quinta-feira, 22 de maio de 2014

Só mais um dia...


Este título é tão bom que servia para um livro, uma canção ou um filme. Mas, suprema satisfação, ele representa a realidade. Amanhã, à meia noite, o nosso descanso começará. O futebol já estará decidido e os nossos vendedores de promessas já terão entregue a alma ao diabo por mais um votozinho, por mais miserável que ele possa ser.
Se o tempo estiver de sol as praias vão ficar cheias de corpos cansados desta maratona. E se o frio continuar a ameaçar, as "séries" televisivas serão a desculpa encontrada para a fuga que vai assolar as nossas urnas. De voto, claro.
Porque depois de uma das piores campanhas a que assisti, temo bem que só se dignem votar os verdadeiros militantes ou boys e girls aos quais as benesses partidárias garantem o presente e o eventual futuro. 
É a vida, como diria um empenhado socialista que muito admiro! 

HSC

15 comentários:

Fatyly disse...

Subscrevo inteiramente e com a televisão desligada, tive o azar de ficar com dores de cabeça graças a uma grafonola com rodas.

E assim se estão a gastar tão mal milhares de euros mas acho que desta vez todos irão ter uma surpresa bem desagradável.


Observador disse...

A meia noite de sexta-feira está a ser aguardada com ansiedade.
Vamos ver-nos livres da mais pobre campanha eleitoral de que me lembro.

Para já, voto na vitória da abstenção. Apesar dessa vitória não ter a minha participação.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Querida Helenamiga

Prontos, sem s, voltámos a acertar agulhas e por isso aplaudo este teu texto que não me importaria de ter escrito. Só que soubeste fazê-lo e eu não sei.

Dentro do mal geral, apenas acrescento que a sorte vá para os menos maus

Qjs

TERESA PERAlTA disse...

Compreendo o que diz. Mas, minha querida Helena, o que vai resolver com essa determinação? A abstenção e o voto nulo só contam para a consciência que, alivia agora, mas que, não pode viver sem governo... É preferível, decidir entre o mal menor, porque, acima de tudo, tem que estar a estabilidade dos nossos filhos e netos, para que o país possa progredir, mais tarde, seja em que sentido for...
(Na verdade, já não sei o que dizer, mais, quer a amigos quer a familiares. Infelizmente, vai ser uma perfeita desgraça...)

Um abraço grande :)



Helena Sacadura Cabral disse...

Teresa
Não defendo abstenções ou votos nulos. Mas o mal menor, já nos conduziu a isto. Os nossos filhos e netos tiveram, por sorte deles, um acesso à informação que se não compara com o que foi o nosso. E hão-de, um dia, compreender as nossas dificuldades.
Esta campanha foi uma vergonha. Quem quer respeito começa por ser digno dele!

Pôr do Sol disse...

Cara Helena,

Tambem não defendo a abstenção ou o voto nulo, só servirão àqueles de quem já estamos fartos.

Tenho esperança que os portugueses não arranjem desculpas e compareçam. Sendo o voto um dever cívico, deveria ser penalizado quem se abstivesse.

Mesmo correndo o risco de servir só para dividir, o meu voto irá para o unico candidato que faz uma campanha limpa, fala de si, não insulta ninguem, que tem um programa, talves por isso poucos o conhecem.

Levámos tantos anos para chegar ao voto LIVRE, vamos ver. Haja esperança!

TERESA PERAlTA disse...

E, por si, em especial, tenho o máximo respeito...
Beijinho.

Anónimo disse...

todos os dias venho ao Seu blogue tenho uma admiração do tamanho do mundo pela Sra

dá para enter não dá..
um abraço com muito carinho



Anónimo disse...

A campanha e toda a propaganda, que antecedeu a eleição do actual governo, também foi uma vergonha!

Foi, sem mais, a penalização do anterior primeiro ministro.

Sem pensarem, decidiram dar-lhe um bom pretexto para se demitir,(sec geral do ps) quando era essencial ter assumido as consequências, com uma oposição responsável, inteligente.

E agora, mais do mesmo?

E em 2015, mudamos tudo, para voltarmos ao actual?

Pois....

Esqueçam a campanha, foi só uma desordem temporária, como a adolescência.

Pensemos em nós, nas nossas conquistas e no dever civico.

O que preferem obrigatório ou proibido?

Proibido já foi!
Esperemos, que, não volte!












Helena Sacadura Cabral disse...

Anónimo das 10:58
Em democracia, o que se espera da política é que ela permita um desenvolvimento pacifico e progressivo do país.
Se as campanhas anteriores foram uma vergonha -palavras suas - esta infelizmente não foi nem mais esclarecedora nem melhor. Perdemos todos!
Quanto ao governo Socrates - de que gostava tanto quanto gosto deste -, percebi muita coisa com a longa entrevista feita ao ex ministro das Finanças Teixeira dos Santos, que afirmou ter, hoje, muitas dúvidas que o PEC IV tivesse sido suficiente para afastar a intervenção da Troika.
A meu ver, o país constrói-se com os seus cidadãos e com os seus governantes sem que tenhamos que "proibir" ou "obrigar" a cidadania!

Anónimo disse...

Exma.Senhora,

Nunca saberemos onde estariamos, se tivéssemos seguido outro caminho!

O país constrói-se com os seus cidadãos e com governantes, que, não os destruam.

Quem não vota ou vota nulo, normalmente diz "não tive nada a ver com isto". Com uma espécie de alívio, embora sofrendo as consequências da votação dos outros.

Não será melhor "participar" no acto eleitoral?


anónomo das 10.58









Anónimo disse...

Bom, faço intenções de ir votar e, porque se do mal, o menos, parece-me que não votar é bem pior, além que muitos sofreram antes de mim para que tivéssemos este direito e, se não como cidadã, como mulher não quero abrir mão deste direito!
Não me apanharam nesta teia ilusionista das legislativas, também não sofro de amnésia, até porque há dias bem complicadinhos, que se o dinheiro crescesse em vasos, a minha casa seria um jardim!
Infelizmente, fiquei com a ideia de que por esta Europa fora as campanhas não foram muito diferentes do produto nacional, o que me leva a pensar que soluções não há muitas e, se calhar, isto de união europeia já teve mais de união, ficando actualmente mais pela manutenção da ilusão.
Espero, um dia, poder confiar mais na classe política e acredito que se queremos uma classe política mais empenhada, activa e séria na causa nacional, também temos que fazer o nosso papel e não ficar apenas pela crítica.
Cumprimentos,
Cláudia

Helena Sacadura Cabral disse...

Anónimo das 10:58
Alguns países já votaram. Domingo à noite saberemos como os portugueses "entenderam" esta campanha que em nada diferiu das legislativas e até tentaram que se confundisse com elas.
De facto, nunca saberemos onde estaríamos se tivéssemos seguido outro caminho.
Acontece que quem nos governa mal, está lá pelo voto dado pelos portugueses que os elegeram...

Anónimo disse...

Exma. Senhora,

Acontece que quem nos governa mal, está lá pelo voto dado pelos portugueses que os elegeram...

Mas, digo eu, com uma abstenção elevadissima!

Em democracia, felizmente ainda,
é de facto a maioria, que, elege um pequeno grupo de pessoas, para
governarem milhões doutras.

Se metade da população não votar,
o desenlace será diferente...

Quem se sente representado?

Eu não! Mas é a vida....

Tenha un óptimo fim de semana.

anónimo das 10.58

Anónimo disse...

Eu vou votar CONTRA este governo. E é só. Tiraram-me grande parte do meu salário. Nunca lhes perdoarei.