domingo, 28 de março de 2010

Ele há ideias boas...

Hoje, depois de uma aprazível ausência dos noticiários nacionais, fui ao cinema e às mercas. Precisava de sapatos - recuso-me a usar estas coisas a que chamam "plataformas" e que demonstram a debilidade da alma feminina - e decidi ir, com uma amiga, às Amoreiras deambular pelas sapatarias, almoçar e ver cinema.
Pois bem, depois de ser olhada de soslaio - que pena deviam ter de mim as moçoilas que me mostravam umas "trancas" nas quais me queriam encavalitar e que eu recusava, perguntando-lhes se me viam em cima aqueles protótipos... - eis que consegui duas soluções. Caras, mas mesmo assim soluções.
O drama é que foram dois pares. Um, misto de sapato e sandália com grossas solas de borracha. O outro, que mais parece o do casamento da minha avó materna, é uma mistura de sapato e de botim. Enfim, fiquei contente e profundamente abalada de finanças. Mas, de facto, pezinho é um suporte corporal que deve ser bem tratado... O nó górdio da questão é que o preço de um deles vai ter de sair de alguma compressão financeira nestes próximos dois meses...
Em seguida fui ver a Sandra Bullock no filme que lhe fez ganhar o Oscar e perder o marido. Chama-se The Blind Side e nem sequer sei o título em português, porque não gostei da tradução.
Pois não é que volto, no espaço de duas semanas, a ficar sentada ao lado da minha amiga Teresa Cotinelli Telmo, que não via há anos? Novo ataque de riso, como não podia deixar de ser. Como é que duas pessoas que se estimam passam anos sem se ver e, em quinze dias, ficam sentadas, por duas vezes, ao lado uma da outra no cinema?!
O filme é bastante côr de rosa a retratar o lado bom da raça branca americana. A Sandrinha vai bem, mas para Oscar...
Enfim, cheguei fresca a casa, sem grandes filosofias mentais ou dramas existenciais. Logo, pensei eu, em condições de voltar a pegar na Golda Meïr, a tal saia justa do post de ontem.
Mas cansei-me de tanta política, fechei-a e vim para aqui!

HSC


12 comentários:

Anónimo disse...

Não vi o filme e confesso que me falta paciência para ver essa “história” (isto dos “Óscares”!) e o Post aqui só me fez adiar uma, eventual, ida ao “nimas” para ver isso.
Já quanto a sapatos...desde que não sejam “ténis”... É que abomino ténis! Tenho a mesma consideração por um par de ténis (por mais caros que sejam e há tipos que pagam fortunas por um par de “sapatilhas” desse tipo), como tenho por um “hamburger” do McDonalds.
P.Rufino

Pedro Lopes disse...

aqui
é bom
:-)

Raúl Mesquita disse...

20 H(dois pontos)e 36 min, LOL!

Cá vamos pela ordem cronológica. Perdi o "Post" de ontem, o da "saia justa". Vamos aos sapatos, como prometi no meu comentário anterior. Os pés são, de facto, o suporte de tudo o que está acima, pense-se nas nossas cabeças... e também são partes do nosso corpo que podem ser tão belas como outras. Também tenho muito cuidado quando compro sapatos: bonitos mas que não estraguem nada no meu corpo (incluindo as "little grey cells, My Dear Hastings".

Quanto ao segundo (re)encontro com a sua amiga Teresa Cotinelli Telmo, acho extraordinário, mas não me parece desprovido de sentido: afinal as duas gostam de cinema, as duas estarão (permita-me a ousadia psicológica)a passar por uma fase semelhante e as duas quererão reaproximar-se. Não sei se Deus existe, mas sei que há algum sentido na Vida!

Raúl.

Helena Sacadura Cabral disse...

Caros comentadores
Todos me fizeram rir. De facto, ainda hoje de manhão olhei as "chaussures" e pensei cá para comigo que eram lindas, mas representavam um "baita" sacrifício!
Helena O. obrigada pelo apoio moral. O livro " Mulheres que amaram demais..." ocupa-se de nove, a saber: Madame Curie (a ciência), Gala Dali (a arte) Yourcenar (a literatura), Jackie Kennedy (a posição/dinheiro), Wallis Simpson (poder), Chanel( a moda),Madre Teresa(a religião), Golda Meïr (a política), Marlene Dietrich (o cinema).
Estou ainda na dúvida de fazer ou não, mais outra. Mas naturalmente ficam só estas nove para concorrerem com as minhas "As nove Magníficas" cuja venda continua a correr muito bem. São só do século XX e não incluem portuguesas porque aquelas que aqui eu trataria ainda têm familiares vivos, o que quase sempre levanta problemas.

