segunda-feira, 13 de maio de 2013

É bom não confundir

Que eu saiba, as pessoas definem-se pelo que pensam, pelo que dizem e pelo que fazem. Na minha família sempre respeitámos essa regra. Não somos clones uns dos outros.
Tive e tenho, mau grado meu, dois filhos na política, como antes tive o pai deles. Todos pertenceram a partidos, o que já diz muito da enorme diferença que de mim fazem, que nunca me filiei em nenhum. Penso apenas pela minha própria cabeça e só por ela sou responsável.
Escrevo, neste blogue, desde 2009, e nele vou dando conta do modo como vejo a vida e o mundo que me rodeia, tentando viver de acordo com esses parâmetros, que todos os que me lêem ou ouvem conhecem.
Critico este governo, como critiquei outros anteriores. Porque esse é um direito que me assiste enquanto cidadã e do qual não abdico. Mas não me confundam com a descendência que tive e tenho. Nem considerem que quando censuro a actual governação, isento quem quer que seja das responsabilidades pelas medidas conjuntas que assumem.
Acaso alguém esqueceu que os meus descendentes têm progenitor responsável e não são filhos de mãe solteira? Se assim aconteceu, talvez seja altura de eu o relembrar e de caminho recordar que a liberdade de pensar é algo que ainda não paga taxa de sustentabilidade. Pelo menos, no meu caso!

HSC


23 comentários:

Anónimo disse...

O unico tirano que aceito neste mundo eh a voz interior, suave e serena
Mahatma Gandhi

nadiá disse...

É por isso e por muito mais que tanto a admiro!
Eu, mal ou bem, também penso assim...sempre com espaço para as ideias dos outros, mas pensando e falando por mim.

Bem haja grande Mulher!
nadiá

Eu, no meu tempo disse...

A liberdade de expressão e pensamento é uma das conquistas alcançadas com a democracia. Admiro a sua isenção e capacidade de separar os papéis de mãe e cidadã!

Ältere Leute disse...

mmm

Ältere Leute disse...

Do meu marido:
" Srª Sacadura Cabral
Avesso ao uso da presente ferramenta,tomo conhecimento das suas tomadas de posição através da minha mulher. De cada vez, reforço a impressão que me causa a Ética e a Moral com que se apresenta. O que a minha mulher me leu hoje fez adensar aquele sentimento para um patamar superior:NOBREZA !Tanta nobreza é GENEROSIDADE (Cf Camus )!
José Alves"
Em meu nome próprio: SUBSCREVO !

João Menéres disse...

O actual ( e futuros governos ) está metido numa camisa de onze varas, HSC.
Lamentável é constatar que os grandes e únicos responsáveis por este poço negro onde se encontra Portugal, continuam impávidos e serenos e, um ou outro, até se dá ao luxo de ser comentador na TV !

Isto e aquilo disse...

É por tudo isso que diz e pelo modo como o diz que tantos a admiramos como eu a admiro.

Um grande beijinho

Isabel Mouzinho

Paula Ferrinho disse...

É verdade, há essa mania irritante de achar-se que nós temos que ser iguais aos maridos, filhos, pais, mães,irmãos, etc... como se o laço de parentesco determinasse a nossa identidade, fazendo-nos ter a mesma opinião, posição, postura, etc... o maravilhoso é não se ser assim: cabermos todos no mesmo "saco de amor", que é a família, mesmo sendo diferentes e únicos, mas esta "linguagem", acho que já nem todos compreenderão... que pena!
Bj,

Pôr do Sol disse...

Querida Helena,

Todos os dias penso como deve ser dificil o seu papel de Mãe e, como já o foi mais quando tinha um filho em cada extremo ideologico. (já não falando do pai deles).

A genética é tramada quando evidencia o lado com que não concordamos.

A politica, essa é uma engrenagem que poe, por vezes, os politicos entre a espada e a parede.

Os politicos são maiores, portanto deveriam ser competentes e conscientes das suas decisões. Mas por elas nem sempre são responsabilizados.

Nós apenas temos a liberdade de lhes chamar nomes mas, essa não paga a saude e o resto.

Permita-me um abraço solidário.

DD disse...

A Helena é uma grande Senhora que muito respeito.
Quando educamos os nossos filhos tentamos dar-lhes ferramentas para crescerem e seguirem o seu caminho, com independência.
Parabéns pela grande MULHER que é.

Fatyly disse...

