domingo, 25 de março de 2012

A morte


Há pessoas que nos marcam para sempre, apesar de não pertenceram ao universo daqueles com quem privamos com frequência. É o caso de Tabucchi cuja morte, hoje, em Lisboa, me abalou.
Os seus livros acompanham-me há anos e são dos que, volta não volta, ficam uns tempos na minha cabeceira. O seu amor por Portugal enternecia-me imenso e provava à saciedade que se pode nascer num país e morrer noutro que se escolheu com o coração para ser também o nosso.
Por isso, quer a Itália quer Portugal ficaram mais pobres. Eu, pessoalmente, perdi alguém de quem gostava muito e que foi, muitas vezes, o companheiro de algumas das minhas dores. É o privilégio daqueles que lêem os grandes escritores!

HSC

3 comentários:

tétisq disse...

Verdade, por vezes um livro ou um autor são mais companheiros do que aqueles que estão ao nosso lado. Quando partem, não partem sem que isso nos toque...*

Helena Oneto disse...

A noticia da sua morte entristece-me imenso. Tive o privilégio de o conhecer e de o ler.
Alguns dos seus livros estão e vão ficar à minha cabeceira.

Um grande abraço amigo

patricio branco disse...

entrei hoje em 2 livrarias, procurei e não encontrei nenhum livro de tabucchi, em traduções ou no original. É tempo de o reeditar e quem não o leu fazer a descoberta dum maravilhoso escritor, quem o leu de ter o prazer de o reler.
Por mim, penso procurar um livro dele que não tenha lido e fazer a sua redescoberta; depois reler um que já tenha lido, talvez o belissimo requiem, para renovar o encanto e emoção que senti então.