sexta-feira, 20 de julho de 2012

Ainda D. Torgal...

Reproduzo abaixo um comentário feito ao meu post "Será que me devo manifestar?!"


O Bispo das Forças Armadas diz--se vítima de um “linchamento público” devido a ter criticado, na última quarta-feira, o primeiro-ministro.

 Em declarações ao i, D. Januário Torgal garante serem “falsas” as notícias de ontem, que deram conta de que ganha quase 4500 euros por mês – ordenado superior ao de um deputado e o equivalente a nove salários mínimos nacionais. “É totalmente falso. Ganho pouco mais de 2500 euros”, garante o bispo, acrescentando que “metade” da sua reforma vai para o Estado. “Depois de uma vida inteira a trabalhar, praticamente metade do que ganho vai para o Estado, que depois não sabe gerir esse dinheiro: vai para espiões e para empresas privadas”, critica.


O bispo garante ainda que uma reforma de 2500 euros “depois de décadas de trabalho” não “é nenhuma fortuna” e que a maior parte da pensão que aufere diz respeito aos anos em que foi professor assistente e regente na Faculdade de Letras do Porto. “Fui professor desde Fevereiro de 1971 e até 1989. Saí quando entrei para as Forças Armadas”, explica. 
Ontem, o “Correio da Manhã” adiantava que, além da reforma, D. Januário Torgal tem também direito a um conjunto de regalias – como um gabinete de apoio, carro, motorista, secretária e telemóvel. “O que também é completamente falso”, assegura o bispo. “Quando pedi a reforma, há quatro anos, abdiquei de tudo isso e nunca tive, sequer, secretária ou motorista”, diz, acrescentando: “E não sou nenhum herói por abdicar dessas regalias. Fiz aquilo que qualquer cidadão deve fazer.”




A correcção feita pelo bispo D. Torgal vale o que vale. Ignoro se aos seus 2500 euros acresce algo mais pelo que escreve ou comenta, ou benefícios especiais, nomeadamente, no campo da saúde dos militares. 
Acrescento que os impostos que o bispo paga são o que todos os que atingem o seu escalão de rendimentos, pagam. Quem dera que todos nós o pudéssemos fazer, digo eu!


HSC

12 comentários:

Vânia disse...

Pelo que li, só por 18 anos de trabalho (1971-1989) recebe 2500€ (creio ter percebido que a única reforma que ganha é a de professor adjunto da Faculdade de Letras do Porto),e ainda desconta 50% do que ganha...

Parece que não conhece a realidade do país! Há muitos milhares de Portugueses que trabalharam a vida toda e agora recebem pouco mais de 200€ (muito menos).


E há mais...
A minha mãe foi operada à coluna vertebral há 3 anos (teve direito a 1 ano de baixa médica, mas ao fim de 6 meses já lhe queriam dar alta) agora não pode trabalhar e é empregada da limpeza (está encarregue da limpeza de um prédio, para trazer 100€/mês para casa), conta comigo que a ajudo em tudo o que posso prejudicando a minha vida pessoal e a minha vida académica que, já ficou para trás para a nossa vida não ser pior do que a que já é. Depois disso, a minha mãe já piorou bastante porque continua a fazer esforços que pioram o mau estado da sua coluna, está com baixa sem vencimento.... e tivémos que aprender a fazer contas de dividir mais difíceis.
Tivemos de aprender a dividir 500€ por 3 pessoas, o meu pai sim será o "herói", suporta as dores da minha mãe com toda a paciência do mundo (e acreditem que também nós sofremos com as dores dela, mas eu às vezes não as suporto tão bem como o meu pai), suporta os cargos inerentes a uma casa onde vivem 3 pessoas e ainda sustenta os meus estudos... eu bem poupo, posso mesmo afirmar que este ano reprovei a uma disciplina porque não tinha meios para comprar material necessário, não disse aos meus pais, mas foi essa a verdade: deixei de ir às aulas de Geometria porque não tinha meios para comprar o material. Felizmente, o que tinha amealhado tem me permitido pagar as propinas, mas novamente estou com uma pedra no caminho e este ano já não tenho plafon para as propinas e lá terá de vir novamente o Super-Pai em meu socorro.

E vai ser pior!
Eu, com 27 anos não tenho trabalho porque não encontro, 194 currículos enviados e nada. Mas já trabalhei 5 anos,também foi para uma empresa do Estado, fiz descontos para a Segurança Social e muito provavelmente quando chegar à idade da reforma, vou ter que continuar a trabalhar porque não haverá reformas no tempo em que eu e os jovens da minha idade tiverem idade para se reformarem (e o pior é que também já não vamos poder contar - em princípio- com a casa dos pais).

Quem dera que o sr bispo nos pudesse dar metade do que desconta para os tais corruptos que não sabem gastar dinheiro, deduzindo o valor ofertado no valor que tem a descontar.


Drª Helena, desculpe por este meu comentário tão longo, que serviu para desabafo e tão pouco de comentário... desculpe ocupar-lhe o espaço com os meus problemas.

Um abaraço,
Vânia Batista

Nadinha de Importante disse...

Adorava pagar tantos impostos como o Bispo!!!

Na parte de ser vítima de um linchamento público, eu acho que ele tem razão...todas as pessoas criticaram o que ele disse; eu acho que cada um deve dizer o que quer, independente dos cargos e dessas nomeações!!!

