quinta-feira, 2 de maio de 2013

Já não sei

Já não sei se Vitor Gaspar está, ou não, bloqueado. O que sei é que ele ele constitui, na actualidade, a maior força de bloqueio à alteração da política que vimos seguindo e que já provou não ser a que nos salva da espiral recessiva em que estamos mergulhados. 
A governação de um pais faz-se por compromissos sucessivos, ouvindo todos e tentando satisfazer o mais amplo leque de propostas, venham elas de onde vierem. A tradicional  divisão do país em esquerda ou direita em que insistimos em nos dividir, hoje pouco importa. Os governos associam-se com quem querem e como querem, de modo a satisfazer da melhor forma as necessidades nacionais.
A curto prazo, já só descortino existirem duas soluções: ou o governo cai ou o ministro das finanças sai. Todos parecem temer a saída de Gaspar esquecendo afinal que neste mundo ninguém - nem ele -, é insubstituível. Pela minha modesta cabeça passam pelo menos quatro nomes com grande acreditação em Bruxelas...
Quanto mais tarde este problema for resolvido pior. Porque quando isso acontecer far-se-á da pior maneira. Será que só eu "vejo" isto?!

HSC

20 comentários:

Anónimo disse...

Boa tarde D. Helena,

ando a ficar revoltada com a teimosia limitada deste senhor e com a inação do nosso primeiro ministro e olhe que votei neles ...

Este ministro trata Portugal como uma Nação laboratório. Acredito (e não "acho que") que ele está fortemente empenhado na promoção da sua carreira pessoal e longe de salvar e orientar o país que representa.

O primeiro ministro já devia ter aprendido também, com Relvas, que esta cegueira em querer manter a sua escolha não lhe fica nada bem e ao contrário de passar a imagem de um homem sensato e atento às necessidades do seu país, passa sim a ideia de ser mais um menino mimalho, fiel aos seus amigos, obtusamente agarrado às suas decisões, não dando espaço à reflexão.

O nosso primeiro ministro parece ter esquecido de que a função que ocupa está muito acima da questão de amigos. De facto, estes são importantes, mas ele governa um país não uma associação recreativa.

Não tenho idade para emigrar, tenho tantas contas/compromissos para pagar, filho menor a cargo e completamente inserido na comunidade em que vivemos, já não sei para que lado andar, para onde estender a mão, poucos à minha volta estão melhores do que eu, é desesperante, não vemos nenhuma luz ao fundo do túnel, é uma crueldade estes senhores insistirem numa via que parece levar-nos apenas a tentar a nossa sorte noutro país, pois se queremos manter a cabeça levantada, dignidade e cumprir as nossas obrigações, temos de conseguir trabalhar e auferir salários noutro país, este caminha para a extinção.

O que me leva a pensar que tipo de cidadãos almejam os nossos políticos governar e representar? Os idosos/reformados que merecem finalmente descansar? Os sem abrigo que vivem do apoio social e humanitário? Os doentes? Os "pobres" que vivem unica e exclusivamente do estado social? Os que fogem aos impostos? Os funcionários públicos (não querendo ofender ou sugerir que são dispensáveis, porque ninguém é dispensável: quem forma/educa? quem trata da nossa saúde? quem garante a nossa segurança? quem resolve os n/ conflitos judiciais? quem limpa as nossas ruas e as nossas escolas? etc, etc)? Os desempregados de longa duração? Mas, sem a sociedade laboral privada e contributiva como vão eles buscar o dinheiro para pôr a máquina monetária em circulação?

Só sei que já nada sei.

Mas sei que já não tenho muita tolerância para com as palhaçadas políticas que oiço e vejo.

Cumprimentos,
Cláudia

João Menéres disse...

Claro que tem toda a razão, HSC !
Novas eleições para quê, se seriam completamente inúteis ?Sem contar com o tempo e o dinheiro deitados pelo cano abaixo...

Os meus cumprimentos.

Anónimo disse...

Eu substituia "bloqueado" por ATROFIADO!

Isabel BP

Um Jeito Manso disse...

Helena,

Acho que não é só a Helena que vê isso. Eu também vejo. Meio mundo o vê. Acho mesmo que só os mentalmente ceguinhos é que o não vêem.

