quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Paraísos nossos!

É sempre surpreendente ver como podem ser diferentes as vivências dos portugueses. Aqui, onde me encontro, em Vila Franca do Campo, na Ilha de S. Miguel, dá gosto passear. As ruas são limpas, as estradas bordeadas de flores, as casas estão pintadas e até zebras de travessia das ruas são respeitadas. Vai-se a Ponta Delgada e é o mesmo. E quando falo dos Açores é porque os conheço melhor. Não porque entenda que a Madeira seja diferente nestes aspectos.
Só me pergunto - agora que estamos em vésperas de eleições autárquicas - porque é que não acontece o mesmo por todo o lado? Em especial na capital que está suja, com as entranhas à mostra, com as ruas sujas e cheias de buracos. Para não falar, já , nos dejectos dos animais que a poluem.
Antes, descer de um avião e chegar a Lisboa vindo do estrangeiro era um prazer. Hoje é uma tristeza! Porque será?


H.S.C

3 comentários:

Margarida disse...

As pessoas fazem as cidades.
Aind hoje saía na estação da Trindade para o desgosto ganítico pejado de nódoas de chiclete e outras imundícies.
Aquilo foi bem feito e estava lindo.
As pessoas..., elas é que não cuidam, não preservam, não reconhecem, nem amam.
Depois resmunga-se com os autarcas que, podendo ter algumas rsponsabilidades em actos de gestão, seguramente não são vigilantes todo-poderosos nos quatro pontos cardiais do seu burgo.
É uma lástima percebermos o desprezo com que os cidadãos tratam o espaço comum.
A incúria mas além disso: a perversidade, também.
Os exemplos seriam entediantemente vastos.
É melhor recordarmos as suas descrições e enviar um grande, grande "bem-haja!" aos açorianos, aos madeirenses e a todos aqueles que ainda sabem ser orgulhosamente cidadãos portugueses.
...ainda por cima, respira-se melhor por esses locais limpos e sãos...

Anónimo disse...

A Margarida tem toda a razão. As Câmaras são impotentes, muitas das vezes, perante a javardice! Ainda ontem, uma viatura “carregada” de energúmeros, entrou no local onde vivo e foi atirando “janela fora” algumas garrafas de plástico. Chamei-os à atenção, por estar ali. Não quiseram saber. Anotei a matrícula e liguei para a GNR. Foram algum tempo depois confrontados com a dita autoridade, que tinha sido amabilíssima ao telefone e se prontificou a “intervir”, já que o lugar era “área protegida do Parque Natural Sintra-Cascais”! Na ida à pesca, lá mais abaixo, pelas rochas “adentro”, achavam que tudo lhes é permitido. Mas não é. O que sucede é que cada vez mais, designadamente nos principais centros urbanos e arredores, este tipo de barbarismo e falta de civismo é infelizmente cada vez mais vulgar. Julgo que cada vez mais se impõe umas campanhas de civismo nos diversos “media” (incluíndo esses da preferência dos tais boçais, como a Bola, Record, Jogo, etc). Mas igualmente nas escolas, já que os pais muitas das vezes, hoje, em determinados estratos sociais, são incapazes de educar. É um facto. Não vale a pena negar tal. É certo que aos professores compete ensinar, não propriamente educar. Mas já que essa preocupação não acontece em casa, talvez a escola possa ter esse papel supletivo. Ainda que a contragosto.
Mas atitudes dessas, de preocupação com a limpeza, da parte de certas Câmaras, podem constatar-se em muito lugares no Interior do País. Ainda recentemente estive em alguns locais recônditos e pude verificar como as populações estimam aquelas suas terras, a cidade do seu Concelho, da sua Freguesia, das aldeias onde vivem, etc. O que não sucede na capital, Lisboa, o que é uma tristeza!
Quanto aos Açores, Estimada Helena, isso é um pequeno Paraíso, que infelizmente muitos portugueses ainda contornam e ignoram...preferindo o tal “AllGarve” !!
Desfrute o melhor que puder! Que saudável inveja!
P.Rufino

Rafeiro Perfumado disse...

Já lanchei lá em baixo, no pontão da Lagoa do Fogo... não sei responder à tua questão, mas que os Açores ainda conservam belezas humanas e naturais que o continente perdeu, sem dúvida. Por alguma coisa eu quero pirar-me para lá...