sexta-feira, 16 de maio de 2014

O maior partido nacional


A abstenção em eleições para o PE foi a que se segue na lista abaixo

1987: 27,58%

1989: 48,90%

1994: 64,46%

1999: 60,07%

2004: 61,40%

2009: 63,22%


Acreditar que em 25 de Maio esta subida será invertida, é como crer que o euro milhões nos vai bater à porta amanhã. A abstenção aumentará e eu pergunto-me que significado terá o voto nestas circunstâncias. 
A culpa reside na péssima campanha a que assistimos reveladora duma luta intestina que só confunde os eleitores e os afasta do cumprimento do dever cívico. Lamentável!

HSC

Em tempo: os "pontinhos" não doeram nada. Obrigada!

21 comentários:

rmg disse...


Suponho que quereria dizer "partido" no título , mas "parido" também vem muito a propósito ...

RuiMG

Anónimo disse...

As eleições para o PE sempre tiveram, quer cá, quer lá por fora (numa boa parte dos membros da UE), muito pouca simpatia popular e recolheram poucos votos, ou pelo menos, muito menos do que os desejados. Os parlamentares europeus gozam de privilégios que nada têm a ver com a realidade difícil das populações ou contribuintes da UE, sobretudo nos de cá. E são muito poucos os que se preocupam com os destinos quer da UE, quer dos seus países no seio dessa UE. Daí que não me admira que haja um tão grande número de abstenções. Só espero que o número que foi avançado, de cerca de 63% possa vir a ultrapassar até os 70% (o que talvez não vai suceder), por exemplo, o que daria um PE eleito com a representatividade que isso significaria, embora, claro, o que conta é quem vota e não quem se abstém – assim “mandam as regras da Democracia”. Quanto à propaganda eleitoral, julgo que o que aqui em Portugal se faz e diz é mais ou menos o que acontece nos outros países da UE que vão eleger deputados para o PE. Daí que tal situação não me surpreenda. Nem muito menos me choca. O que conta, para quem elege, são as políticas nacionais, não as de qualquer projecto europeu. Bem vistas as coisas, quem é que, sinceramente, quer saber do tal projecto europeu, refiro-me ás populações eleitorais? Que serve para quê, sobretudo no caso dos países intervencionados pelas Troikas da vida? Para o que sabemos: mais desemprego, menos investimento, mais cortes salariais, outros nas reformas e pensões, mais impostos, resgatar bancos, poupar quem mais tem e crivar quem menos tem, arruinar a agricultura, desinvestir na educação (mas investindo na educação privada), etc, etc. Assim sendo, não me perturba nada, pelo contrário, que se venha a verificar um nível perto dos 65% de abstenções nestas próximas eleições para o PE (que, afinal, nunca deixarão de ser nacionais – e ainda bem). Quem sabe se um dia esta UE se desintegrará? Implodirá. Irá deixar saudades? Não estou certo.
P.Rufino

Observador disse...

Comecemos pelos "pontinhos".
Não doeram? Ainda bem.

Quanto ao tema, uma única pergunta: a novidade é...?

Cumprimentos e continuação das melhoras, estimada Helena.

TERESA PERALTA disse...

Acredito que a abstenção vai ser grande. Os cidadãos estão desmotivados porque não vêem seriedade e responsabilização pela parte dos políticos. As armas de arremesso estão instaladas e, mesmo os mais sensatos, porque, não há regra sem excepção, acabam por ser engolidos pelo sistema. Se eu mandasse, pedia vários Renault Clio, colocava-os lá dentro, durante alguns dias, e esperava que se entendessem...

Ainda bem que os "pontinhos" não doeram nada. Não esqueça de tratar bem essa cicatriz.
Muito obrigada pela partilha
Beijinho, ate amanhã.


Anónimo disse...

Expliquei-lhes que votar pode ser uma arma que temos a nivel individual e fiquei muito satisfeita quando convenci um grupinho de marginais a votar - em quem bem lhes apetecesse - pela primeira vez.
No entanto, desta vez como nem sei em quem votar, aqui onde vivo, entendo melhor quem se abstem. Votarei mas sem me sentir nemsatisfeita nem completamente representada na minha escolha.
L.L.

Fatyly disse...

Fico feliz por saber que o seu "ponto cruz" foi retirado sem dor:) UFA!

Quanto ao post, Dª. Helena ontem passou aqui "uma banda carnavalesca". Lá vinha a velha "caneta e outros rococós" que não servem para nada" e disse que não e nem sequer parei. Há uns largos anos tinham imensa gente a ver, ouvir e aplaudirou não!
Ontem apenas meia dúzia de velhotes que já estavam reunidos para uma cavaqueira como todos os dias o fazem e ainda ri com uma saída deles:

"Ó seus ?????? se nos dessem o que gastaram nessa papelada e apetrechos que nem ao Menino Jesus interessa faziam melhor figura. Obedeçam ao PR e vão trabalhar para os campos e ou limpar as matas para tirarem as fraldas de uma vez por todas."

Desculpe, mas cada vez que me lembro, tenho de sorrir!

E assim caminhamos a passos largos para a enorme aderência à Abstenção e ou voto nulo ou em branco.

Anónimo disse...

Hello!
Parido?!
E ...

Anónimo disse...

Olá dra,boa tarde!
Se a abstenção foi "parida"assim,há muito a fazer!...

E quantos aos pontinhos,eu não disse?!
Valeu a "pieguice" pois os mimos foram um luxo!
Quanto não vale um médico com mãos "santas" e não pecadoras.
Se fosse possível tinha ido por si.
E olhe,voto em si!

Anónimo disse...

"Logo vejo", "ainda não decidi" ou "não vou votar", é infelizmente o que mais se ouve.

