quinta-feira, 22 de março de 2012

Ódio



Quem olhar para esta greve geral e ouvir o actual Secretário Geral da CGTP dizer, no horário nobre televisivo, que «é preciso fazer tantas greves gerais quantas forem necessárias até derrubar o Governo. (...) É preciso que este governo tenha que morrer.», tem perfeita consciência de que o seu tormento é a sombra de Carvalho da Silva, que ele não consegue fazer desaparecer
Felizmente muito poucos portugueses, grevistas ou não, se revêm nesta linguagem bélica de alguém que se diz representante "da classe operária e restantes trabalhadores" e não aceita, mas aproveita, os mecanismos da democracia representativa.
No nosso sistema democrático, há adversários políticos e não inimigos. A referência feita por Arménio Carlos à "morte", é um símbolo prenhe de ódio, desnecessário e profundamente lamentável.

HSC

7 comentários:

João Pinto disse...

Os eternos e acérrimos defensores do "quanto pior, melhor!"

patricio branco disse...

de facto entrou a matar, fez sem duvida questão em marcar o inicio do seu mandato com uma greve geral.
alem do governo, armenio carlos tem outra bête noire que lhe está atravessada, penso: a ugt e o seu sg.
Quanto a greves, não faz mal promoverem se pois se não se fazem mostramos passividade e isso é o que menos interessa no momento; porem se se fazem em nada resultam, os governos afinal já não ligam ao instrumento da greve.

Livro da Actualidade disse...

Não podia ter mais razão Dr.Helena.
Só por curiosidade para quando novo livro, vá la desvende só um bocadinho do mistério !!

Helena Sacadura Cabral disse...

Caro Patrício Branco
Tem toda a razão quando diz que a greve é um meio legal de obter resultados. Quando isso não acontece os governantes deixam de lhes prestar atenção.
Receio que tenha sido o caso desta primeira de Arménio Carlos que me parece estar a anos luz de Carvalho da Silva, um homem de quem discordei algumas vezes mas que eu respeitava.

Helena Sacadura Cabral disse...

Caro Livro da Actualidade
Já se pode saber alguma coisa. Sairá para a Feira do Livro e chamar-se-á "AQUILO EM QUE EU ACREDITO...".
O resto, só com a leitura!
Lá para Dezembro sairá outro de biografias históricas. Se Deus me der vida e saúde, claro.

Anónimo disse...

Arménio Carlos não quer matar ninguém, apenas a injustiça a miséria e a hipocrisia.
Eu acrescento: morte aos aldrabões, aos vira-casacas, à falta de rigor e de princípios. Aqueles que ontem eram contra o aumento dos combustíveis e hoje os sancionam e por isso que morram os Dantas, tal como Almada, plim.
José Corvo

Anónimo disse...

Conciso, mas preciso!!!.. Parabéns.
JAF