domingo, 20 de setembro de 2009

Indefesos...

Estava de ver que teria de ter uma consequência. Explico: quando alguma coisa me irrita muito - como é o caso da época que atravessamos -, dado que não tenho grande vocação para usar tranquilizantes, o organismo baixa as barreiras imunológicas e "é um ar que se me dá".
Desta vez, e depois de uma noite de festa no jardim do meu irmão mais novo, comecei a sentir-me constipada. Sem o estar de facto. Trata-se, apenas, de uma reacção fisiológica a esta loucura desenfreada em que o país mergulhou. Para além do crescendo, inusitado, de ataques pessoais, eis novo filão, descoberto em Agosto e agora explorado, em vésperas do acto eleitoral. Trata-se das escutas a Belém.
Se algo for verdade, é tão grave, que nem digo o que penso. Se for mais uma "estorita"de baixa política, poupem-nos, porque as que temos já são demasiadas.
A propósito e de caminho será que, para respeitar a democracia, se poderá pedir à CNE (Comissão Nacional de Eleições) que, após os debates a que fomos submetidos, terminem as sucessivas entrevistas concedidas pelos candidatos ao arco do poder, ou os seus detentores? E, também, as sucessivas sondagens que tentam, mais ou menos descaradamente influenciar o voto e se alimentam deste clima?
Será que os portugueses precisam de tanta artilharia para marcar a cruz num boletim de voto? Alguém acredita que este arsenal com que nos metralham, vai ajudar-nos nalguma coisa, feito em moldes tão medíocres?
Por mim falo. Só me cansam e confundem. Detesto ataques gratuitos que em nada nos esclarecem. Pelo contrário, só nos levam à abstenção!
H.S.C

3 comentários:

Fada do bosque disse...

Tem toda a razão.
Falta de Civismo, Princípios e especialmente, falta de Sentido de Estado e de Empreendedorismo, por parte dos nossos governantes e claro, estendeu-se à maioria das pessoas. O exemplo vem de cima.
Tudo o que Portugal mais precisa neste momento, foi posto de lado pela máquina política.
Se temos realmente de escolher, entre tanta mediocridade, uma coisa é certa, o País vai afundar-se tão depressa, que não haverá salvação.
Perdemos o mapa, a bússola, o sextante e o comandante.
Gostaria realmente de perceber, como é que o País que descobriu o Caminho Marítimo para a Índia e o Novo Mundo, consegue "andar" ás voltas durante 30 anos, sempre ao sabor do vento... Acho que navegamos dentro de um navio fantasma, pois andamos iludidos com a salvação.
Tétrico...

Abraço

Lura do Grilo disse...

Cara Helena

Também ando cansado. O meu filho mais novo já conhece os discursos de cor.
Por vezes pergunta.
- Que partido é este papá? Não conhecia!
- Sei lá, são partidos pequeninos.
- Vão ganhar alguma coisa?
- Acho que não!
- Então o que fazem aqui?

Já o Paulo vai bem: sempre um gentleman. Espero que não lhe dê nada pós-eleições como aquilo do queijo Limiano.

Abraço

Margarida disse...

Não alterava uma vírgula.
Perfeito.
ipsis verbis!