quarta-feira, 1 de maio de 2013

No aniversário

Ontem comecei a celebração dos 55 anos que o Miguel faria à meia noite, com a música de que ambos tanto gostávamos. Hoje foi dia em que o lembrei em família e com amigos, na Capela do Rato que tantas recordações traz aqueles católicos que lá se reuniam para transformar o mundo. Foi nela que, pela primeira vez, esta tarde, pude sem chorar, agradecer em público a todos os que me ajudaram e acarinharam nestes 365 dias que decorreram.
Escrevo estas linhas serena e em paz, cumprido que foi o ritual da missa por ele, para mim indispensável. Mas pude faze-lo com os meus, os amigos e a mão invisível do Padre Tolentino, a quem devo o ter conseguido, finalmente, soltar as lágrimas que limparam o meu coração.
O jantar já foi só com os meus irmãos e aí, a força da estima que nos une, permitiu que nos sentíssemos verdadeiramente solidários com o Miguel e que o tivéssemos lembrado como se ainda estivesse entre nós.
Foi um 1º de Maio como eu necessitava. Foi uma celebração como eu desejava. Foi o dia do descanso e da contemplação, rodeada dos que amo, presentes e ausentes. Foi, enfim, como diria o Sinatra, o my way of life!

HSC

22 comentários:

Um Jeito Manso disse...


Estive há pouco a ver um vídeo de tributo ao seu Miguel e, vendo-o, tão sorridente, tão afável, tão humano, sinto que ele não está longe.

Imagino que conheça o vídeo de que falo, um vídeo muito bonito, mas, de qualquer forma, aqui fica o link:

http://www.youtube.com/watch?v=njHxY-JqV70)


Receba, Bárbara Helena, um abraço.

Maria José Vitorino disse...

Paz :). Com todo o carinho.

Isto e aquilo disse...

Foi uma celebração simples e muito bonita. Tocante. Para mim, para além de tudo o que ela representava, para além de poder dar um beijinho a si e ao Paulo neste dia, teve ainda um sabor especial: o regresso à Capela do Rato, que marcou profundamente a minha adolescência e a minha vida.
E depois de ouvir as palavras do Padre Tolentino e de assistir àquele momento tão bonito, a paz é seguramente o sentimento comum a todos.

Deixo-lhe mais um beijinho, muito grande, e agradeço-lhe por nos mostrar, uma vez mais, que a simplicidade é sempre o mais puro e o mais bonito dos caminhos. :)

Isabel Mouzinho

Virginia disse...

Ainda bem que conseguiu realizar o seu desejo íntimo de uma celebração especial.

Passei muitas horas e dias nessa Capela- com a minha grande amiga Helena Roseta - nos tempos do P. Alberto, nos meus 16-17 anos e mais tarde na JUCF. Lembro-me bem dessas celebrações que juntavam guitarradas e convívios. Até lá tivémos uma festa de carnaval em que dançámos "yeye".

Hoje em dia é difícil perceber-se o significado de locais como esse, carismáticos.

Helena, sabe que há muita gente a torcer por si, mesmo pessoas que a Helena mal conhece.

Mantenha-se assim. Felicidades!

miminhos cruzados disse...

Ainda bem que que se sente melhor!

Anónimo disse...

To thine own self be true
Shakespeare

disse...

Um beijinho para si, Helena.

Paula Ferrinho disse...

Como diz a Isabel Mouzinho, também acho que a simplicidade é o melhor e mais eficaz caminho...
Um beijinho

Luisa disse...

Um dia, sem pretensiosismos, o Miguel veio a Portalegre, entrou na minha escola, sentou-se ao meu lado e falou aos meus alunos. Crescemos todos.

Luísa Moreira

Anónimo disse...

Beijinho,

Isabel BP

Observador disse...

Passo para deixar um pouco de solidariedade.

Cumprimentos

Helena Oneto disse...

Foi um privilégio partilhar a saudade que temos do Miguel com a família e amigos numa capela de boa memória.
Um grande abraço a si, querida Helena, e a todos que amaram o Miguel.
Bem haja

zia disse...

O Miguel a seu lado mais do que nunca, tente sentir a sua presença.
Que o Senhor a ajude,
Um abraço,
lb/zia

Sandra disse...

Um beijinho especial de coragem e admiração. De mãe para mãe.

Maria disse...

Minha querida, ADMIRÁVEL!
Pode ser que um dia nos venhamos a conhecer para eu lhe dar um beijinho e um abraço com muita ternura e carinho.
A sua postura é admirável e com a qual me identifico profundamente.
Fico feliz por ter realizado tudo como desejava. O seu filho onde estiver (e está bem, de certeza!)está feliz pela família admirável que tem.
A simplicidade é a grandeza da alma!
Um abraço do tamanho do mundo.
Maria (a sua seg. interm.)

Hélia Cruz disse...

Cara Helena,
Muito obrigada pelo seu testemunho.
A verdade e a honestidade com que foi escrito emociona qualquer ser humano. Desejo-lhe que viva sempre your way of life. Sempre com amizade.

Sara disse...

http://videos.sapo.pt/5qHnAqjwhU3rEvmomCqV

Tudo de bom para si.
Sara

Anónimo disse...

Não fui à Capela, para respeitar a vossa intimidade. Amiga do Miguel, lembrei-o indo ver o «Capital» do Costa-Gavras, para pensar. Surpresa, à noite, prenda da RTP 2,(provavelmente por mero acaso) um episódio do «Mar das Índias», a delicadeza, a cultura, o brilho nos olhos da mãe, a inteligência, do Miguel, nas ilhas do Índico...

Helena Sacadura Cabral disse...

Obrigada a todos!

Anónimo disse...

Drª Helena,
A minha Mãe, faleceu á 3 anos, também fazia anos no 1º de Maio, como Católicos! celebramos sempre este dia junto da família e dos amigos mais chegados, este ano rezamos o terço num Santuário muito especial para a minha Mãe uma pequena Igreja, que faz parte da nossa história como família!
Não há palavras para descrever, a Paz e a tranquilidade que temos! A minha Mãe era um ser muito especial, nós aceitamos a sua partida com tranquilidade (isto causa muita estranheza na pequena cidade no Alentejo, onde vivemos, a resposta que dou quando muitas vezes me questionam o porquê, eu apenas respondo, agradeço a Deus ser Crente)! Claro que a saudade é muita, mas estou em Paz!

Fatyly disse...

Só agora é que pude vir aqui um bocadinho para ler e...deixo-lhe um abraço solidário!

Anónimo disse...

Não é nada a propósito, bem sei, mas quando espreitei os comentários estava longe de imaginar encontrar algo escrito sobre o Padre Alberto. Não posso deixar de partilhar que tive o prazer de fazer parte do grupo de jovens da última paróquia que ele dirigiu e que a ele se deve a criação de todos os apoios sociais que ainda hoje funcionam na freguesia. O meu filho cresceu numa creche que funciona no edifício da igreja com que ele tanto sonhou, ainda que já não tenha assistido à sua inauguração, e até ao ano passado frequentou uma escola cujo patrono é o Padre Alberto Neto. Não foi só a paróquia que o perdeu, mas uma freguesia inteira que ficou órfã de um homem que deixou muitas saudades. Eu era uma adolescente na altura e foi um orgulho poder homenagea-lo na Capela do Rato e ter conhecido a sua história. Se o conheceu sabe do que escrevo.

Maria Salete Silva