domingo, 15 de novembro de 2009

New York, I love you !

Fui, com um grande amigo com quem já muito viajei ver, este fim de semana, o filme "New York, I love you" que , em Portugal, creio, corre com o mesmo título.
Costumo seleccionar os filmes pelo realizador, ou pelas críticas que respeito ou, excepcionalmente, pelos actores.
Desta vez foi o meu neto mais velho que me disse " avó, vá ver que é excelente. Tenho pena de não o ter visto consigo!".
As escolhas cinematógráficas do André são bíblias, para mim. Logo, conselhos a seguir. Ainda bem que o fiz. Trata-se de um filme que conta várias histórias - onze curtas metragens de dez minutos cada - passadas numa cidade que adoro, sem que saiba explicar porquê. Mas aqueles "apontamentos" - porque é mais deles, do que de histórias, que se trata - só podiam decorrer na big apple. Os realizadores são vários e isso nota-se aqui e ali, embora algumas situações até se cruzem.
Não se trata de uma obra prima. Trata-se, sim, da vida de todos nós, das nossas fraquezas, das nossas alegrias, do nosso humor, da solidão de quem não sabe envelhecer, do amor entre novos e velhos casais. Só que, tudo desenrolado em cinco bairros de New York, essa cidade onde tudo pode acontecer. E onde tudo, de facto, acontece. Mas que no filme, vem envolto numa grande sensibilidade na abordagem dos temas.
Enfim, um verdadeiro bálsamo para quem, com eu, quando abre os noticiários televisivos, julga que se encontra, não em Portugal, mas numa espécie de purgatório!

H.S.C

7 comentários:

Anónimo disse...

E onde está o filme? Em que sala de cinema, por favor?

Obrigada

Sandro disse...

Olá Helena! Veja também o "Paris, je t'aime"... segue a mesma linha, ou seja, várias histórias diferente que se desenrolam em Paris e com o contributo de vários realizadores.

Li algures que estes filmes terão continuidade noutras cidades... Sydney e Rio de Janeiro.

Maria Isabel disse...

A Helena tem mais sorte do que eu, porque quando vejo os telejornais penso que desci ao Inferno.
Irei ver o filme.

Victor Afonso disse...

Um dia hei-de visitar Nova Iorque. Um dia.

Anónimo disse...

Achei interessante a referência de HSC a escolher, ou seleccionar, um filme pelo realizador. É revelador de uma cultura, conhecimento e critério de qualidade no que ao Cinema respeita, que cada vez mais vai rareando. Hoje em dia - chega a ser penoso – esta malta mais nova escolhe os filmes pelas actrizes e actores. E nem vale a pena perguntar quem é o realizador. Não sabem, genericamente, nem, tão pouco, querem saber! Ora, quem “assina” o filme é quem, em princípio, pode dar garantias de qualidade. Como em tudo, Quem é o autor, é quem deve ser a referência de qualidade. Naturalmente, por vezes sucede que o filme não corresponde ás expectativas. Mas, também o facto de determinado filme não ter conseguido as audiências esperadas, não demonstra, só por si, que é um mau filme. O público gosta, de uma maneira geral, de um determinado tipo de filmes e quando se sai desse género, corre-se o risco de um falhanço ao nível de presenças. As audiências (e as nossas Televisões são um “bom” – mau – exemplo disso mesmo) é que manda”. E depois, um “Oscar” não é também ele sinónimo de qualidade. Confesso que sigo com mais atenção as decisões de outros júris (Berlim, Veneza, etc, etc) do que o que Hollywood premiou. Isto não quer dizer que, ali também, não haja atribuições acertadas. Obviamente que sim! Mas, concordo inteiramente com a Helena no que respeita a escolhas de filmes, ou, melhor dizendo, por onde deve começar a selecção dos filmes a ver. O problema hoje em dia reside no facto de haver uma miríade de realizadores que muitas vezes nos escapam. Um amigo meu, cinéfilo compulsivo, dizia-me que uma solução seria, em certos casos, ir por determinados actores, visto os mesmos, raramente aceitarem participar em filmes de menor qualidade. Seria como uma espécie de selo de garantia, quando desconhecemos o realizador. Como exemplo, deu o nome de, entre outros, Edward Norton, que, de facto, tem feito parte de filmes de qualidade. Este argumento convenceu-me. É um caminho, sem dúvida.
P.Rufino

Blondewithaphd disse...

Também quero ir ver o filme.
Também adoro Nova Iorque.

Helena Sacadura Cabral disse...

Anónimo, dizem-me que pode ser visto numa sala de cinema nas Amoreiras. Mas se espreitar na net julgo que apanhará outros cinemas.
Sandro é verdade o que diz. Eu não vi o "Paris je t'aime" e disseram-me que era tão bom ou melhor que este.