quinta-feira, 14 de junho de 2012

Uma história trivial...





"Courage à Olivier Falorni qui n'a pas démérité, qui se bat aux côtés des Rochelais depuis tant d'années dans un engagement désintéressé." 

Eis a frase fatal que está a animar "la vie en rose" dos franceses. O que se passa? Um trivialíssimo triângulo de poder.
François Hollande vive hoje com Valérie Trierweiler, depois de ter vivido, vários anos, com Ségolène Royal, a mãe dos seus quatro filhos e também ela uma mulher da política socialista francesa.
Aquelas palavras,  escritas no Twitter por Valérie são a manifestação do seu apoio público ao adversário eleitoral de Ségolène, a qual, por sua vez, terá o apoio do PS, do Primeiro Ministro e do Chefe de Estado. E são também uma desnecessária gafe. Até porque Hollande, seu companheiro, criticou bastante o seu antecessor, a quem acusava de misturar vida privada e vida política.
Apesar da França ter tido no Eliseu bastantes "histórias de cama", a verdade é que depois de Strauss Kahn, esta pedrinha na engrenagem era perfeitamente dispensável.
Trata-se de um erro político de que a primeira vítima é a imagem de um  Presidente coerente e sereno e de que a segunda vítima é a própria Valerie  que, a meu ver, se tem evidenciado mais do que o desejável, para quem quer compaginar a vida de Primeira Dama com a carreira de jornalista política.
HSC

27 comentários:

Um Jeito Manso disse...

Olá Helena,

A mim o que me diverte (e intriga) nesta história é como é que ele (e nem vou aqui tecer comentários sobre a sua aparência física) consegue despertar estes amores, estas paixões, em mulheres tão giras e tão vibrantes, com personalidades tão fortes, como é o caso destas duas.

Um beijinho, Helena.

Vânia disse...

De facto era escusado.

Anónimo disse...

Que comam bolo eh eh eh

Girly Mood disse...

Pois... (e acho que está tudo dito).

Helena Sacadura Cabral disse...

Ó cara Jeitinho essa é a pergunta que eu faço a mim mesma, desde que Hollande se tornou o personagem que, infelizmente, DSK não esteve em condições de corporizar.
Mas deixe que lhe pergunte: e que tipo de mulher será A. Sinclair que perante tudo o que hoje se sabe, não tuge nem muge?!

António Pedro Pereira disse...

Ó minhas caras Um Jeito Manso e Helena:
Então as senhoras, que têm um sexto sentido que escapa aos homens, a dizerem tamanhas «barbaridades»?
Mas desde quando é que o Amor se discute.
O Amor é para ser sentido e... vivido.
E não existe também o contrário?
Homens com três palminhos de cara, todos catitas de corpo e com cérebro apaixonados por mulheres um pouquito feiotas?
Neste aspecto não sei quem levará a dianteira.

Anónimo disse...

Cara Helena,

A propósito do divertido comentário de UJM, conheço um tipo, uma figura física que deve ter sido obra do Diabo: desistiu de crescer aos 12 anos, ficou calvo á nascença, é gago desde que começou a falar, tem um "penca" que dava para apanhar as folhas de Outono do Jardim da Estrela, tem pés nº 43 para o reduzido tamanho, é feio até dizer basta e, todavia, tem uma lindíssima mulher, mais alta do que ele uns 10cm e outras "virtudes" físicas, além de ser também ela inteligente e culta.
Dizia-me ela: "sabes, ele é uma personalidade de encantar!".
E é assim. Vá lá um pessoa perceber isto! Gostos de mulheres não se discutem, porque não se percebem - deixo esta pequena provocação, a ambas, a si e a UJM.
Com um grande abraço a ambas,
P.Rufino

Um Jeito Manso disse...

Olhe, Helena, pois não sei.

Em primeiro lugar está por provar que tudo aquilo é verdade ou se não são mais as vozes que as nozes. A ser verdade o homem arrebataria o troféu ao Tiger Woods... Só que o Tiger Woods tem idade para filho dele. Pode ser lá ser que o DSK por aí tenha andado, aquém e além mar, dando conta de tanta façanha...? Essa é logo a minha primeira dúvida.

Mas, supondo que sim, então como explicar o sorriso de Anne Sinclair, sempre impávida e serena ao lado do marido?

Cá para mim, é capaz de ser uma de três:

1. Ou tem mais que fazer, a fortuna para administrar, e não está para perder tempo a discutir com o marido, até porque se avançassem para o divórcio seria uma trabalheira dos diabos...