Como este povo não aprende e não se lembra, que em tempos não podia
exercer este direito, que é um DEVER - o melhor seria torna-lo
OBRIGATÓRIO!

O acto eleitoral, como dever civico, não pode estar sujeito a humores.

Anónimo disse...

Ah pois é!
brinquei com o seu "parido" e saíu no meu comentário - quantos aos pontinhos.É castigo.
É quanto,claro está!
Bom fim de semana.
14:19

Helena Sacadura Cabral disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Helena Sacadura Cabral disse...

Anónimo das 16:05
E que voto obrigatório dá quem não se revê nos partidos concorrentes? Vota no mal menor? Vota em branco? Vota nulo?
Não votar também pode ser uma maneira de expressar que não se concorda com o que nos é posto à escolha.
Não defendo a abstenção, mas compreendo-a. E tornar o voto obrigatório é falsear resultados...
Dito isto, as dúvidas que tenho são baseadas na "mediocridade" das propostas que me apresentam. E, creia, bem me tenho esforçado por tentar perceber o que cada partido se propõe fazer na Europa!

Helena Sacadura Cabral disse...

Caros comentadores
Embora haja alguns partidos que parecem mal paridos, o título foi mesmo um lapso...
:-((

maria isabel disse...

Disseram-me que a contribuição do estado aos partidos para campanha eleitoral era de 3,5 euros por voto.Não sei se é verdade ou não,mas a ser verdade ainda vou pensar se vale a pena o estado gastar esse valor com o meu voto. O estado não tem que poupar? Vou pensar se devo ou não ajudar

Helena Sacadura Cabral disse...

Maria Isabel
A lei estipula o seguinte

Artigo 5º
"Subvenção pública para financiamento dos partidos políticos
1 — A cada partido que haja concorrido a acto eleitoral, ainda que em coligação, e que obtenha representação na Assembleia da República é concedida, nos termos dos números seguintes, uma subvenção anual, desde que a requeira ao Presidente da Assembleia da República.
2 — A subvenção consiste numa quantia em dinheiro equivalente à fracção 1/135 do salário mínimo mensal nacional por cada voto obtido na mais recente eleição de deputados à Assembleia da República"

Ao nível do actual salário mínimo dá 3,15€ por voto, cumpridos determinados requisitos.

Fatyly disse...

Vou publicar "o Artº 5 da Lei" que refere no seu comentário salvaguardando os direitos autorais, mas se não concordar diga que eu apago.

maria isabel disse...

Doutora Helena
Obrigada pelo esclarecimento. Não sabia.
Mas mantenho a opinião que o estado não devia dar dinheiro para campanhas,seja que partido for.
Parece-me um dinheiro muito mal aplicado em panfletos,bonés, sacos plásticos,bandeiras,etc.Isto para não falar nos bombos e na algazarra horrível que mais parece uma festa do que um esclarecimento sério.
Um abraço e bom domingo

patricio branco disse...

os partidos que tirem conclusões da abstenção em vez de enterrarem a cabeça na areia, ou de olharem para o lado assobiando como se nada fosse. a abstenção talvez acabe por ser, e é pena, o mais significativo destas proximas eleições...

Anónimo disse...

Com grande pena digo, deve ser a primeira vez que não exerço o meu legítimo direito de voto.
Quanto ao «voto obrigatório» preconizado por esse «democrata» chamado Freitas do Amaral, estamos conversados... Já tivemos uma analfabeta política que queria «interromper a democracia» e hoje todos os dias ouvimos loucuras desse personagem...

Anónimo disse...

Discordo da abstenção. E tenho alguma dificuldade em admiti-la sem ser acompanhada de uma justificação forte. Não compreendo como pode ser desperdiçado o poder mais significativo que o povo tem em democracia. Para além de a abstenção poder ser mal utilizada. Até podemos discordar da democracia que temos, mas, e até por isso, devemos utilizar o voto para o demonstrar.
Para mim chegou todo o tempo em que eramos impedidas de votar (principalmente as mulheres) só porque sim e por imposição dos poderosos que tinham medo que as mulheres aplicassem aí o seu sexto sentido (uma força que DEUS nos deu. E porque ao longo dos seculos a população feminina tem estado sempre em maioria) e pudessem mudar o mundo enfraquecendo o “poder” masculino habituado a viver em maioria absoluta, ao ponto de comandar os destinos das mulheres. Penso que a humanidade (únicos seres pensantes) deve ser toda tratada de igual para igual independentemente do género. Só por isto vale sempre a pena votar, nem que seja em branco, para ver se os políticos tiram as devidas ilações.
Felizmente o mundo mudou. Mas muito está por fazer e por isso todos não somos demais para continuar a mudança. É preciso que essa mudança seja realmente feita com o apoio de verdadeiras maiorias. Porque em democracia respeitam-se as maiorias. As maiorias que têm governado Portugal não têm sido muito felizes. E quando a maioria é relativa, torna-se mais grave. Que é o caso português. As nossas maiorias apenas representam a maioria de 40% ou 50% da população votante. Isto é grave para um pais que, por um lado quer ser um país desenvolvido, mas por outro lado, uma grande parte das pessoas com idade de pensar e votar fica completamente alheia ao que se passa à sua volta. Também é verdade que este problema não é só português!
Obrigada por partilhar a sua opinião e podermos partilhar também a nossa aqui no seu cantinho.
Maria M

Anónimo disse...



Se o voto obrigatório falseia resultados a abstenção faz o quê?

Parabéns a quem consegue tirar conclusões...

Será falha minha, mas, assim é impossivel perceber o que vai na cabeça das pessoas.

Será descontentamento ou o deixa andar tão português?