quinta-feira, 12 de maio de 2011

Um erro muito caro!



"Um erro de milhões... contra o Estado


Os juízes do Tribunal de Contas queixam-se de ter sido induzidos em erro para aprovar cinco auto-estradas, no valor de dez mil milhões de euros. A denúncia consta de um relatório de auditoria às parcerias público-privadas rodoviárias, que vai ser aprovado na próxima semana. Um documento que a TVI revela em primeira mão.
As auto-estradas lançadas pelo governo só passaram no tribunal de contas porque foi sonegada informação aos juízes. Em causa estão cinco subconcessões feitas pela Estradas de Portugal, em representação do Estado, no valor de 10 mil milhões de euros. (...)

Traduzindo: sendo tais compensações ilegais teriam forçosamente levado o tribunal de contas a um segundo chumbo das concessões rodoviárias. Ou seja, o Estado assumiu compromissos de dez mil milhões de euros passando por cima do tribunal de contas.

Notícia TVI. Curiosamente, esta notícia não teve muito destaque noutros meios de comunicação social. Será que já consideram normal que o Estado engane o Tribunal de Contas em milhões de euros? Será que as instâncias judiciais portuguesas não vão actuar perante este caso gravíssimo?"


(postado por Nuno Gouveia em http://ocachimbodemagritte.com/)

Nem preciso acrescentar nada. Basta ler. Como estou em saudável abstinência de jornais e televisões consigo descobrir na net a informação indispensável. Repito a pergunta: será que alguma instância judicial faz alguma coisa?



HSC

7 comentários:

Força Força Camarada Vasco disse...

curiosamente o estado tem tentáculos a mais tribunal de faz de conta incluido

auditorias que confiam na boa-fé do auditado mesmo que sejam primos

são mais tonterias que audi tó rias

simplesmente um auditor que não se consegue levantar do lugar
apesar do nº de servos que tem

não merece o lugar de estacionamento dos deficitários

Para a Posteridade e mais Além disse...

atão não fazem

e como demoram tempo

os juros de mora sobem ao céu

é um universalismo legislativo combinado com regionalismos vários

entre goles de leis e salpicos de justiça

assi a modos como um feijoada

Anónimo disse...

Claro que não! Os governantes e os gestores públicos vivem na maior impunidade.

Isabel BP

Fada do bosque disse...

Mais uma assombrosa "subtracção" que o "nosso" governo fez ao seu povo!... e claro que como todas as outras, fica impune. A Máfia lusitana não brinca em serviço. Recessão técnica, a seguir bancarrota e depois, o que virá? A Justiça emigrou. Não sei o que têm feito á nossa Constituição, mas realmente os grandes prevaricadores e os gatunos de colarinho branco, são impunes.

باز راس الوهابية وفتواه في جواز الصمعولة اليهود. اار الازعيم-O FLUVIÁRIO NO DESERTO disse...

até prenderam o Strauss-Kahn....

não foram as nossas instâncias

mas a intenção é que conta

Helena Sacadura Cabral disse...

Meu caro Patrício Branco
Em 2025 estarei morta de certo! Mas como acredito em milagres ainda hei-de estar viva e ver os meus filhos fora da política. Num, já terá estado mais longe...
Aconteceu com o avô deles, aconteceu com o pai deles e vai acontecer com eles. Estou segura.
Aqui ninguém é Mario Sores. Esse é só ele e mais nenhum!

Fada do bosque disse...

Em 31/Dezembro/1974 o Banco de Portugal (BP) tinha 865.936 kg de ouro nas suas reservas. Em 31/Dezembro/2010 as reservas-ouro do BP eram apenas de 382.509,58 kg. Ou seja, em 36 anos desapareceram 483.426,42 kg de ouro o que dá uma média de 13.428,5 kg por ano. Agora o Público noticia que a cotação do ouro atingiu o recorde histórico de US$1506,75 dólares por onça-troy (31,103 gr) e que, em consequência, valorizou-se o que resta nas reservas do BP (€12,5 mil milhões em Fevereiro).
Quanto valeriam se o banco central houvesse preservado as suas reservas-ouro? Esta gente andou a desbaratá-lo quando a sua cotação era baixa e agora que esta dispara em flecha o BP tem menos da metade do que dispunha antes. Ninguém pede contas a Vitor Constâncio e aos ex-governadores anteriores?

Parece que neste País ninguém presta contas a ninguém! E ninguém pede contas a ninguém.