2. Ou ainda se vem a descobrir que é igual ao marido, que aquilo é casamento aberto, gente liberal...

3. Ou em público é assim mas, em privado, dá-lhe brutas tareias (a Hillary Clinton não deu uma vez uma bofetada em público ao marido?)...


Inclina-se para alguma destas ou ainda encontra outra explicação, Helena?

É coisa que também me desperta curiosidade, lá isso é.

Um beijinho, Helena!

ERA UMA VEZ disse...

Ah Espelho meu espelho meu
quem é a mais querida do ELISEU???

Minhas amigas...os homens não se medem aos palmas e a inteligência é afrodisíaca...como é!!!Uf, se é!!!

Anónimo disse...

Paixões, paixonetas ... não me atraem particularmente, deve ser feitio. Ou amo ou me é indiferente, por acaso, nisto, sou um tanto ou quanto básica! Não sou dada a paixões subitas e a casos, por isso, raramente consigo ompreender os motivos que levam a estas acções, acho-as um tanto ou quanto inconsequentes e, por isso, não lhes vejo romantismo. Mas, como não conheço muitas pessoas que sintam o que sinto e pensem o que penso, concluo, portanto, que quem está a mais nestas histórias sou eu! Acreditem que não censuro, simplesmente é algo que não mexe comigo. Acredito que o amor é para sempre, o que não quer dizer que, por assim ser, se deva aceitar tudo de forma conformada e fatídica. O amor é vida, daí que só possa ser vivido nesta perspectiva, gerando "vida", não numa perspectiva literal de procriação, mas num sentido amplo e próprio ao crescimento humano quer do ser que o nutre, quer do ser causador e merecedor desse afecto, sentimento.
Penso que as paixões se escolhem e que o amores surgem quando e onde menos se espera e depois, vivenciados ou não, ficam e ficam ...
Neste caso particular, acho giro, pelo menos as pessoas têm de que falar :-) pior mesmo são os n/ escândalos, esses sim, são as secretas pouco secretas, os freeport, as sucatas, etc, etc

Anónimo disse...

A velha senhora parece que não tem problemas quanto a Anne Sinclair. Ditou-me de um jacto (wishful thinking, coitada!):

grande mulher é sinclair
que vive e deixa viver
assim nós fôramos todas
amando em múltiplas bodas*
num amor universal
sem pecado original

*faz favor fica enfim 'bodas'

Anónimo disse...

Mulheres destas ...
Trabalhei num departamento academico onde era preciso obrigar pessoas decentes a assumirem cargos de chefia. Faziam-no durante dois aos, contra-natura e resmungando um pouco.
Tentava-se deste modo travar certos homens e mulheres, avidos de poder que trepam pelas costas dos outros.

Helena Sacadura Cabral disse...

Caro António
Tudo o que diz é verdade. O amor não se explica e, ao que consta, até foi Valerie quem primeiro se terá rendido aos encantos de Hollande, separando-se da sua metade de então. Aí, nem discuto, por falta de autoridade. Sempre preferi a inteligência e cultura, à beleza física.
Mas jamais me "assanharia" num conflito deste tipo. Amar homens públicos tem um preço que nem todas as mulheres sabem pagar...
Valerie vai aprender isso à própria custa, ou melhor à custa de ambos. Pelo menos!

Helena Sacadura Cabral disse...

Meu caro Rufino
É verdade. Mas com tal nariz e pé, diz o ditado que deve ter encantos múltiplos...que o tornam uma personalidade de encantar. Pergunto: personalidade? Mesmo?!

Helena Sacadura Cabral disse...

Cara Jeitinho
Inclino-me para um "mix" do ponto 1 e 2. Que lhes faça muito bem. Desde que não andem a contas com a Justiça, por outros motivos que extravasam o dueto.
Os libertinos costumam ser uns sedutores e confesso que DSK era um sujeito fascinante. Sinclair também. Mas até julgamento em sede própria assim deveria ser.
Mas o livro que acaba de sair "Les Strauss- Kahn" de Raphaelle Bacqué e Ariane Chemin, causou-me alguma impressão...

Helena Sacadura Cabral disse...

Minha Velha Senhora
A nossa Sinclair vive e deixa viver... porque pode fazê-lo. Mas acredita que essa superior liberdade não lhe sai do pelo?!

Ora, ora, velha Senhora,
que um dia foi nova, também.
Nesse tempo, nessa hora,
a tolerância ao vai e vem,
era figura de retórica
de quem queria parecer bem!

Hoje é fácil tolerar,
Nada já tem a perder.
Pode até dizer que amar
É perder ou ganhar,
E assim deixar viver!

