terça-feira, 14 de abril de 2009

Beleza

O que é a beleza? Alguém se lembra da mulher a que esta imagem dá corpo? Mais fácil. Alguém se recorda de Bonnie and Clyde? Pois ela é Faye Dunnaway, a protagonista do filme. Só que hoje o seu aspecto não é este. E ela pretende desesperadamente mantê-lo. Para quê?

H.S.C

3 comentários:

Tété disse...

Querida Helena,
Desculpe a ousadia da terminologia, mas nestas conversas de blogues o "Drª" realmente não dá jeito. Não se altera o respeito e a consideração que tenho por si e muito menos a admiração que nutro pelos seus comentários, pois sou sua assídua visitante no "fio de prumo" sempre que a vida profissional e familiar o permitem e quase sempre fora das horas consideradas normais para o comum dos mortais. Sim, eu sei que para si a palavra noctívaga faz parte integrante do seu léxico, pese os seus afazeres e compromissos sempre em abundância.
Entrando neste assunto concreto do que é a beleza, creio que não será nada fácil definir esse conceito e ainda bem, pois a sua uniformização só acarretaria problemas ainda mais complicados. Assim, temos a hipótese de ver a beleza no que para outros não passa de uma singela alteração de certo e determinado perfil e consequentemente conseguimos amar o "nosso" belo. Eu, também avó, não deixo de sentir saudades daquele aspecto que revisito em algumas fotografias tiradas há um par de décadas. No entanto, considero abominável que se continuem a idolatrar conceitos consumistas e modernistas dos que teimam em não deixar que uma pessoa com mais idade possa envelhecer de uma forma natural (não significando descuido) onde as rugas possam ser sinónimo de vivência e sabedoria.
É evidente que seria bom, se não óptimo, poder exibir um corpo perfeito aé ao fim das nossas vidas. E que figura faríamos com uns neurónios não condizentes para os quais ainda não foram inventadas as respectivas plásticas?
Tudo de bom para si.
Um beijinho

num relance disse...

Bonnie and Clyde
lembro-me, foi o primeiro DVD que comprei

para quê?
para se sentir viva? talvez esteja morta por dentro; se parecer cliché é que talvez seja, gosto de clichés, têm sempre algo de verdade :-)

Margarida Pereira disse...

Para não entristecer tanto com a inevitabilidade da decadência que antecede o fim?

Há quem lide muito mal com a realidade.
Lamentemo-los e aprendamos a ser mais equilibrados. Se possível.