Aidet Santa-Maria disse...

Cara Helena

Não podia estar mais de acordo consigo. De sapatos, costumo eu dizer entre amigas, que há anos não vejo uns a que se possa dizer: - Benzate Deus!
Plataformas já as usei nos idos de 70, em que ainda tinha juventude fisica para as "domar" sem perder a elegancia, mas agora não lhes acho especial piada. Até acho que o ar lá nas alturas periclitantes deve ficar rarefeito. Assim dou graças aos Deuses quando espreita o bom tempo, que me permite usar calçado mais aberto que não precisa de ser aquele que "respira" a que quase me restrinjo em épocas invernais, por achar que os meus pesinhos que me suportam todo o ano, devem ser muito bem tratados. A propósito causa-me sempre um misto de espanto e incredulidade, quando vejo moças e não moças, empuleiradas nas alturas de uns "Talons aiguilles", pois duvido que o seu uso para além dos problemas de postura fisica que acarretam, não lhes cause dores maiusculas nos pés e suas plantas. Que vocação mosoquista têm algumas de nós, mulheres!

Quanto à Sandrinha (gostei da diminutivação ao seu nome aplicada) também estou curiosa por ver como ela se saiu desta oscarisação, mas quando me lembro da Cher em "Feitiço da lua" nos idos de 80, já acho que a Academia por maioria de (des)razão pôde perfeitamente ter-lhe atribuido a estatueta. Também, a Meryl Streep faz tudo bem, e todos os anos.....

Quanto aos felizes encontros cinematograficos com a sua amiga de anos, sou chegada a um patamar da vida em que dou mais valor a estes recados do acaso. Combinem pois encontros, jantem juntas, ou então... continuem simplesmente a ir ao cinema!

AAidet Santa-Maria

Manuela Araújo disse...

Olá Helena
Eu também tenho sérios problemas em satisfazer os caprichos dos meus pés: difíceis.... É um martírio a compra de calçado, que só faço em necessidade mesmo! Até chego a comprar o que nem gosto muito, só para que eles se sintam confortáveis, senão fazem greve e não me levam onde quero!
E por curiosidade, a sua amiga Teresa tem parentesco com o arquitecto/realizador/ilustrador/músico/etc... Cottinelli Telmo?
Um abraço

Helena Sacadura Cabral disse...

Tem sim Manuela. É filha e, também ela, arquitecta. E viúva desse homem admirável que foi Daciano Costa.

Helena Sacadura Cabral disse...

Amigas solidária no pezinho

Acabo de ler um artigo interessantíssimo, na revista espanhola EPOCA, de 16 deste mês, sobre sapatos. Prometo, desde já, que voltarei ao assunto, para partilhar convosco o essencial.
Ah! E os amigos homens que tenham pés delicados, preparem-se. É que as revelações que o artigo faz são surpreendentes...

António de Almeida disse...

O filme é bastante côr de rosa a retratar o lado bom da raça branca americana. A Sandrinha vai bem, mas para Oscar...

-Ontem à noite passou na RTP o "The departed", de Martin Scorsese, que fui revendo. Scorsese não faz maus filmes, todos são bem realizados, mas para Oscar? É que assim de memória recordo Taxi Driver, Raging bull e gangs of NY York. Desculpe que o cinema nem sequer era o tema principal do post, mas não resisti a comentar. :)

Helena Sacadura Cabral disse...

Tem toda a razão meu caro António Almeida. E eu que, por norma, selecciono o que vejo pelo realizador, tenho duas actrizes que me são simpáticas e me levam ao cinema só para as ver. Uma delas é justamente a Sandrinha. A outra é Meg Rayan.
Não sei explicar porquê. Divertem-me. Mas o Oscar deste ano para a primeira é um excesso!

Aidet Santa-Maria disse...

Ele há coincidências!
O que é feito da Meg Ryan,que nunca mais me levou ao cinema???

Aidet Santa-Maria

Helena Sacadura Cabral disse...

Cara Aidet
Não é que me tenho perguntado o mesmo?!