domingo, 5 de julho de 2009

Feira do artesanato

Eu devo ser louca. Uma prima e uma amiga desafiram-me para ir à Feira do Artesanato. Disse logo que não, temendo as multidões dum país em crise, num Domingo sem sol. Mas como sou um coração de manteiga, lá me arrastaram para uma função que está completamente fora dos meus hábitos.
Mantenho que foi uma loucura, porque o mar de gente era superior a tudo quanto eu pudesse imaginar. Mas aprendi algumas coisas. Duas delas merecem menção especial.
Uma a excelente qualidade das peças de vestuário e da roupa de casa. Vi capas e casacos lindíssimos que ignorava fossem nossos e que seriam um sucesso no estrangeiro se devidamente apoiados pela autoridades competentes. Vi toalhas e panos de mesa de que nos orgulharíamos em qualquer ponto do mundo. Destaco a Beira em qualquer destas áreas.
A outra surpreendente. Face à máquina multibanco a fila de gente chegava a meio de um dos pavilhões. Ou seja, as pessoas iam levantar dinheiro para fazerem compras. Em tempo de crise... não se limitavam a ver. Iam mesmo comprar. É obra!

H.S.C

3 comentários:

Margarida Pereira disse...

Ena! Nem posso crer que tivesse sido a primeira vez num evento destes! :))) Quase não há mês ou esquina sem a sua feirinha artesanal...
E apontou muito bem as peças de design nacionalíssimo tão especiais...
Namoro-as há anos, mas vou adiando...
Filas para levantar notas? Pois.., do multibanco do Lidl ao do canto da feira, é um vê-se-te-avias!
O Einstein é que falou sobre isso, não ? A tal da... relatividade...

Blondewithaphd disse...

Pois eu, rapariga esperta e inteligente, que já não ia À FIA há uns bons dez anos, fui lá num dia também sem sol, mas sem gente, e fiquei absolutamente estupefacta com o artesanato luso. As jóias em prata, então... Nem eu pensava que o design tivesse já entrado desta forma no nosso artesanato que, para mim, sempre foi aquela coisa dos galos de Barcelos e das mantas da Serra da Estrela. É que fiquei mesmo banza (pela positiva!)

Helena Sacadura Cabral disse...

Amigas
Eu tenho vários defeitos. Um deles é uma razoável desconfiança de feiras. Só gosto delas para bailar. Aí, sim, brilho a grande altura...
As que vi em Cascais deixaram-me pouca vontade de voltar. Burra! Porque as ideias feitas nunca serviram a inteligência. Logo apanhei no toutiço.
E do que vi - a ourivesaria é, de facto muito boa, mas eu só uso peças minhas... - posso dizer, com garbo, que o que é nacional é bom. Muito bom, mesmo!
A partir de agora não haverá feira a que não vá. O que prova que nunca é tarde para aprender!