quinta-feira, 30 de abril de 2009

A Mulher de Berlusconi

A família Berlusconi é, na verdade, muito especial. Agora é a vez de Veronica Lario, mulher do Primeiro Ministro italiano, vir à liça criticar publicamente o marido pelo convite feito a jovens actrizes e modelos para integrarem a lista do seu partido às Eleições Europeias. A senhora considera o facto como "uma imundice sem vergonha", cujo unico fito será o de "divertir o imperador".
Além disto, entende que o propósito revela "uma total falta de critério no exercício do poder e ofende a credibilidade de todas as mulheres".
Por seu turno, Berlusconi defende que a inclusão de jovens bonitas naquelas listas visa "renovar a classe política com gente cultivada e bem preparada", em vez dos "mal cheirosos e mal vestidos que representam certos partidos no Parlamento".
Ignoro se a senhora Lario é, ou não, a pessoa mais indicada para censurar a opção marital. Diz-se que raramente o acompanha, faz férias sem ele e tem casa própria em Milão. O que julgo saber é que, se lhe convém continuar casada com ele, a praça pública não é local para misturar assuntos de família com os do foro profissional do PM.
Quanto à resposta de Berlusconi, ela insere-se na "qualidade discursiva" que é seu apanágio.
Com exemplos destes, ainda há quem se admire da falta de adesão dos melhores à política?!

H.S.C

3 comentários:

Anónimo disse...

Pasmei com o que aqui é dito neste Blogue! Realmente, o homem se não existisse tinha de ser inventado. E a pose da dita é no mínimo “curiosa”. Aquilo, por lá, começa a ficar divertido, se não fosse um País reputado e se tratasse de um alto dirigente político.
Registo que D. Lario, apesar das poucas vestes (ou calor, ou muita ocupação, sobejando-lhe tempo para se acabar de vestir, coisas que por vezes sucedem) opina. E forte (“imundice sem vergonha”, ora toma e não te queixes!). Aquela de “Imperador” é um desrespeito aos que, na Roma Antiga o foram com dignidade, como Marco Aurélio, Trajano, Adriano, etc. E olhando o destinatário, não se me afigura com pose que justifique tal tratamento. E quem serão “os mal cheirosos”? Será o “cheiro” uma qualidade, ou defeito, de certos partidos por aqueles lados? Ainda bem que a moda não pegou por cá. A malta aqui ainda vota por razões políticas e não por motivos relacionados com o odor. Já imaginaram por exemplo o que se teria de perguntar a um político, nas campanhas eleitorais que por aí vêm, se a questão do “cheiro, ou cheirete” fosse relevante: o senhor/ou senhora lava-se? Que água-de-colónia, ou perfume usa? Tem tido reclamações, criticas, acusações, elogios ao seu odor? Se sim, de quem e em que termos, poderá revelar-nos?
Agora mais a sério, HSC tem razão. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos, que, estou convencido, vão continuar.
P.Rufino

Margarida Pereira disse...

Cosi sono le donne 'molto italiani'... :))))

vera disse...

política feita assim = mercado do peixe