Agora em relação ao dinheiro, desculpe D.Torgal, mas eu nem católica sou, e tenho que descontar do meu salário, para lhe pagar a si a reforma de 2500€, quando eu nem isso ganho!!!

Quando dizemos o que queremos, também temos de estar preparados para ouvir o que não queremos!!!

Observador disse...

Estou com alguma curiosidade em ver (ler) as opiniões dos 'expert' na matéria.
Parece-me óbvio que a onda de 'revolta' para com D. Januário Torgal foi alimentada intencionalmente.
O Bispo já tinha desmentido e continuaram os trabalhos de encomenda anti D. Januário.
E, como a D. Helena muito bem diz, a correcção feita por D. Januário vale o que vale.
Para mim nem seria necessária qualquer correcção. Porque conheço o valor do que aufere o senhor.
O meu saber também vale o que vale. Mas vale muito. Não é apenas uma opinião.
"Quem dera que todos nós o pudéssemos fazer", acrescenta a D. Helena.
Plenamente de acordo. Contra factos não há argumentos nem más vontades.
Já quanto aos vencimentos e outros valores acrescidos dos políticos ... bem, isso é outra estória.

Cumprimentos

Carlos Fonseca disse...

Parece que me equivoquei ao fornecer os elementos que lhe forneci sobre este assunto.

Acreditei que a Senhora Doutora, tinha falado nos 4.000 euros, sem qualquer má intenção contra o bispo (que apenas conheço por ser figura pública, tal como V. Exa., de resto), mas apenas por julgar ser essa a verdade.

Hoje, constato que no seu texto imita o lobo da fábula: é preciso comer o cordeiro, seja qual for o pretexto.

Isto é, não são os 4.000 euros que estão em causa, nem os 2.500. O valor da pensão não passa, aparentemente, de um pretexto para desancar no homem.

Lamento-o, por si que fica mal no retrato, mas também por mim, que tinha de si uma visão diferente.

Que fazer? Todos temos os nossos desapontamentos ao longo da vida.

Anonymus disse...

À volta da corrupção, ou da pretensa corrupção:

Via Facebook de Ana Nicolau.

1) A TROIKA sugere no "memorandum" a VENDA do Negócio da SAÚDE da CGD;
2) O Governo nomeia António Borges para CONSULTOR para as VENDAS dos negócios Públicos;
3) A Jerónimo Martins (Grupo Soares dos Santos) CONTRATA o mesmo António Borges para Administrador (mantendo as suas funções de VENDEDOR dos negócios públicos);
4) O Grupo Soares dos Santos (Jerónimo Martins) anuncia a criação de um novo negócio: a SAÚDE (no início DESTA SEMANA);
5) A TROIKA exige a VENDA URGENTE do negócio da SAÚDE da CGD já este mês (notícia de HOJE).

Vamos ver então a quem será "vendido" o negócio da saúde da CGD.

Está nas mãos do Governo provar que o bispo Januário Torgal Ferreira não tem razão...

Vânia disse...

Quem fica mal no retrato, Sr. Carlos Fonseca não é, de modo algum a Drª Helena, que nos faz pensar.
Má figura faz quem, classificando o governo de "profundamente corrupto" continua a integrá-lo, tornando-se (quase) tão corrputo como os referidos . Lembre-se do velho ditado: "Tão ladrão é o que vai à horto como o que fica a porta."

Helena Sacadura Cabral disse...

Aos caros desencantados
Este espaço é de liberdade. Para que todos, com correcção, possamos exprimir o que pensamos. Do autor do blogue e daquilo que ele escreve.
O Comentador Carlos Fonseca deu a "sua" interpretação ao que eu disse. Não corresponde ao que eu escrevi. É pena, mas faz parte da democracia!

Observador disse...

Na verdade, com ou sem espírito democrático, vejo-me 'obrigado' a concordar com o Sr. Carlos Fonseca.

No meu comentário disse: "Estou com alguma curiosidade em ver (ler) as opiniões dos 'expert' na matéria.
Parece-me óbvio que a onda de 'revolta' para com D. Januário Torgal foi alimentada intencionalmente."

Acertei em cheio.

O importante é, está visto, denegrir D. Januário Torgal.
Como estamos num regime irresponsavelmente democrático, vale tudo.

Senhores políticos, aprendam com esta nossa sina democrática.

Cumprimentos

JMO disse...

D. Januário disse apenas aquilo que muitos pensam e que não têm coragem para o dizer.

Anónimo disse...

Penso que quem diz o que pensa não merece castigo.
Mas estará implicito ouvir o que se não queria e muito honestamente penso que o D. Januário Torgal se encontra tanta negrura em quem nos governa devia abandonar os mesmos sem mais querer fazer parte de tal mal horrendo....mas...Não! pois....


Anonymus , bem haja quem nos informa, nos faz pensar! De facto isto de coincidÊncias não tem nada...de uma vez por todos acabe-se com este compadrio! Estamos cansados! Haja transparência !Com tanto sacrificio, tantos cortes, tantas "vÂnias" como podemos compreender tais acções?!! chega!

Vánia deixo aqui a minha vénia por toda a luta e ...que poderei mais dizer... que fará parte das minhas orações. Fique bem.

A. MAlheiro

Anónimo disse...

vania:
Na verdade vejo-me a dizer que o seu comentario acima posto as 21:03 era dispensado..

Vânia disse...

Obrigada, A. Malheiro.