domingo, 19 de maio de 2013

O grande Gatsby

São cerca de duas horas e meia de filme para contar o "O Grande Gatsby". Pareceu-me excessivo. É um bom retrato da época, transforma o romance de Fitsgerald numa história de amor um pouco mórbida, mas não passa disto.
Acresce que não aprecio Leonardo Di Caprio. E também não gostei da interpretação dele nesta película. 
Baz Luhrmann adaptou ao cinema o célebre romance homónimo de Scott Fitzgerald. Mas o livro é muito mais do que se conta na película. No livro fala-se sobre o sonho, a ilusão, o idealismo, a decepção e a luta de classes. E isso está longe da abordagem feita agora. É pena porque já tivemos anteriormente três fitas sobre o mesmo tema. Uma muda em 1926, outra em 1944 e, finalmente a melhor, de Coppolla em 1974.
A meu ver, o realizador desta última versão, sendo alguem com excelente  curriculo, não conseguiu, a meu ver, dar alma ao filme, muito por culpa de Di Capprio, que tem aqui uma das suas menos felizes interpretações.

HSC

13 comentários:

Maria Henriques disse...

Concordo. conheço bem a obra , é um dos livros que mais li e reli aindo hoje um dos meus livros de eleição que revisito com muita frequência. Di caprio é de facto um actor que não me oferece qualquer tipo de interesse , a maior parte dos filmes onde entrou é pouco interessante muito por culpa dos seus desempenhos quanto a mim fraquissimos e quanto a esta versão concordo consigo vi todas e a copolla é a melhor.Great minds thing alike ; gostei muito de passar por aqui.Saudações Bloguisticas

Virginia disse...


Foi um livro que tive de leccionar durante anos no 12º ano de Inglês. Nunca gostei muito da história, acho-a delico-doce e com lantejoulas a mais.

Também não gosto do DiCaprio e resolvi logo não ver o filme quando soube que era ele o intérprete principal. Depois vi os trailers e tb não gostei do actor que faz de Nick - imaginava-o diferente. Devo dizer que também não gostei muito de Robert Redford na versão do Coppola, mas atribuo-o a não gostar da personagem em si.
A época - anos 20 - também não me fascina e o autor Fitzgerald é um autor americano menor, na minha opinião, numa época de grandes e fascinantes romancistas como Hemingway, Steinbeck ou Faulkner.
Ainda bem que li esta crítica, veio confirmar as minhas dúvidas.
Beijinho

Brown Eyes disse...

Não creio que vá ver esta adaptação, umas vez que tão pouco aprecio o Leonardo Caprio nem o considero um bom actor.

Fica-me na memória a versão em que Robert Redford dá vida a Mr. Gatsby e Mia Farrow numa interpretação tão doce.

Isto e aquilo disse...

Ainda bem que diz isto, Helena, porque assim já não vou ver. Também não gosto nada de Dicaprio e a apresentação deste filme não me entusiasmou nada. O seu comentário ajudou-me a decidir. :)

Beijinho
Isabel Mouzinho

Anónimo disse...

Helena,
Raramente um grande livro é um bom filme(opinião muito pessoal).
Tomando as palavras de Clarice Lispector:no filme há um momento em que a coisa é enquanto que o livro toma posse do é da coisa.
Genial Clarice que pode ser vista na FCG.
Um abraço,
José Manuel Correia

Faty Laouini disse...

Há livros que dão belíssimos filmes (ao contrário do que diz o comentador anterior). Também temia (temo, ainda não vi) que o filme não chegasse ao âmago da história, que é muito mais existencial do que "espetacular" - como me parece que o filme é. Música de Rhianna ou Beyoncé...? Bem, não aprecio. Eu vi há anos e anos a versão com o Robert Redford e achei-as bastante boa e inquietante, lembro-me da frieza do casal Buchanan, que achei desconcertante, no fim... Ficou-me na memória, sim. :)

Madalena Amaral disse...

Obrigada pela sugestão do filme Gatsby realizado por Coppola. Vou tentar vê-lo. A versão actual, que vi ontem, achei muito simplória. Todavia, aquela história interessou-me.

Anónimo disse...

Cara Helena, viu em 2D ou 3D?

É um dos que está na lista para ver.

Isabel BP

Julia Macias-Valet disse...

Ah o Robert Redford...so great e a Mia...so sweet :)

Penso que o filme nao foi realizado por FF Coppola (ele foi o cenarista). A realizaçao esteve a cargo de Jack Clayton.

“So we beat on, boats against the current, borne back ceaselessly into the past.”

zia disse...

Fraquinho mesmo em 3D... é pena para quem não leu o livro e se ficar pelo filme!!!
Um abraço,
lb/zia

Helena Sacadura Cabral disse...

Cara Isabel BP
Vi em 3D. E não gosto nada desta visão corpórea.
Já me bastam os políticos em terceira dimensão, a entrarem-me pela "janela" dentro...

antónio m p disse...

Eu só conheço um político em 3 dimensões que possa entrar pela sua janela se a porta estiver fechada... Mas quiçá m' equivoco.

Brincando, 'tá?

(E não precisa dizer "a meu ver" por duas vezes - os seus leitores são daqueles que percebem à primeira, hehe.)

Helena Sacadura Cabral disse...

Caro António m p
Tem toda a razão. Os meus leitores são os melhores!