terça-feira, 20 de abril de 2010

Quem paga a factura?

Agora que alguns espaços aéreos já reabriram começa o tempo de fazer contas aos prejuízos e de saber quem os vai suportar.
Façamos cálculos grosseiros dado que, nesta altura, só estes podem ser enunciados. Em cinco dias as economias europeias perderam cerca de 1500 milhões de euros de produtividade no trabalho - à volta de 0,9% da força laboral dos vinte e cinco países da União Europeia - dado que 6,8 milhões de pessoas ficaram retidas nos aeroportos, de acordo com os dados do Conselho Internacional de Aeroportos.
Porém a factura desta intempérie ainda não está completamente avaliada. Nem tão pouco quem a vai pagar. As companhias de aviação suportarão, seguramente, uma parte, até porque tiveram de garantir mínimos de sobrevivência aos seus passageiros. Mas estes não têm direito a qualquer indemnização, visto ter-se tratado de uma catástrofe natural.
Os transportes alternativos terão sido, talvez, os mais favorecidos. Mas as consequências desta nuvem atingem muitos outros sectores para além dos transportes. E o que resta saber é como isso se vai reflectir na factura de cada país, ou seja no bolso de todos nós. Só adivinhamos que, na actual conjuntura, as consequências são desastrosas... Ele há, de facto nuvens bem negras.
É o caso!
HSC

2 comentários:

Margarida disse...

Ora, é só somar: são 70€ para os animados gregos, mais 70€ para os nossos queridos madeirenses, mais 'x' para a segurança social, mais 'y' para o fundo de pensões mais 'Z' para o IRS, mais 'w' para a autarquia, mais 'p' para a boa vontade, mais ...
...mais...mais..., mais..., e mais... e ainda mais... e, já agora, para os choques petrolíferos, eléctricos, telecomunicacionais, e aqueles derivados de furacões, tornados, tremores de terra e vulcões.
Sobra...
Começa a não sobrar quase nada...
Como dizia o outro senhor: 'habituem-se!'

Raúl Mesquita disse...

Cara Helena:

Já me tinha apercebido do drama económico que vai acontecer, especialmente na Europa. Estão a acontecer simultaneamente muitas coisas. Sem defender cegamente a Igreja Católica (aliás nem sou baptizado, o que me dá bastante liberdade) e sem esquecer as barbáries por ela praticadas, noto que está a acontecer um esforço concertado para a destruir. Porquê? Porque não é liberal (economicamente) e será esse o motivo da sua perseguição. Acho graça aos católicos liberais (liberalismo económico), que contradição!)

Abreijo do

Raúl.