Tiro-lhe o meu chapéu e subscrevo totalmente.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Minha Helenamiga



Estou muito preocupado porque nuca mais vieste à nossa Travessa. E penso que não deves ter recebido o meu imeile em que contava a minha estranha doença. De repente, em minha casa a Raquel foi dar comigo sem falar, sem ouvir, sem me mexer. Naturalmente aflita chamou uma ambulância e levou-me ao Hospital de Santa Maria onde estive ou melhor estivemos pois a minha Raquel esteve sempre junto de mim durante onze horas! Bom, resumindo e concluindo, ali fizeram-me todas as análises ao sangue e à urina, uma TAC, um electroencefalograma e etc. No final das onze horas, o médico deu-me alta, mas finalmente eles não descobriram qual a causa da maldita doença. Tenho de dizer-te que foi um pesadelo, foi o pior dia da minha vida!!!!!!

Entretanto, e porque nunca mais voltaste à nossa Travessa não descobriste que eu iniciara uma nova secção: ORA AGORA, VIRA em que escrevo contos policiais, com muitos crimes e muito sexo. Creio que esta informação serve para te abrir o apetite e vás lá…

Por outro lado está lá colocado um novo PASSATEMPO/CONCURSO que tem como sempre os prémios das folhinhas indianas com figuras pintadas que talvez já tenhas recebido algumas por teres sido a vencedora de um outro. Se quiseres concorrer… concorre. Muito obrigado

Qjs

Henrique

Helena Sacadura Cabral disse...

Querido Henrique
De facto tenho andado ausente. Mas, prometo que a partir de 28 de maio - diabo de data para lançar um livro - te irei visitar e deixar comentários.
Até lá ando na promoção e na Feira do Livro.
Ainda bem que já estás bom dessa macacoa!
Ele há com cada uma...

Faty Laouini disse...

Helena, vir aqui é uma terapia. Passa tanta sabedoria, humor, descontração, humanidade. Estive a ler os últimos posts que ainda não tinha lido, apetecia-me comentar todos. É bom lê-la, mt bom. Gosto de tudo. Tão simples e tão verdadeira. É raro, mt raro... Brisas da beira mar de Aveiro :)

Maria disse...

Ah! Abençoada Helena!
É assim mesmo!
Por isso é que a admiro tanto... "Sem papas na língua"...
Um abraço fraterno.
Maria (seg. interm.)

curtos instantes disse...

Em poucas palavras: inteligência, educação e respeito. Reconhecidamente.

zia disse...

Penso que já justificou a sua postura na vida o suficiente para quem não é mal formado/a a entender, ou então não interessa o que pensam nem o que dizem. Não é fácil aceitar que não nos entendem, mas na vida quanto mais honesto se é menos nos dão liberdade de o ser... e amigos contam-se pelos dedos e talvez ainda sobrem alguns,
Todo o carinho,
lb/zia

Fatima MP disse...

Boa, Helena! A esta altura do campeonato não precisa mais de dar explicações e muito menos satisfações a ninguém. Quem se interessa por a conhecer e não alimenta preconceitos, já a conhece sobejamente e já entendeu que tipo de mulher é, daquele tipo que tomaramos nós que no país houvesse muitas, muitas mais Helenas (n preciso de juntar aqui adjectivos).
Cada um é cada um e responde por si. O que é de família, é resolvido em família e é abusivo transportar p a vida pública. Quem n entende isto, n entende nada, muito menos questões de respeito e de boa fé.
Continue escrevendo, Helena, seus blogues, livros, o que for, leitores n faltam e acredite, sua escrita nos faz bem!
Beijo!
Fatima MP

Anónimo disse...

Brilhante! Obrigada!
maria

Hélia Cruz disse...

Cara Helena,
Post magnifico.
O exemplo da sua vida dispensa qualquer comentário.
Sempre com amizade.

Maria disse...

Helena
Como sempre, a naturalidade e o humor sobressaiem da sua escrita. Mãe solteira, hem? A maioria de nós já entendeu que não gosta de politica e muito menos de ter filhos politicos. Fazer o quê, se cada um de nós trilha seu próprio caminho e é o unico responsável pelas escolhas que faz? Continue a ser como é porque leitores não lhe faltam. Ah! e se tiver alguma benesse na reforma, eu tb quero na minha ( rsrs) .
Abraço com carinho
Carmen

miminhos cruzados disse...

Se me permite, partilho o link.

Isabel Seixas disse...

De facto partilho da sua isenção e do direito inalienável de a manter.

Abraço