quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Luis Amado na TSF


O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de José Sócrates, Luís Amado, acusa os Executivos da última década de terem «preguiça política» para implementar as reformas estruturais que o país exigia.

Estamos a respirar porque temos um financiamento garantido até 2013, diz.
E depois disso?
«Se não houver mais estabilidade no sistema europeu e no sistema internacional é óbvio que países com as fragilidades com que nos confrontamos terão muitas dificuldades em continuar a ser financiados normalmente pelos mercados a partir do segundo semestre de 2013, o que pressupõe que temos que ter em consideração a necessidade de manter um financiamento extraordinário à nossa economia», afirma.
Para que não seja necessário pedir um segundo empréstimo, é preciso actuar agora.
«O país não tem mais nenhuma oportunidade e a responsabilidade é do Governo e da oposição. O Governo tem uma responsabilidade absoluta de criar as condições para que esse compromisso nacional seja possível e a oposição tem de estar em condições de reagir positivamente à responsabilidade que o Governo assuma nesse domínio», defende.

Por isso, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros propõe um compromisso nacional para a estabilidade, o crescimento e o emprego.
«O faz e o desfaz da acção governativa é absolutamente devastador para a realidade de um país», adianta.

Olhando para trás, Luís Amado analisa os erros:
«Por preguiça política e institucional ao longo desta década, mesmo percebendo que estava aí o nó do problema. Os Governos com capacidade reformista e com autoridade política para fazer as reformas que era absolutamente necessário fazer para garantir essa competitividade foram protelando essas reformas até ao momento em que caimos no buraco em que caimos».

E enquanto estavamos a cair no buraco, uns estavam mais atentos que outros:
"Vivi talvez com mais angústia do que outros colegas de Governo a situação em que paulatinamente o país foi caindo».
Agora, sugere, é preciso restaurar a confiança para ter uma política de credibilidade que leve à internacionalização da economia.

Estes são excertos de uma entrevista concedida pelo ex Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luis Amado, à TSF. Não é diferente daquilo que se percebeu serem então as suas divergências do Executivo. Mas agora vai mais longe e é mais claro.

HSC

8 comentários:

voz a 0 db disse...

Nem se que adjectivo utilizar para classificar este tipo de gentalha...

Mas nunca será nenhum abonatório. São de uma cobardia absoluta.

Só sabem vir para a Feira Pública depois de tirarem a máscara de Pinóquio... Enquanto estão a desempenhar funções que lhes dão alguma capacidade de fazer algo... népia... nada... "nicles batatóides"

Assim que são corridos... esperam a poeira assentar, e regressam em cima de uma burra de pau, armados em Supremas Inteligências...

Passa à frente...

Fada do bosque disse...

Este senhor esteve há bem pouco tempo numa reunião Bilderberg e já está a actuar no terreno.

o objectivo não é capitalizar os ganhos ou maximizar o lucro, o objectivo é promover uma estrutura de poder com as “pessoas certas”, não é de estranhar que se use a crise para tapar o que, eu penso que, será um dos principais legados deste governo e o sistema político que está a compactuar com isto (o silêncio de alguns sectores é ensurdecedor). Com a ameaça de não querermos ser Gregos estão a ir conseguindo impor as coisas, pouco a pouco, mesmo quando no epicentro político e financeiro do mundo se começa repensar este tipo de políticas e a credibilidade deste tipo de elites.
Para restaurar a confiança há que reestruturar o alicerce fundamental de um povo e de um País, que por acaso não é a Economia e sim a Educação.
Não que algum partido que tenha estado no governo tenha tido realmente boas intenções para com a área da educação mas esta coligação está realmente a distinguir-se por levar as iniciativas de todos os outros à sua conclusão lógica: a transformação total do Ensino Público numa espécie de gueto onde se despejam ao abandono os filhos de quem não é “relevante” (caso esteja em dúvida se não está no percentil dos 10%, ou mesmo 5%, mais ricos do país então não é relevante para este sistema – e os seus filhos terão que se resignar a serem baixas numa guerra cultural não declarada). Os cortes que estão nesta altura previstos para o sector são o triplo (sim leu bem, o triplo!!) daquilo que até foi acordado quando recebemos o empréstimo à banca, do FMI e UE, que todos temos que pagar sabe-se lá como. Isto não tem qualquer justificação racional.
Enquanto estes políticos e Luís Amado não é excepção, (ainda me lembro dele a abraçar Kadafy) estiverem no palco nacional, o País não saírá nunca das areias movediças em que se encontra, bem pelo contrário.

Anónimo disse...

Acho que sim !!
É mais um a ler a cartilha toda de cor depois de sair !!!
Ai que bons que eles são !

Em portugal trabalha-se muito com a lingua , e assim é muito mais fácil para os politicos mas é penoso para os outros cidadãos!!!

Fada do bosque disse...

Mas politicamente há que reconhecer o génio da coisa. A primeira coisa que se faz para dominar uma população é negar-lhes o direito a ter armas, e é isso que o ensino (que para mim inclui desejavelmente uma série de coisas: informação, ferramentas de análise, cultura e claro a parte técnica) é para o cidadão comum, a única arma de que dispunha até agora para lidar com uma sociedade já cheia de vícios. Não era perfeita mas era o que tínhamos. E a partir de agora?

Anónimo disse...

Considero o ex-MNE um homem ponderado e com ideias próprias.

Aliás, a sua postura distinguia-se na estrutura governativa que integrava.

Isabel BP

Anónimo disse...

É mais um Maçon com grades ideias !!!
É outro que não tem nada em nome dele !!!Passou tudo para o nome da filha !
E é mais um , como diz o medina carreira , entra com um apartamento em nome dele e sai com uma mansão em nome de uma offshore!

Desses temos muitos em portugal!!!

Anónimo disse...

Criticar antes teria sido um acto de coragem, criticar agora e dizer o que disse fica-lhe mal, como que se estivesse a limpar do mal que apoiou. São assim os nossos políticos. Falta-lhes coluna vertebral.
Rilvas

Anónimo disse...

Não é bonito vir falar cá para fora depois de ter saído. Não chega ser ponderado, porque isso não redime das faltas passadas. Não aprecio a sua conduta e apenas uma excelente assessoria de imprensa promoveu meticulosamente a sua imagem. Excusado será referir o pseudo-convite que Amado dirigiu a Carlos Reis para dirigir o Instituto Camões que deixou cair sem uma palavra. A correcção anda de par com a coragem e a frontalidade que não mostrou. A coerência mandá-lo-ia sair do Partido Socialista. O PS ficaria mais puro. É pena que o não faça. Eu aplaudiria.