domingo, 5 de abril de 2009

A surpresa...

Sou zelosa com os meus amigos. Muito. Mas, às vezes, o gãozinho de loucura que me habita dá sinal. E eu dou-lhe vazão. Foi o que aconteceu - e nem sequer me lembro como tudo começou -quando, há um ano, passei a integrar uma rede de contactos denominada Plaxo.
Nela, aos poucos, nasceu um pequeno grupo que gostava de literatura. E, desde os poemas aos discos favoritos de cada um, fomo-nos apercebendo de um fino elo cultural que nos unia a todos. Mais tarde vieram os escritos que alguns faziam só para si. Mas que deixaram de ter vergonha de partilhar. Surge , assim, uma tertúlia que, devagar, se foi revelando em lados mais pessoais.
Tudo inicialmente liderado pela Elsa que até gostava dos meus poetas de eleição. Falo de António Botto e de Eugénio de Andrade, que cantando amores que desconheço, me continuam a lembrar, ao fim de tantos anos, a beleza dos que conheço.
Os meses foram passando, as conversas literárias alargaram-se e eu decidi lançar o desafio de nos conhecermos. Repto aceite, juntámo-nos hoje. Eramos seis. Sem precisarmos de cravo na lapela. A pequena foto que, antes, nos identificava, deu lugar "ao natural e a cores".
Uma delícia de encontro. A prova de fogo a que decidimos sujeitar-nos foi passada com distinção e excelência. Não é que a vida continua a conseguir surpreender-me?!

H.S.C

4 comentários:

Sara disse...

E que surpresa Helena! Surpresa boa que nos entrelaça, não é à toa que gostamos de Eugénio de Andrade e de António Botto.
Grupinho pequeno que quero continuar a integrar e ajudar a crescer.
Foi, tal como previa, um gosto conhecê-la pessoalmente!
Um beijo grande
Sara

Sara disse...

E que surpresa Helena, surpresa boa que nos entrelaçou, não é à toa que gostamos de António Botto e Eugénio de Andrade.
Senti-me num grupo acolhedor e cúmplice, que quero continuar a integrar.
Foi, tal como previa, um gosto conhecê-la pessoalmente.
Um beijo grande,
Sara

criativemo-nos disse...

Milady..., permita umas linhas, na ausência de e-mail (ou inépcia minha em o descortinar, o que sucede, sucede mesmo, isso da inépcia constante...) para lhe confessar o absoluto enlevo que foi descobrir ter-se 'adicionado' como 'seguidora' daquelas pífias coisinhas que vou deixando no dito cujo blogue (até hoje não deixo de me surpreender pela sua existência, que tem uma história, com a qual não cabe maça-la).
Disse 'enlevo'?
É mais. Seria um cliché escrever 'nem há palavras', porque as palavras estão aí, imensas, poderosas, únicas, explícitas, belas e reais.
Mas é que entonteço. De verdade...!
Não sabe Milady do imenso respeito, carinho e admiração que por si nutro desde nem sei há quanto tempo.
Pelo seu percurso, pela sua escrita, pelos seus 'acepipes' que fazem parte da biblioteca culinária da família e são seguidos com alegria e gosto.
Pela sua família, que admiro desde sempre e, creio, para sempre.
'rasgação-de-seda'? Não, não. Verdade pura.
Receba, com sua permissão terna, um xi-coração muito grande.
Mesmo grande! :)
(ui! a minha mãe vai rejubilar com esta nova! Estou mesmo feliz!!!! Deus a abençoe.)
Desta tonta fã que tem,
Margarida

eltaveira disse...

Pois é querida Helena, a vida tem destas coisas, sempre a surpreender-nos! Bom é quando nos surpreende assim, positivamente, porque, por vezes, somos surpreendidos de forma negativa, mas não é dessa que aqui falamos.
O que posso dizer é que desde sempre admirei aquela mulher que via entrar pela minha casa nas mais diversas formas, ora pela televisão, pelos jornais, pelos livros, pelas revistas, pelas conversas que tínhamos em família; uma mulher admirável e que admirei mais ainda quando conheci no Plaxo e com a qual me identifiquei de imediato e, eis que no dia 4 de Abril, a prova de fogo ao repto lançado por essa mulher admirável que é a Helena e, que tive oportunidade de dar um beijo, de abraçar, de escutar, de ali frente a frente sentir a força das palavras pela vivacidade do olhar e todos os gestos que o acompanhavam!
Adorei, não esqueço uma palavra e confesso que naquele dia fui mais feliz ainda, porque também nestas pequenas grandes coisas podemos ser felizes, basta que queiramos e saibamos aproveitar - é o sumo da vida e quem se recusar a bebê-lo não sabe o que perde! Eu senti que ganhei e, acredito que os restantes amigos também.
Muito obrigada Helena, ficou gravada em mim, agora mais ainda.
Agora quanto à Elsa, apenas deu o mote a algo muito importante - a partilha, algo que há muito que é esquecido e, poucos estão disponíveis para o fazer, partilhar. Eu partilhei, a própria palavra como palavra de ordem, o gesto, fotos, palavras de outros, as minhas, vídeos de músicas, de filmes..., literatura, poesia, escritores, poetas..., emoções, sentidos sentires, amores conhecidos, desconhecidos, alegrias, tristezas..., a vida! E, tanto que ainda há para partilhar, para conhecer, temos um mundo…, vamos continuar!
Beijo
Elsa