domingo, 9 de maio de 2010

Quem somos? Como somos?

Às vezes passamos uma vida inteira sem nos conhecermos. Outras vezes, julgamos que nos conhecemos bem. Outras ainda, tememos conhecer-nos bem demais...
Depois, um dia, acontece algo inesperado nas nossas pacatas existências que vem questionar qualquer das posições que referi. Ou nas pacatas existências daqueles que nos rodeiam. E nós ficamos surpreendidos, sem que tenhamos a exacta noção do que é que, na realidade, nos surpreende. Somos nós? São os outros? Ou serão ambos?
No meu caso - que fiz análise - creio manter um razoável auto-conhecimento. Mas a nossa vida está longe de ser linear e, por vezes, episódios da vida dos outros, levam-nos a reflectir não tanto sobre nós, mas sobre a influência que o comportamento desses outros, pode exercer sobre nós. Esse desafio, esse acertar de passo, essa busca de harmonia - mesmo que provisória - não é um processo fácil. Ela acontece quando mudamos de trabalho, de país, de família ou, simplesmente, de vida. E essa mudança obriga-nos a alterações pessoais que chegam a ser surpreendentes.
Hoje percebo melhor que mesmo conhecendo-me bem e tendo uma já longa experiência de vida, continuo sempre a aprender alguma coisa e, portanto, longe de estar "pronta"!

HSC

3 comentários:

Erimec disse...

Já expressei a minha simpatia por si, através do faceb.ao seu filho Paulo Portas.Hoje iniciei a leitura do seu livro:Coisas que sei..., onde encontrei o seu blog.Identifico-me com as suas ideias e filosofia de vida.Estarei na mesma faixa etária, tenho dois filhos e três netos.Não vou alongar-me falando no karma que deve ser o facto da politica ter entrado na sua vida de forma tão decisiva,e, perpétua.Embora tenha muita simpatia por Paulo Portas (convém enunciar o apelido, já sei),reconheço em Miguel Portas uma caracteristica importante que é, a cultura geral que possui não visivel na maioria dos seus pares.Certamente que também conhece do tempo em que trabalhou no BP dois meus familiares da Contabilidade. Júlio Chora e a irmã primos direitos do meu pai.Eu em 1968 concorri à contagem das notas, mas como no C.Santos pagavam mais 100$oo,tomei a decisão que após a revolução considerei não ter sido a melhor, pelas vicissitudes vividas.Hoje eu clamo por uma revolução a sério, mas olhando os meus afectos,fico quieta e procuro ler crónicas como as suas que me consolam.Prometo ficar assidua deste blog. Até breve e parabens pela pessoa que me parece ser.
Eugénia Chora

Raúl Mesquita disse...

Cara Helena: brilhante texto! Abreijo do Raúl.

Helena Sacadura Cabral disse...

Cara Eugénia
Claro que me lembro. Muito bem, porque tenho memória de elefante!
Dois colegas bem estimados e respeitados.