Paulo Abreu e Lima disse...

Helena, UJM e P.Rufino, o que já me ri convosco...

(Caríssimo P.Rufino, dizem que eu não sei nada deste metié, que nariz grande + pé grande = Afortunado)

Helena Sacadura Cabral disse...

Pois é meu caro Paulo. Eu também ouvi essa sabedoria popular que, no caso vertente, se transforma em erudita...
Nisto de leitos, cada um descansa no que quer. Nem que trabalhe e seja como Otelo - ganda homem - que três dias está com uma e três dia está com a outra. Saí-lhe mais em conta junta-las na mesma casa...
O Mitterrand fê-lo e ninguém se incomodou. O erariozito é que terá pago um pouco mais.
Mas que importância tem isso com liberdade, igualdade e fraternidade? Alguém me diz?

Vânia disse...

Ai Drª Helena, só mesmo a senhora para me fazer rir hoje! refª ao último post. Logo hoje que as minhas lágrimas, de secas não têm nada.

Obrigada
Vânia Batista

Um Jeito Manso disse...

Helena, olá,

Tenho que ir à procura desse livro. O DSK é um sedutor, um touro em movimento.

Ainda me custa acreditar que seja tudo verdade. Além disso o homem nem tem o nariz grande; nem nunca reparei que seja pataludo... (nunca tinha ouvido essa do pé, parece-me propaganda de algum pézudo...)

PS: Gostei imenso dessa desgarrada com a 'Velha Senhora', devia ser um despique gostoso de assistir ao vivo. Talvez até fizesse secar as lágrimas da sua leitora Vânia.

Um beijinho Helena e saiba que já me fartei de rir com as suas respostas. Eu a vê-la aí muito sentadinha e bem comportadinha, na fotografia que aparece em cada comentário, e a dizer coisas divertidas como se fosse uma moçoila marota. É o máximo!

Helena Sacadura Cabral disse...

Jeitinho
O livro saíu em França há 15 dias e, creio, ainda cá não está. Mande vir directamente da Albin Michel que é a editora.

Anónimo disse...

...E a velha senhora sorriu:

ah mas não jovem querida
não é por ser velha agora
que em mim se deteriora
a forma de ver a vida

vi-a e vivi-a outrora
como deve ser vivida
feliz era à vinda e à ida*
saudosa minha alma chora

no amor fui desmedida
não amar tudo piora
tolerar a pouco soa

como médica era tida
não só por boa doutora
mas mais por doutora boa

*versão sofft - por helena
que effe ffonema condena.
versão ffera essa oxigena
mas ffere e ffrena - que pena

Helena Sacadura Cabral disse...

Minha jovem velha Senhora
Que por doutora boa era tida.
Pois eu cá sempre preferi,
Ser uma doutora vivida!

Não aprecio versões soft,
Gosto delas bem fortes.
Do fonema que oxigena
E do corpo que não frena.

Engana-se a Velha Senhora,
Se me julga adormecida.
Quem tem amor na vida
Da prática não está esquecida!

E um conselho lhe dou,
Minha jovem velha senhora,
Que parece tanto amou.
Deixe-se de lamentos e
Volte a ser pecadora!

Pecar quando se é velho,
tem tempero apurado.
Deita-se fora o que é relho,
Fica-se com o melhor bocado!

Isabel Seixas disse...

"Doutora Helena" de poesia também pragmática, quase contesto o ditado se os conselhos fossem bons vendiam-se e compro os Seus.

Anónimo disse...

A velha senhora caiu em si e pede que não seja publicada a 'quadra' impublicável que há pouco me mandou enviar. E ditou-me em sua substituição:

ai filha eu bem pecaria
como pequei noite e dia
se pecador bom amigo
quisesse pecar comigo

Helena Sacadura Cabral disse...

Ai jovem Velha Senhora
A outra tinha mais graça,
Mais galdéria, mais viva
Era ditada pelo vinho
Que solta sempre a mordaça.

Como não somos eruditos,
As palavras podiam até chocar
Damos o dito por não dito,
Não as vamos publicar...

Mas insisto. Não a quer,
O meu amigo, ajudar?
Já lhe conhece as manhas
Porque não há-de brincar?

Anónimo disse...

o meu amigo-inimigo?
este pobre desgraçado?
muito já brincou comigo
antes de ser operado

ele é doce como um figo
ai meu figuinho adorado
só vinho dele consigo
agora mas não me enfado

fado triste a minha vida
a dele não é melhor
melhora com a vinhaça

que nos afoga a desgraça
e leva a f...bodas compor
sob efeito da bebida

a) velha rimalhdeira