quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

De registar e de louvar

Volto ao tema Madeira. Impossível não deixar aqui um registo de comoção pela forma exemplar como os portugueses e, em particular os madeirenses, deitaram mãos à obra de reconstruir a sua terra. Há muito tempo que me não sentia tão orgulhosa de ter nascido em Portugal, que mostra saber, como ninguém, ser solidário na aflição.
E deve registar-se, também, a forma como os políticos, esquecendo divergências, se aliaram em torno dos que precisavam. Se Alberto João Jardim merece palmas, devemos dá-las também ao governo e às oposições que se uniram à volta daqueles que, depois de tudo perder, se impunha sentissem que não tinham sido esquecidos.
A Madeira foi e vai ser um grato símbolo de união nacional. E também um exemplo para o mundo que tem os olhos postos em nós e vê que, quando é preciso, somos capazes!
Pena é que só a desgraça nos una e o duro quotidiano, por norma, nos afaste...

HSC

12 comentários:

Paulo Abreu e Lima disse...

Comovente - ou mais uma lição - é vê-la acreditar que a «Madeira foi e vai ser um grato símbolo de união nacional».
Vindo de si, quem sou eu para discordar...?

Beijinho,

Fada do Bosque disse...

Adorei este seu post, Helena, apenas queria sublinhar, que daqui para a frente deveríamos pensar sempre, que querer é poder e que a Fé move montanhas.
Obrigada

Helena Sacadura Cabral disse...

Venham as trincas que vierem, este elo existiu e ninguém o apagará. A vida escreve-se com o passado e com o presente. E eu espero que o comportamento nacional nesta ocasião não seja apagado. Não pode sê-lo!Porque a memória genética, aquela que se transmite, passa de geração em geração.
Costumo dizer que o país pode esquecer a travessia aéreoa do Atlântico Sul. Mas eu e a minha família havemos de contar a odisseia do meu tio e de Gago Coutinho a todos os nossos. E são esses que, por sua vez a contarão aos seus, que também serão meus!

voz a 0 db disse...

Transpondo a parte que interessa e extrapolando para o interesse Planetário, pergunto se será necessário para a espécie humana acontecer uma catástrofe idêntica, mas de nível planetário, para começar a alterar o seu estilo de vida?

GONIO disse...

Um apontamento sobre o "arregaçar" as mangas para reconstruir o Funchal (e o resto): ontem vi na TV o ex-Secretário Regional do Turismo, João Carlos Abreu, de t-shirt cheia de lama, a ajudar as pessoas a limar as ruas e lojas. Gostei! Senti orgulho daquele gesto.

André Portas disse...

Belo Post, dos que mais gostei.
beijos de quem esta sempre presente

Julia Macias-Valet disse...

Com uma foto tao linda quem tera dificuldade em nao acreditar que a Madeira, com a ajuda de todos, vai em breve reflorir ?

Helena Sacadura Cabral disse...

André, meu neto querido
Belo post é o teu. E tu, que também estás sempre presente na minha vida!
Saudades desta avó que te adora e anda um pouco invisível...

Fada do Bosque disse...

Mas se mo permite Helena, gostaria de deixar aqui no seu cantinho, o mesmo comentário que deixei no Sustentabilidade:
E esses multimilionários que dominam o Mundo, a ver-nos reagir sem uma palha mexer!
Só prestam para, entreternimento, forjar crises e vender armamento, mais nada!!! os remediados, que acudam aos que precisam! Dentro em pouco só há pobres e "meia dúzia" de multimilionários no comando... se tirar nem pôr!
Ó Ronaldo, então o teu ordenado de dois meses, faz-te falta?!
É preciso ter lata!!!... e tem conta no BES!!!

Helena Sacadura Cabral disse...

Fada, é verdade. Sobretudo os senhores das empresase públicas que ganham ordenados chorudos três vezes superiores ao do PR!
Hei-de levar a vida inteira a não perceber que tal aconteça...
Curiosamente, desta vez, foram alguns privados que se prestaram a ajudar. Mas na PT, na Galp, nos CTT e em tantas outras, que fazem os senhores administradores?!
:((

Anónimo disse...

Obrigada Helena, por tudo!

Ousadia a minha tratá-la desta maneira... Mas sinto-a muito próxima, muito grande, muito sábia! É bom visitar este espaço e saborea-lo assim, devagarinho.

Um abraço. Apertado!

Anónimo disse...

Subscrevo...tudo,
Isabel Seixas