sábado, 13 de agosto de 2011

Que diremos nós...


Poul Thomsen, do Fundo Monetário Internacional está apreensivo com a forma como o Programa da troika está a ser aplicado a Portugal. Disse ontem à TVI que a aplicação do memorando “não pode ser só cortes e mais cortes”, e mostrou-se preocupado com um plano muito austero.
Se ele está preocupado e as medidas em vigor são também de sua autoria, que diremos nós que as vivemos cada dia , cada hora, cada minuto?!

HSC

6 comentários:

Fada do bosque disse...

Eu que digo?! Prender esses criminosos que estão no poder, a condenar todo um Povo e que se consideram mais papistas que o papa!
Mereciam cadeia! Políticos mercenários, Polícia a modos que secreta e dura... estamos bem tramados!!!

Fada do bosque disse...

por Renaud Vivien, Eric Toussaint [*]
Todo empréstimo concedido em contrapartida da aplicação de políticas que violam os direitos humanos é odioso.

A Grécia, a Irlanda e Portugal são os três primeiros países da zona euro a serem passados à tutela directa dos seus credores ao concluírem planos de "ajuda" com a "Troika" composta pela Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Mas estes acordos, que geram novas dívidas e que impõem aos povos medidas de austeridade sem precedentes, podem ser postos em causa com base no direito internacional. Com efeito, estes acordos são "odiosos" e portanto ilícitos. Como sublinha a doutrina da dívida odiosa, "as dívidas de Estados devem ser contratadas e os fundos resultantes utilizados para as necessidades e os interesses do Estado [1] ". Ora, os empréstimos da Troika são condicionados a medidas de austeridade que violam o direito internacional e que não permitirão a estes Estados saírem da crise. Fonte e artigo integral

Fada do bosque disse...

Do artigo que coloquei acima, realço ainda:

Diante de uma tal situação, os governos, se quiserem respeitar o interesse da população, têm interesse em romper os acordos com a Troika, suspender imediatamente o reembolso da sua dívida (com congelamento dos juros) e por em marcha auditorias com participação dos cidadãos. Estas auditorias deverão determinar a parte ilegítima destas dívidas, aquela que deve ser anulada sem condições. O remanescente da dívida pública deve igualmente ser reduzido por medidas a expensas daqueles que com elas lucraram. Processos judiciais devem ser empreendidos contra os responsáveis dos danos causados. Evidentemente, medidas complementares e essenciais (transferência dos bancos para o sector público, reforma fiscal radical, socialização dos sectores privatizados no decorrer da era neoliberal, ... [12] deverão ser tomadas pois a anulação das dívidas ilegítimas, se bem que necessária, é insuficiente se a lógica do sistema permanecer intacta.

(c) P.A.S. disse...

Cara Helena

Um dos continuados e recorrentes erros da economia e da vida Portuguesa, é a continuada falta de auscultação à vida Portuguesa - vulgo aos agentes económicos ( o PSD fê-lo antes das eleições, pelos vistos com o intuito de tentar ludibriar as populações para a diferença da sua política).
Não às associações que não representam coisa nenhuma, mas a quem se posiciona nas PME's e nas empresas com espírito de não turbulência de confronto político.
O aumento do IVA da electricidade e gás é como vimos uma medida perfeitamente incompreensível e que num país a sério levaria à revolta em praça pública de todos os stakeholders da vida Portuguesa: os consumidores, mas acima de tudo as empresas.
Ontem vi o ministro dito muito inteligente dizer que não, que o aumento do IVA não afectava as empresas porque o IVA era deduzido pelas empresas.
Esta mensagem deste ministro académico é mais uma das arrogâncias da generalização dos ignorantes, porque não conjuga problemas de tesouraria com aumentos de inputs de centenas de milhar de empresas que obviamente verão os seus custos unitários por via da diminuição dos custos variáveis aumentados.
Poul Thomsen é uma vítima da "inteligência" de alguns destes senhores que para puxarem o lustro à vaidade, o induzem em erro com a realidade.
E a realidade é que medidas destas não promovem o aspecto mais importante da mudança, o crescimento e a competitividade. Só haverá competitividade com custos de contexto baixos, mas neste particular este e anteriores governos nada mais têm feito se não agravar estes custos e promover o desemprego. Desempregado não concorre para o GDP? Ou concorre sr. ministro? Qual a diferença, a diferenciação para os anteriores governos? Infelizmente, por enquanto só vejo o factor igualitário. A mentira! E essa levaria a uma cartão vermelho num país que não se rege-se por valores tão reprováveis.

aNaTureza disse...

Infelizmente, o mundo rege-se cada vez mais por valores reprováveis, inaceitáveis e violadores dos direitos humanos e de todos os seres vivos deste planeta.
Andámos a regredir na nossa "humanidade" e a mim parece-me que o processo vai ficar mais acelerado.
Gostaria muito de estar enganada.
É muito triste ter esta consciência.

António disse...

Sempre disse, para quem me quis ouvir, que enquanto a Energia se mantiver uma chulice (tanto os combustíveis - por causa do IPP - com a electricidade - e não temos porque pagar as brincadeiras do jogo do Monopólio que os administradores da EDP fazem na América !) e os juros dos Bancos portugueses outra chulice,
o País NUNCA arrancará do zero onde está.
E veio agora este Passos (não votei nele) aumentar o IVA da electricidade de 6 para 23% ?!
Desditosa Pátria que tais cretinos tem !
...Mas, com Troika ou sem Troika, a culpa é do 'povão'...