, ao dos meus leitores...
Se há esforço de que todos carecemos é o do empenho na adequação dos tempos individuais e colectivos. Individuais, para evitar conflitos familiares, laborais, religiosos ou políticos. Colectivos, porque viver em sociedade numa época de globalização, impõe essa disciplina.

HSC

8 comentários:

Anónimo disse...

Felizmente o meu tempo sou eu que invento.
Seu post 23:32 - N. Seguidores 2332
É um bom tempo o que aqui passo.

Ui! " ... doempenho..." Falta o espaço.
No post das noivas já não fui a tempo,mas a hora apareceu depois. :-))

Gralhas :-))

Anónimo disse...

Ah Ah mais uma gralha - ocorriido com dois ii.
:-))
Sorriso maroto

Anónimo disse...

A vida é amiga da arte.
E quando o tempo pára?!
Que a força estranha faça com que continue a escrever.
http://youtu.be/JeY2ojRkSys

:-)

Anónimo disse...

Ups!

Se há esforço que todos caremos..." Ou carecemos?!

O que já me ri por sua causa...Ah Ah Ah

Vingança do ecrão. :-))

Seu amigo gralhas

Anónimo disse...

Ó dra Helena!
Hoje ainda me roga uma praga... Ui ui.

" Ora ao faze-lo..." - Ou fazê-lo?!

Nem imagina como estou divertido!...
E foi muito rápida no - me sentar,mas topei! :-))
Mas Gaza ou o BES nem pensar.

Que o tempo seja o da diversão porque não a quero triste.


Anónimo disse...

O tempo pior ou o pior tempo,é,quando temos de dizer adeus a quem mais amamos.
Mas,podemos sempre substituir o adeus,por um,até já...

http://youtu.be/Dpylr2H7h7E

A

Anónimo disse...

Querida drª Helena:

Mais uma vez, um belíssimo texto que me pôs a pensar logo pela manhã e, creio, me vai fazer reflectir durante uma boa parte do dia! Pelo menos, durante o tempo que puder dedicar à reflexão e introspeção.

Também eu penso que há um tempo certo para cada coisa. Julgo mesmo que o meu insucesso no exame de condução se deva ao facto de não a ter tirado aos 18 (como a maioria) e só dez anos mais tarde. Há, aos 18, uma certa "imaturidade" / "inconsciência" que ajudam: a maioria ainda não tem assim problemas de maior, estamos no secundário (onde o estudo não requer tanto tempo) ou em férias(onde o está todo disponível) ou simplesmente à procura do primeiro emprego (mas ainda não "há crise" como dizem os de agora).
Eu, sempre evitei que os meus pais tivessem grandes despesas comigo, fui amealhando o que podia e conseguia e trabalhando para prosseguir estudos e, claro, também não tive tempo de estudar quando era hora. Agora, perto dos 30, vejo-me sem emprego e temo já não ir a tempo de um futuro estável. Por tudo isto, creio sim, que se tivesse realizado as coisas no devido tempo tudo seria bem mais fácil mas o mal está feito e agora o que há a fazer é aprender a não adiar... mas que se há-de fazer, sou uma "atrasada nata", até para nascer demorei mais 15 dias do que o previsto!

Um beijinho,
Vânia Baptista

Anónimo disse...

Ups!
Não foi no post da Noiva mas no da Carta de Amor que faltou a palavra tempo.
Agora lapso meu.
O meu gralhómetro também gralha. :-))
Bom tempo por Paris que aqui está de chuva.
Se ainda chovesse notas em Portugal,mas o BES fez magia e desapareceram...
Melhor tempo virá,acredito!

Monsieur Gralhas