domingo, 3 de junho de 2012

Comparações

O quadro que se segue, roubado ao Rui Rocha do blogue Delito de Opinião,  compara o salário mínimo e a taxa de desemprego de alguns países entre os quais Portugal, no 1º trimestre de 2012. Os dados são do Eurostat.
tabela desemprego.JPG
Correcção: a taxa de desemprego na Grécia era de 22%.
HSC

7 comentários:

Anónimo disse...

Poi.. eis o quadro oficial.
Esconde-se a verdadeira taxa de desemprego e subemprego com estatisticas rebuscadas.
Desempregados escondidos em esquemas inuteis de formacao que no fundo apenas os formadores.
Ocultados em companhias, subsidiadas por certos Estados europeus, que oferecem durante uns meses que desemboca sempre num vai-vem de gente que acaba novamente desempregada
Os imigrantes que vivem amontoados em quartos e recebem menos que o salario minimo pois trabalham horas a mais que nao se declara.
Observem a miseria que se alastra pela Europa no terreno e nao do alto de estudos baseados em estatisticas construidas com dados viciados.

Paulo Abreu e Lima disse...

Numa primeira análise, não vislumbro nenhuma correlação entre o ordenado mínimo e a taxa de desemprego. Vislumbro, sim, uma taxa média de desemprego extremamente alta nesta amostragem, independentemente dos salários. Isto 'tá negro aqui no velho continente...

Anónimo disse...

Alguém me ajuda a tirar esta dúvida: o salário mínimo em Portugal é 566€ ou 485€. Os 565,83€de Jan. de 2012, não foram congelados?
DT

Helena Sacadura Cabral disse...

Anónimo das 13:39
Eu esclareço. Os 566 € são calculados incluindo 13º e 14º. Ou seja:
14x485 €=6790€
6790€ :12meses=565,8€ ou seja 566€.
Percebido?

Isto e aquilo disse...

eheheh! Isto quem percebe de contas, é logo outra coisa... Eu, que sou toda letras, não percebo mesmo nadinha de números e há questões de economia que não consigo mesmo entender. Não imagina, pois, como admiro as pessoas que são óptimas em ambos os domínios, como a Helena.
(Estou a ler mais um livro seu: bocados de nós - fantástico, como os outros! Este já é o 4º e não me apetece parar. Gosto imenso do que vai contando e da forma simples e quase coloquial como o faz :)
Boa semana e um grande beijinho
Isabel Mouzinho

Anónimo disse...

Salários baixos, baixa capacidade produtiva apesar das 40h de trabalho semanal, lideres maioritariamente frouxos e demasiado vaidosos, taxa de desemprego alta, baixo / alto nível de formação, pesada carga de impostos, fuga aos mesmos, injustiça social (e não me estou a referir aos saturados clichés das minorias ou dos pobres em Portugal), diferentes direitos e deveres para os mesmos cidadãos ... independentemente da crise, já andámos nisto há bastante tempo ... já nem sequer faz muito sentido, desde que sou gente que tem sido sempre assim, os meus pais sempre trabalharam, sempre cumpriram com as suas obrigações cívicas e nem por isso são agora, reformados, mais respeitados, ou sequer nós, os filhos, dispomos de melhores condições culturais, económicas, financeiras e sociais, aparte de supostamente podermos exprimir a nossa opinião! Só quando começou a faltar o "pão", é que se começou a dar mais atenção ao que não lá estava: ética, respeito, retribuição, justiça e imparcialidade! Era preciso mudar tudo e não era fazendo um segundo 25 de Abril, por muito respeito que eu tenha pelos que o fizeram, mas talvez refazendo o 25 de Abril! Ninguém quer de facto mudar... eu bem gostava de mudar, não para "ganhar" mais, mas para poder ter mais tempo de qualidade para a minha família, para mim, para a minha comunidade e, na base de isto tudo, contribuir, como contribuo, para a riqueza geral do meu país, mas sentindo-me também parte usufruidora dessa riqueza, não somente obreira da mesma! Se me fosse dada oportunidade, eu também seria, nos tempos livres, uma cigarra simpática, alegre, cosmopolita, literata, empreendedora e criativa, mas terei de me conformar em ser sempre uma formiga e até já nem considero assim tão mal, vendo a taxa de desemprego que por aí anda ... é triste, não eu ou os meus conterrâneos, mas a situação imbecil a que chegamos e temo que não vá mudar muito, porque as formigas continuam a ser as mesmas formigas e as cigarras as mesmas cigarras, embora algumas andem disfarçadas de abelhas rainhas! E nós vamos fingindo que acreditamos … pode ser que uma delas até consiga mesmo virar “abelha rainha”, afinal, a esperança é a última a morrer. No meio de tanta cigarra, na sua maioria, um pouco demasiado medíocre, independentemente do lado da bancada em que se sentam, talvez ande um (ou uma) Infante D. Henrique dos tempos modernos e que ainda não se revelou …

Anónimo disse...

Agradeço o esclarecimento. Mas já tenho visto as contas feitas de outro modo, mostrando que o 13º mês é uma mera invenção, que nunca existiu. De acordo com essa versão, os trabalhadores do Reino Unido, por ex., recebem não ao mês, mas à semana. Como há meses com 4 semanas, outros com 5; meses com 30,outros com 31 dias, o 13º mês não seria uma concessão, mas um justo pagamento, por acerto. 485€:4 semanas=121,25€ por semana. 121,25€x52 semanas= 6.305€ por mês. Este último valor corresponde exactamente a 485x12= 5.820+485= 6.305