Mas, vá lá saber-se porquê, a criatura mantém-se em funções e o governo agoniza - e, pior, o País agoniza também.

Cá para mim a coisa já só lá vai de outra maneira e eu, pela parte que me toca, já me estou a treinar:

http://umjeitomanso.blogspot.pt/2013/05/o-gaspar-disse-na-assembleia-que-ou-o.html

A sorte dele é que o meu pugilismo é apenas virtual...

:)

Um abraço!

Hélia Cruz disse...

Cara Helena,

Não posso estar mais de acordo com a solução apresentada. Ninguém é insubstituível. Quanto mais cedo melhor. Os Portugueses merecem.
Sempre com amizade.

Observador disse...

Vitor Gaspar é o elo mais forte de uma corrente de bloqueio.

Cumprimentos

zia disse...

Será mesmo necessário que Gaspar saía ou estamos hipotecados à Alemanha e de nada servirá mudar de pessoas...
Desde que entrámos para a UE que a independencia se arriscou e agora haverá alguma coisa a fazer... Começo a duvidar!!!!
Continuemos e um forte abraço,
lb/zia

Sandra disse...

Não querida Helena! Há muita gente a pensar no mesmo sentido ,mas há uma teimosia em manter este senhor. Na minha modesta opinião, embora não tenho formação na área da economia,este senhor já há muito que devia ter saído.

Beijinho

Teresa Peralta disse...


Não me ocorre mais nenhuma solução. Afinal, não é possível coordenar politicas de recuperação com visões restritas. Não querendo comparar personalidades, lembrei-me, por acaso, que a História tem muitos pontos coincidentes pois, houve, em tempos, um Ministro das Finanças, cujo papel válido que desempenhou, em determinada altura, foi ofuscado pela obstinação das mesmas politicas que se tornaram prejudiciais na sua continuidade.
Mas, isto deve ser da hora, que já está muito avançada...
Boa noite, com um grande abraço.

Vânia Batista disse...

Efetivamente, este problema já devia ter sido resolvido há muito.

Eu até sou a favor de algumas medidas como, por exemplo, o pagamento das SCUT, respeitando o princípio do utilizador pagador.
O problema é que os corte têm sido as torto e a direito sem se olhar ao que está em volta.
As próprias SCUT, estão actualmente (quase) ao abandono porque os condutores passam a dar preferência às nacionais. Desde que se inauguraram os pórticos de controle só por circulei na autoestrada uma vez e porque era um motivo de força maior e extrema urgência. De resto, quando quero ir a Viana do Castelo (onde tenho as minhas origens) vou pela nacional e demoro perto do dobro do tempo. O problema é que com estas fugas paras as nacionais, as autoestradas perdem fluxo e começamos a ter a percepção que o dinheiro nelas investido se revela mal aplicado. Talvez, se as tarifas fossem mais baixas o lucro do governo passasse a ser maior, mais pessoas cederiam e recorreriam às auto-estradas, com as tarifas tão altas como estão chego a fazer percursos, marginais a elas onde se pode perceber, claramente, que estão "às moscas".

Um abraço, Vânia

Zé Quintão disse...

Amiga Srª D. HSC
Está à vista a estratégia adoptada. Desengane-se quem julga que estes senhores estão ao serviço da Nação, meramente são as marionetas utilizadas pelos que induziram a dívida criminosamente ao país, para que todos os activos do Estado passem para as mãos deles. Portugal só sairá deste marasmo, quando perceber este imbróglio e se retirar do Euro.

nadiá disse...

Como ele diz:"não foi eleito coisa nenhuma..." isto diz muito, é perigoso... até parece que odeia o Pais...que estratégia maquiavélica representará este homem?
Assustador!

Bem haja Drª Helena.
nadiá

Anónimo disse...

Cara Helena,

Esta foto desfeia tanto o blog :))

Isabel BP

Paulo Abreu e Lima disse...

