sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A vergonha...

Diz o Correio da Manhã. Na Carris, uma empresa deficitária, os administradores tiveram aumentos salariais de 65%. Prejuízo em 2009 de 41 milhões de euros.
Na CP, igualmente deficitária, os corpos gerentes registaram melhorias nos vencimentos entre 52 e 60%. Prejuízo no ano passado de 217 milhões de euros.
No Porto de Lisboa subidas apenas entre 29 e 32%.
Alguém tem vergonha na cara? Alguém desmente? Alguém explica?

HSC

7 comentários:

voz a 0 db disse...

Acho que essa palavra 'vergonha' não consta nos dicionários/vocabulários destes tipos...
Mas isto até é compreensível! Estão a ver o barco a meter água a um ritmo assustador e estão a tirar tudo o que podem...

Dorushka disse...

E agora o corte nos salários desses senhores será de quanto? 5%? Ou, se calhar, nem corte vão sofrer!

Margarida disse...

Shhhhhh....

MARIINHA disse...

Quando regressava a casa à tarde ouvi um administrador desses que refere a desmentir o Dr. Marques Mendes.
Gostaria de lhe dizer que a vi pessoalmente no cinema e que a achei como sempre muito bonita.
Não foi ver esta semana o filme "Letters to Juliet"? Refiro isso num post no meu blogue "Uma Mansarda em Lisboa". Gostava de a ver num programa de televisão.
Os meus cumprimentos.

SeaKo disse...

"Alguém desmente? Alguém explica?"

Comunicado do Min. das Obras Publicas- http://www.moptc.pt/cs2.asp?idcat=1221#11467

Presidente da Carris diz que baixou salário - http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/carris-salario-marques-mendes-aumentos-jose-silva-rodrigues/1199414-1730.html

Helena Sacadura Cabral disse...

Li o comunicado de que saliento:
Face ao exposto, o MOPTC desmente e repudia as informações falaciosas que foram divulgadas a este respeito.

"...Os seus autores, invocando os dados disponíveis no site da DGTF, apenas mencionaram o aumento da componente de remuneração base, tendo omitido a supressão das componentes de remuneração de despesas de representação e de acumulação de funções de gestão, transmitindo uma ideia falsa e enganadora à população Portuguesa de que, num período de austeridade, o Governo teria aumentado os gestores públicos em montantes de até 65%.
Por último, recorda-se que já em 3 de Maio a REFER divulgou um comunicado de imprensa esclarecendo cabalmente este assunto".

Mas continua a ficar-me uma imensa estranheza pelo aumento da remuneração base, que pelo que daqui decorre terá sido de 65% para compensar os abatimentos e reduções feitas na componente variável...
Mas possivelmente o erro é meu...

Helena Sacadura Cabral disse...

Ah! Esquecia-me de dizer que tal nível de salários, em empresas deficitárias, também me choca.
E se os gestores só recebessem em função dos resultados obtidos?!
Não seria um bom compromisso?