Não, Helena, quase toda a gente "vê isto", mas não é o meu caso. Políticas de austeridade têm, por definição, resultados recessivos, mas políticas expansionistas podem ter resultados de crescimento apenas no curto prazo e apenas através de mais endividamento, como, aliás, foi seguido nos últimos anos e com as conseguências conhecidas, uma estrondosa bancarrota. Porque em boa verdade (e a Helena, como Economista, tão bem sabe), se um euro de austeridade provoca mais de um euro de recessão; um euro de injecção de liquidez, de endividamento, whatever, não perfaz meio euro de crescimento. E isto a curto prazo, porque a longo é o descalabro. Sou "monetarista" e não concordo com grande parte das medidas de Vítor Gaspar, mas a verdadeira força de bloqueio é europeia/FMI (um dia a História nos há-de contar as verdadeiras razões pelas quais o PM e o MF foram forçados a fazer muitas das suas "famosas" comunicações...). Também conheço três ou quatro nomes muito bem vistos em Bruxelas, mas nenhum com força para contrariar uma europa que não soube gerir a entrada para o Euro de muitos países e agora não se predispõe para corrigir o erro, sendo mais compreensiva e solidária. Veja o caso de Hollande, um país como a França não consegue bater o pé à Alemanha e aos países do norte, seguindo, cabisbaixo, exactamente o que estes ditam: austeridade! Só vejo uma forma de seguirmos outro caminho desde já: a saída do Euro. Mas quem quer arcar com tão funestas consequências...?

Fatyly disse...

Para mim seria ele e mais dois ou três miúdos armados em graúdos!

Carlos Fonseca disse...

Por muito grande que seja a responsabilidade deste ministro, e é, a verdade é que ela é partilhada por todos os outros membros do Governo. Seja por acção, seja por omissão. Ninguém vai sair deste Governo de mãos e de consciência limpas.

Lamento ter de escrever isto no seu blogue, mas o que é feito das promessas do CDS, que se auto intitulava "o partido dos pensionistas e dos contribuintes"? Desertou, mudou de ideias, ou o canto da sereia do poder é tão forte que desnorteia os seus dirigentes?

É por isso que quem anda na rua, ou nos transportes públicos, ouve o povo dizer que "eles são todos iguais; querem é poleiro!"

E, como quase sempre, o povo parece ter razão.

Helena Sacadura Cabral disse...

Meu caro Paulo
A política e a gestão são coisas diferentes, como muito bem sabe. O que VG faz é um exercício de gestão - de resultados sempre falhados - de aluno bem comportado, que cumpre uma agenda feita pelos nossos credores. Mas nela também está outra, pessoal e aprazada.
A política é outra coisa . É ouvir e conciliar. Isso VG não faz, porque entende que só o "seu caminho" é que está certo. Há outros, Paulo, que conduzem ao mesmo resultado, poupando os que menos têm.
Que tem de haver austeridade ninguém duvida. A dúvida é se é esta a austeridade correcta. Para mim, não é!

irene alves disse...

Eu também admito que tem que haver
austeridade, mas não concordo que
a aplicada seja a correcta. ir sempre
aos mesmos, mesmo aos que já
ganhavam pouco - para uma vida
minimamente digna - ou aos reformados,que tinham a sua reforma
calculada na base dos seus descontos,
é um ferir um compromisso, é o Estado
não ser pessoa de bem, é não respeitarem os IDOSOS.
Por muito palavreado que haja,
é a verdade.
E o que mais dói é a frieza com que
P.C. e V.G. tratam os portugueses.
São gelo autêntico...
E o Gaspar vai "lucrar no futuro -
e possivelmente a curto prazo -pelo
que está a fazer sofrer os portugueses e a destruir Portugal.
Ele vai ter a gratidão e vai ser bem pago por isso. E vai voltar para o Estrangeiro. Enquanto que nós os idosos, ficamos aqui a
aguentar até que Deus nos chame.
Se eu tivesse sabido que Democracia
dava nisto...
Bj. para si que bem deve sofrer
por várias razões.
Irene Alves

Paulo Abreu e Lima disse...

«Que tem de haver austeridade ninguém duvida»

Mas o senhor Seguro nem quer ouvir falar dela, como sabe. Daí que só posso depreender duas coisa quando fala de «ouvir e conciliar»: parceiros sociais e CDS. Logo tenho de concordar com PPC quando diz que o caminho é estreito...

ves disse...

Oh Nadia, a resposta à sua pergunta está muito bem explicada no post do Zé Quintão!

Precisamente!